domingo, 30 de dezembro de 2012

Servos de Deus e toda a Sua Graça

Servir a Deus, como Jesus nos ensinou, jamais foi uma proposta de submissão.

Servir a Deus, de acordo com a Boa Nova e o Espírito Santo, é ser parceiro de Deus, é ser parceiro de Jesus. Tanto o Pai quanto o Filho iniciou uma obra que precisa de nossa contrapartida para que seja concluída ou satisfatoriamente manifesta.

O Pai nunca se ofendeu com o fato de crermos ou não Nele e tão pouco este foi o motivo de Jesus estar muitas vezes aborrecido com os discípulos e com a multidão. Acreditar nisto é atribuir um sentimento de vaidade ao Criador, que mais revela quem somos nós do que a essência da Graça.

A chama do Espírito Santo não só ilumina e aquece como também nos enche de Graça (Gratia plena!). É prudente obedecer ao Senhor não por tolo servilismo, mas porque estamos diante de um Mestre e, é claro, é muito mais produtivo confiarmos em alguém que saiba o que está realizando. Reconhecer que estamos diante do Senhor nos enche de Graça porque nos leva ao êxito e a alegria da vitória. O erro é atraso! E isso é o que mais incomoda o Senhor porque a Misericórdia é uma bênção refém de si mesma: a inquietação resulta do desequilíbrio entre merecer a Graça e a necessidade da Luz e Calor do Espírito Santo. Se por um lado deixamos de merecer a Graça, o Pai jamais irá desamparar os filhos negando-lhes a força e beleza da chama do Espírito Santo. Porque o Espírito Santo é inspiração e só por meio Dele chegaremos ao Pai. Se algo entristece o Pai é a distância do filho errante; por isso o regozijo quando o filho retorna.

Precisamos retornar ao seio do Pai ! Esta é a simples e maravilhosa mensagem!

Mas, nós suspeitamos da simplicidade e ansiamos por feitos extravagantes e de êxtase, por isso preferimos, muitas vezes, ajoelhar diante do abominável bezerro de ouro. Abominável por ser tolice, abominável por ser pura superstição, isto é,  um pré -requisito para a submissão.

Amar como Jesus amou não é algo impossível, mesmo porque Ele nos ensinou como amar. Amar como Jesus amou está longe de negarmos a nós mesmos e todas as nossas necessidades, mas a grande verdade é  que para tudo há o seu devido tempo e esperar e confiar são grandes passos para vivermos a Eterna Graça. "Ponha-te em pé e falarei contigo", quantas vezes isso foi repetido?

Voltemos ao seio do Pai sem receios porque já fomos punidos sem a sua presença. Não devemos estranhar ao encontrá-Lo de braços abertos! Voltemos!







sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Jesus: o inigualável

Para começar a conversa, eu amo o Natal! É uma data que sempre fez com que eu olhasse para mim mesmo.

Não condeno as festas, mas também não sou muito chegado naquela coisa de gente em volta da mesa babando no decote da cunhada. Eu me emociono é com a ideia de um deus nascendo, da glória num estado de fragilidade e solicitando os nossos cuidados - o nosso protetor carecendo de nossa proteção - de um deus banguela sorrindo e chutando o ar a cada micagem ao redor do berço.

Eu amo a ideia de um deus vivo! Arrotando depois de mamar e sujando a fralda com um belo creme de abacate! Eu penso em Jesus em tudo que ele fez e em tudo que eu deixei de fazer por medo de nascer novamente e precisar de colo, por vergonha de sorrir banguela ou por medo de sujar as fraldas. Por não aceitar a debilidade no momento de aprendizagem! Por não aceitar as grades do berço no momento de inconsistência. Um deus passou por isso para nos mostrar a sua  graça porque já estava cansado de mostrar ira!

Grande mestre que foi, além de nos ensinar o extraordinário, jamais se furtou de nos ensinar o mais ordinário: o médico precisa estar mais entre os doentes do que nos palácios, desfrutando de comendas e banquetes.

A Boa Nova  sempre jorra com frescor, transforma a água em vinho e o oferta ao fim da festa para que as bodas sejam auspiciosas e para que se evite os deselegantes buxixos das matronas. Porque  o mestre generoso vivenciou na pele a fragilidade de um começo e todo começo, mais que carecer, merece infinitas e efusivas bênçãos. Votos de êxitos, promessas de solidariedade. Tapinhas nas costas? Que sejam...

Ocorreu-me de dizer que Jesus é ímpar, mas confesso que hesitei com receio de ouvir de algum engraçadinho: "claro que é, ele é o décimo terceiro entre os doze apóstolos..."

Hesitamos muito, receiamos muito para manter um ambiente agradabile e com isso nos limitamos.

Considerei mais adequado a palavra inigualável. Pois, sabendo o quanto as pessoas o seguiam só por causa do pão, sem dar a mínima às suas palavras; que assaltavam a sua privacidade até pelo telhado, mas não o defendiam das armadilhas; que interrompiam a sua conexão com o reino dos ceus, pedindo consolos para dramas irrisórios e mesquinhos; que inevitavelmente seria traído e negado pelos seus... mesmo assim, ele pagou a conta da última ceia.



Hy Ho!

domingo, 16 de dezembro de 2012

2012 - Bios e Zoé - Dario BURRO (DEM) - 11/dez

Arcádia de Carmem VI

manuel antônio bandeiras
pousou de zorro
para a maior tela do mundo
se chamasse raimundo
enxada no ombro
lombo de jegue
reboque de muro
lata d' água na cabeça
grandes apuros



bal~


capelinha
de mel~
manjeric~
cravo de bem
com a rosa
volpirinhas
do coreto
inté as sacadas
devoç~
s~ jo~



mais do que
o beijo
eu sou aquele
me ni ninho
que nos viu
beijar
que cutucou
a mãe
na fila
da roda gigante
maçã do amor mor


carmencita
preciso ouvir
tua respiração maior parte do tempo
o limiar
entre o mágico
e o trágico
é apenas
um sopro
os teus beijos são chupar
uvas caminhando debaixo das parreiras
meu pedaço
de universo
é no teu qorpo


mas que
um mito

amar é...

um rito

carmem é poesia


debaixo
de um ipê florido
kama rosa
sorvete de creme
cassis
papaia
massagem
nos pés
beijos jabuticabas
puer eternus

eu garantido
você caprichosa
você garantida
caprichoso eu

debaixo
de um ipê florido
a casa planejada
a felicidade das crianças
e a certeza
de que desejar
é adiar



carmem é poesia

Arcádia de Carmem V

as gatas pretas
quebraram o espelho
pisaram na abóbora
acenderam velas coloridas
camaro nearam a moranga
carne seca pinga farofa
filhos dos becos
constelação pic nic
taverna formoseios
quadra quinze
rua sete
gaveta três
góticas


narciso
cigano galante
tamanqueia
sobremesas
adocica as damas
com a guitarra
cigarra
acalanta
as maryposas
baba stóryas
pelos olhos
gitana juras
café de chinitas



nieeeeeeeeeeetttttzsche!

saúde-flerte!



o espírito santo
quer pipoca
o mais fraco pede
e o mais forte
papa



juan carlos fernandes
de la dutra
nos acena com a mão
que não tem
e nos tira com a outra

perdido pela aurora
achado pela augusta



tara tá´tá tá
tara tá tá tara
tara tara
tara tá tá tá
uma duas piastras
três
tá tara tá



dez cansam
para que eu
possa descansar


dez calçam
para que eu
poça
descalçar



às 00:38
toca a música
que ouvimos
várias vezes
na lua de mel

os amigos riem
eu rio
sem ninguém saber
o porquê

minha sapinha minha
flor do ipê
nosso mais que sexo
é carinho
o beijo
e o sapo
que eu era

Arcádia de Carmem IV

joão bobo
gosta de fábula
fatomotivo que o levou
a estudar
do parco que frequentou a
sabiá gente
já aprendeu a sobiá
ininterruptamente
sobiava tudo que via
tudo que há via
precisava varsoviar



rinaldo carlos
bom camarada
água-doce
como cachaça
amigo de fé
irmão de baladas



d'euskera

abba purus
kiarostami
nhagatu
salamalei ponto com
uakti
sherazade
hay kays
smetake
millorminski
napo leões
dentes de almeida
periceci
vascos flamengos
neuro spinozistas
garças vermelhas de caranguejos
pigmentos cubatanenses
bois voadores
de nassaugarapa
index
bocaccio do inferno
deglutição
de sardinhas
envieirar-se
inté compostella
navarraguernica


recalque
(para ser lido como uma chamada tele 15 a cobrar não atendida)


cal
cal
cal
mas
muito mais
call mesmo
cal
cal
cal

Arcádia de Carmem III

ary  ranha
ary  tana
ary  stóteles
ary  do
ary  stófanes
ary  gó
do   embu


an dante
allegro
largo
vivace
maxixe
choro
arcos da lapa
vou em boa hora
pra loloro
amigo do vinho
inimigo do rei
porto seguro
solidão
a mulher bem-me-quer
o leito que terei


tosquiar o tosco
lapidar não só
a pedra
media in via
erat lapis


sapo cururu
na beira do rio
quando o sapo canta, maninha
é que está no cio


endechas
cofiam
madeixas
absortas
pelo
vale

ludius laudat poesis
preces preços fede
domini cani in excelsis
compostella peregrino penitece
precipício preceptor est

Arcádia de Carmem II

lambo a cria
encostado no feno
afinando o cavaquinho
faço uma aliança
com palha de ninho
enquanto ela colhe cebolinha
o gaspacho de carmem
é mais gostoso que da vizinha


almofariz
açúcar
almofadas
ali aqui
cartas


doma


dom
domínios
domador
dominado
doméstico
domi cílios


moura


você certa vez
me disse
que cavalos alados
não existem
e que os selvagens
são sublimes

rasguei
minhas fantasias
e tantas outras
evitei tecer


aurora
se sincera
fosse
cincerro
aurora
teria
aurora
ninguém
temeria
aurora
ninguém
quereria


carmem não quis
a américa
eu não quero marte

guadalquivir de carmem
tiet^, paraíba, cuiabá
de ary

tourear carmem
só um saci é capuz
de fazer
redemoinhos de poeira
driblam os chifres
toda fita
enfeita uma dama
bizerros dentro do lobo
filtros de carmem

khalorosa
se a melancia
tiver gosto
de melancia
eu quero
me intoxicarei de azul e
spermaneserei
kamacontigo

Arcádia de Carmem

por Ary do Embu



dedicatórias


A Cassiano Ricardo e a Monteiro Lobato, minhas duas portas da percepção.


introdução


pelas mãos do tempo
o literal tornou-se
metáfora





canto contínuo

a vida
convida
com vida

fútil

útil

sutil

não são
as aulas de piano,
o vestido,
as joias,
o bem falar
nem o discreto bocejar
que fazem
uma princesa
mas sim
o beijo


para um sapo
nada é mais
extraordinário
que ser beijado



musa

grandes poetas
possuem musas
poetas à margem
como eu
apenas musas
exu-madas
porém si
a musa
exumada
musa
quiser que
eu suma
eu sumo
sacerdote
cortejo
a musa


a primeira
impressão
é a que
mortifica



arcádia de carmem

úberes belos de carmem
unhas, bocas, cintas-liga
últimas bandeiras de conquista
uma bala na carne

o desejo une
a intolerância pune
a aflição zune
permanece o que é
feito da arte

bugre, bugiganga, buffet
bateia, barriga, batel
brocardo, boi, brio, buquê

um brinde pro cê

cicuta, cicio, cimitarra
cioso, cio, cinzel
cigarro, cicatriz, cigarra
chistes, choças, chitas: carmem

tantos imbecis
e para sempre vamos ser

um brinde pro ser

úlcera, ultraje, uivo
uiara, ultra-leve, ufanismo
uai, urbe, ubá
ubiquidade
umbilical, usina, urânio
urinol
urrar

no princípio
era o amém
e o amém
se fez carmem

carmem é um abismo de rosas
que tinta de vermelho
toda terra
seus olhos são sois
omnia temperant
gerei-a em minha coxa
saltou ela já adulta
de minha cabeça
tremulando guizos
batendo cascos
ainda guardo as asas
do cisne que fui
para comer carmem
ars amatória
me abrace
me abrase
carmem

olhos boquiabertos

la mujer
não é a roupa
que veste
ou despe

a maja
desnuda-se
no jeito
de olhar
cruzar pernas

sesta


lá lá
ré ré
sol sol
mi mi


neto de viscondes
filho da marquesa
traz de seus pais traços muito fortes:
trabalhador incansável,
com o machado em punho,
abriu picadas à cata de
novas ervas
o caminho lhe deu por acréscimo
animais, tribos, paisagens e lendas
da mãe: o dom de queimar navios
e contagiar pessoas
curioso, aproximou-se dos carijós
estes, afeiçoados, lhe deram um pingente;
carregado por ele sempre
junto ao crucifixo, na mesma corrente.
os sertões guardam suas mais terríveis
lembranças de guerra
eça experiência lhe proporcionou
compreender além das mágoas
tudo que nos cerca
virgílio de dante
cassiano de ary


o banho de rio do menino cassiano

aula de latim
metamorfoses

ninfas habitam o rio
o prazer de nadar também
bedel cochilo
fim de recreio?
tarde dos asnos de apuleio

mergulho enrosco
muita água
intrépidos amigos são bombeiros

vir à tona

fato façanha devaneio

uiara
cabelos verdes
olhos amarelos
a espiei entre os caniços
fauno fez-me o desejo
um caniço feriu-me o peito

peitos!

vocês nunca viram

a prendi flauta
fiz-me
seresteiro



cecília
aliciava
alice
alice
deliciava
cecília
ciciavam a si
mar
aves
ilhas


haverá alguém
senhor de si?


carmem
meu cafezal
em flor
de acácia


quero te ouvir
com os poros
irei bus
car
a penumbra
ombro ombro
covil úmida
te sondar
inté achar
a flauta
que me roubaram


ancas 
cãs
ancas

ancas
cãs
cãs

inclina
crina
taturana
corre com os lobos
tchocolath
nakama

crina
ancas
ancas
cãs


domingo, 25 de novembro de 2012

Coda II

Ano de 2010, ano do zoio!

Troquei toda a equipe e nasceu a TV Burro, uma tv para a educação política.

Em janeiro, foi lançado o vídeo "Papel do vereador" e hoje está com 3. 852 exibições. Em números a TV Burro aponta 512 vídeos no youtube e um total de 47.276 exibições.

Na TV Burro o público pode encontrar as minhas tribunas no horário dos Temas Livres, discussões das peças orçamentárias e de alguns projetos.

Já no início do ano participei da Comissão de Estudos sobre o trem-bala e frequentei várias audiências públicas. 

Neste ano começou o estranhamento entre mim e o Amagai, presidente do Democratas em Jacareí. Kan Kan, Heloísa Nascimento e José Antero fizeram a vez de capangas. Como José Antero concentrava poder na Câmara, estilhaços de nossas desavenças atingiu o Diobel, que era o presidente da Casa no biênio 2009-2010.

Kan Kan, como secretário do partido, iludia o 1° suplente, Paulinho do Esporte, com uma possível cassação do meu mandato por indisciplina partidária.

Heloísa Nascimento, de acordo com a sua expertise, começou, no seu site de fofocas, a me acusar de apoiar o prefeito e de que eu era um "cavalo de troia" na oposição.

Importante lembrar, que a Heloisa Nascimento era advogada comissionada da presidência da Câmara e simultaneamente escrevia no seu site de fofocas assuntos internos da Câmara. Outra coisa também é importante lembrar: Amagai era e é um dos patrocinadores do site de fofocas.

Começou o Nova Atitude, uma frente composta com os vereadores novos e de comportamento diferenciado. Éramos eu, Laudelino, Alex da Fanuel e Edinho Guedes. Posteriormente, o Marino também colaborou com nossas ações. O Nova Atitude acabou quando o Edinho revelou seu perfil assistencialista ao fazer o projeto de lei de isenção de IPTU para os moradores atingidos pelas enchentes.

Do Jornal Abobrinha, o blablablá da feira, nasceu o pastel de abobrinha por inicitiva da Banca da Silvana. Do pastel de abobrinha nasceu o concurso de pastel da feira como ingrediente tema abobrinha, obviamente. Do concurso de pastel nasceu Abo Brown, filho do primo do amigo do cunhado do sobrinho do James Brown. Com estas credencias e muito soul, Abo Brown foi o garoto propaganda do concurso!

Em abril fizemos, a 2° edição da Campanha Hospital, Primeiro! - Jacareí exige - com estampa de Daiana Siqueira.

Nasceu o protesto "A cidade adoece, você também" por faltar pediatras no UPA Infantil. Foram várias quarta-feiras de buzinaço e cantoria na porta da prefeitura.

Em agosto, fizemos, com o apoio da Fundação Cultural de Jacarehy, o lançamento do livro de Vitor Cei, "Raul Seixas: no torvelinho de seu tempo" em comemoração ao Dia do Maluco Beleza.

No período eleitoral, tive a satisfação de defender o nome de Macedo Bastos para Deputado Estadual.

Em outubro, fiz o curso do ENA - Espaço Nossa Âncora. ENA é um grupo de apoio ao luto sediado em São José dos Campos. A intenção é montar uma sede do grupo em Jacareí.

Em novembro, lancei a minha candidatura para presidente da Câmara e fiz um reboliço.

Em dezembro, fiz a serenata de natal nas ruas do centro de Jacareí com o meu sax, tocando sem nenhuma habilidade e sem noção a singela "Noite Feliz".



Hy Ho!

6 palitos - o ovo da pata - alfabetize seu filho em casa

sábado, 17 de novembro de 2012

Indicações

A Indicação é o documento que o vereador envia ao prefeito para sugerir ações ou solicitar atenção sobre alguma demanda. Na condição de parlamentar (porta-voz) o vereador ouve muitas manifestações dos munícipes.

Sem competência legal para atender estas solicitações, o vereador encaminha estas ideias por um instrumento oficial denominado indicação. As indicações irão para as gavetas da Secretaria de Governo ou servirão de moeda de troca para futuras votações.

Infelizmente é assim, aquilo que o Poder Executivo deveria fazer por obrigação o faz politicamente, sempre com a justificativa de que não há recursos para atender a todos os pedidos (o que ninguém duvida) e de que  precisa entrar no cronograma de atividades (o que ninguém duvida também porque uma gestão organizada possui cronograma pra todas as tarefas).

É assim!

Se á assim ao  tratar de serviços imagina com ideias e conceitos ?

Cabe ao parlamentar realizar e difundir as práticas que acredita colaborar para a reflexão da sociedade. Educação política é uma tarefa típica de partidos políticos, mas estes não a fazem. Quando o parlamentar assume o compromisso ideológico e partidário terá que fazer a doutrinação política por si só com os recursos do subsídio.

Revelar lideranças? Organizar comunidades? Desfraldar bandeiras?

Comprometido, fará por si só por tudo aquilo em que acredita!




Hy Ho!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Legislativo e Parlamento

Com o exercício da vereança percebemos algumas distinções práticas entre termos inerentes, embora conflitantes. É o caso de Legislativo e Parlamentar.

O Poder Legislativo possui a autoridade para propor, apreciar e aprovar leis e ao mesmo tempo representar o povo.

Embora as leis sejam para o bem do povo nem sempre o agrada. Uma visão de longo prazo conflita com interesses imediatos e vejo aí um grande desafio. Ao Poder Legislativo, que ao mesmo tempo é Parlamento, cabe antecipar os problemas para oferecer as soluções, isto é, prever para prover como bem expressa a máxima positivista.

Como conciliar o segmento que o elegeu com temáticas de outros grupos de interesse? A atividade de vereador é uma atividade fragmentada sujeita a uma cidadania ainda imatura. É o todo que deve atender à parte ou é a parte que deve preencher o todo?

Respondo a este questionamento partindo da premissa de que o todo deve ser priorizado e conservado, desde que o todo continue passível de negociação entre as partes. O todo pode ser alterado, porém sem futilidade ou miopia.

Porque diante de tantos imprevistos buscamos uma estabilidade ou garantias que motivem investimentos de recursos financeiros, de tempo e emocionais. Em outras palavras, o todo deve emocionar, esta é a essência da municipalidade. Por exemplo, Paris é a cidade luz e Nova York a grande maçã. Isto são mais que alegorias, são estratégias que internalizam a cidade em seus cidadãos de modo que para qualquer lugar que você vá leve a cidade consigo.

São os cidadãos que fazem a cidade? Certamente, mas é a cidade que lhe confere identidade como alguém deste ou de outro canto. A cidade também é melodia e muitas trazem as suas próprias festas como codinome ou sobrenome.

A cidade antecede ao cidadão! E infinitas variáveis antecedem à cidade. Porque a cidade sempre foi e será cenário de acontecimentos de grande magnitude ou modestos.

Enquanto o legislador é impessoal para conservar o todo da municipalidade também é porta-voz dos anseios de grupos de pessoas. Percebo que esta equação só fecha no futuro porque a cidade não pode estar fada à espontaneidade. A bela cidade exige postura de seus cidadãos e desperta contrariedades e, no entanto, a postura poderia ser um gesto de gratidão e devoção por tudo que a cidade possibilita.

Para um futuro com menos dissabores quanto de esforços serão exigidos dos nossos cidadãos e com quais resultados estão comprometidos os nossos gestores?

A compreensão destes fatores é o Parlamento e a instituição da segurança jurídica é o Poder Legislativo.

Adimensão fiscalizadora do vereador, tanto como legislador como parlamentar, é uma exigência contra gestões volúveis, que por incompetência ou má-fé, destróem o trabalho de todos para proteger seus apaniguados.


Hy Ho!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Coda

Depois de 4 anos, a vereança chegará  ao fim dia 31 de dezembro!

Fiz do meu mandato de vereador uma instalação com 3 temas: renúncia, denúncia e anúncio. Isto é, afastei-me dos vícios do poder, apontei os erros do Poder Executivo e adjacências e mostrei o quanto é possível pensar e se entregar ao município de Jacareí. Pra tudo há soluções técnicas, mas inviabilizadas pela mesquinharia da especulação imobiliária.

Jacareí, padece pela falta de planejamento, carece de coragem e merece pessoas melhores na sua gestão.

A gestão é o que é porque falta-nos participar dos partidos políticos para afastar 6 dúzia de presidentes capachos da constução civil e da especulação. Em 4 anos repeti isso tantas vezes!

2009

Em 2009, eu era um presidente da sociedade amigos de bairro constituído vereador. Militante da cultura,empreendi o carnaval de marchinhas no Jardim Jacinto com o Bloco do Geladinho desde 2005 entre tantas atividades recreativas e culturais.

Adquiri o apelido de Burro em 2007 por fazer o protesto em defesa da Capelinha do Cruzeirinho.

2009 iniciou com o especial Elis Regina, no Bar da Patrícia em janeiro!

Em fevereiro, desfilou o Bloco do Geladinho com outros blocos do Matinê do Jacinto.

Em março, a Orquestra de Papel inicia as atividades na Emei do Igarapés.

Em abril, começou a campanha Hospital, Primeiro!

Em maio, 1° corrida de rolimã no Maria Amélia II

Em julho, fiz o encontro Mulher Democratas de Jacareí, com a ilustre presença da vereadora Renata Paiva de São José dos Campos.

De julho, em diante trabalhei paralelamente à campanha do hospital com o concurso de música Samba Natalino, que teve as fases de divulgação, inscrição, julgamento e premiação.

Em setembro, foi realizado o manisfesto do jovem Gabriel na praça do Rosário. Gabriel tinha falecido em agosto por suposta negligência médica na Santa Casa de Jacareí.

Também em setembro fizemos a 2° corrida de rolimã no Maria Amélia II.

Em outubro, aconteceu a Discoteca do Miguelito no Jardim Jacinto.

Em novembro, após a redução da bancas dos feirantes, lancei o periódico Jornal Abobrinha em defesa dos trabalhadores da Feira Livre.

O Samba Natalino contemplou 5 finalistas no dia 2 de dezembro (dia nacional do samba) com um evento de premiação no Real Park Hotel.

Tudo isso ocorreu simultaneamente ao trabalho legislativo, que foi realizado com aprumo e constante qualificação.


Hy Ho!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Salve Jorge

Tô gostando da novela!














Hy Ho!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Declaração de utilidade pública

Já não há mais ruas para serem denominadas e as entidades já estão se esgotando.

A ciranda cirandinha que vemos é assim: o vereador, em qualquer evento chá-com-bolacha, é assediado por membros de alguma entidade filantrópica recém-criada que dá o bote da "declaração de utilidade pública" e o vereador constrangido e tocado em sua própria "utilidade pública" tramita o pedido, tema de costume pacífico!

Isso banaliza o expediente e é sempre bom lembrar que  a declaração de utilidade pública não é isenta da prtetensão de receber auxílio financeiro da administração municipal.

Bem, na prática, acaba sendo uma manutenção de apoios eleitorais com o erário público.



Hy Ho!

Oposição

De oposição nada teremos nos próximos 4 anos!

A maior atribuição do Poder Legislativo é fiscalizar o prefeito.

Ninguém ali terá apetite para pregar no deserto. Todos têm características conciliadoras. O mais crítico será o Valmir do Parque Meia Lua, mas não passará de ficar apontando buracos!



Hy Ho!

14° vereador

Em uma postagem anterior mencionei que o placar destas eleições era de 9 x 5 para o prefeito Hamilton, isto é, elegendo 9 vereadores da base de sustentação da administração municipal (evito usar o termo governo, porque, infelizmente, há muitos analfabetos funcionais que pensam que estamos falando do governo do Estado, aliás, evito usar a palavra estado, também pelo mesmo motivo) e ficou a dúvida de quem seria o 14 ° vereador sendo que a Câmara possui 13 cadeiras.

O 14° vereador é a galeria que exercerá com mais dignidade a função de oposição.




Hy Ho!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Para que serve o quociente eleitoral?

O quociente eleitoral é um instrumento para valorizar projetos coletivos e ideológicos, evitando a concentração de poder pessoal.

Existe o artilheiro do time,existe! Mas representação democrática deve ser alcançada com um trabalho de equipe!

Um partido deve expor seu programa, filiar membros e capacitar candidatos para concorrer as eleições. Há, no mínimo 4 anos pra isso, e os dirigentes partidários têm plenos poderes para exercer suas atribuições.

Quando o dirigente tem compromisso com a democracia mobiliza as pessoas e não perde tempo discutindo as regras que protegem as eleições de projetos pessoais de poder.


Hy Ho!

Toninho quer ser vereador

Toninho do PSTU, em São José, teve uma grande votação e ficou na 5° colocação no ranking, porém, porque o seu partido não atingiu o quociente eleitoral, ele não foi eleito.

Entrou no Judiciário para contestar o resultado. Tempo perdido! O que esperar de alguém que participa de uma eleição sem conhecer as regras?


Hy Ho!

Veteranos ou novatos?

Dos 4 vereadores do PT contamos com a longa experiência de Rose Gaspar, já na fila de espera desde 2009, quando foi frustrada com a vitória de Diobel pela oposição.

Dos 3 vereadores do PMDB contamos com Edinho Guedes, reconduzido para sua 2° legislatura.


Porém há muita expectativa com os nomes que precisam ser turbinados e cacifados para passos futuros.

Também precisamos considerar que um novato seria, em tese, mais fácil de manipular!

Quem sabe alguém já reconhecido e testado em assuntos administrativos? Neste quesito os veteranos levam a pior!



Hy Ho!

PT ou PMDB?

Das duas legendas, 4 vereadores do PT mais 3 vereadores do PMDB, poderá sair os  novos presidentes da Casa sem precisar distribuir cargos para os pequerruchos PDT e PRB.



Hy Ho!

9 x 5

Este é o placar desta eleição!


O prefeito Hamilton elegeu 9 vereadores e isto quer dizer que ele terá o presidente da Casa ao seu lado pelos próximos 4 anos.

O benefício de ter o presidente da Câmara como aliado vai além do voto de Minerva!


Como o tempo é precioso, essa parceria agiliza tramitações e tudo mais.



Hy Ho!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cidadania

Filiação partidária é o elemento mais nobre da cidadania!

Não há decisões fora dos partidos!


Hy Ho!

Governo

Voto nulo não muda o governo! Pior ainda, ajuda a eleger os oportunistas!


Hy Ho!

Justiça

Os estudantes são obrigados a assistir às aulas, mas o professor não é obrigado a ser professor!

O professor fez uma escolha! Se o professor deve ser um exemplo de responsabilidade, que responda pela própria escolha!


Hy Ho!

Autoridade

O professor perdeu a autoridade? Sim, por incompetência!

Por que os estudantes são obrigados a conviver com um débil, ainda mais, na condição de liderança?

Só porque o professor se sujeitou às migalhas que recebe?

Hy Ho!

Periferia

A periferia é mais violenta que o centro da cidade? Às vezes é!

A escola é um instrumento para erradicar a barbárie!


Hy Ho!

Fome

A fome prejudica o desempenho dos estudantes? Claro que prejudica!

Mas não é a realidade da maioria dos estudantes!



Hy Ho!

Pais

Existem péssimos pais? Claro que existem!

Mas não são a regra!


Hy Ho!

Professores

Eu ainda me impressiono com os professores!

Eles acreditam que a Sociedade deve tudo a eles porque se eles não existissem ninguém saberia ler e escrever.

O fato mais gritante é que inúmeras reportagens mostram a insuficiência de leitura dos estudantes e as explicações são as mais esdrúxulas possíveis: a) desinteresse dos estudantes, e a pior de todas, b) que os pais não educam os filhos.

Eu não discuto os salários porque quem tem algo muito bom pra oferecer vive de bilheteria!

Jamais poderemos esquecer que profesores também são pais e os filhos deles são exemplos de perfeição.

Jamais deveria existir conflitos entre os interesses dos profesores com os interesses dos pais!



Hy Ho!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Não à monarquia

Foi o que os joseenses disseram ao velho Mané!

Enquanto o toque de Midas indicava nomes novos tudo bem, mas quando apontou para o herdeiro a população rejeitou!

De tucano republicano para pardal palaciano? Nem o 2° turno teve!

O PT do mensalão não ganhou em São José, isto seria um  acinte, no entanto, foi o PSDB punido!


Hy Ho!

As cores da cidade

O argumento das cores da cidade colou em São José e Carlinhos levou a melhor, mas quem perdeu mesmo foram a cidade e a região!

Todos perdemos um deputado federal e só os petistas ganharam a teta do maior orçamento!

Quem quer participar?


Hy Ho!

Vermelho X Azul

A eleição para prefeito em Jacareí deste ano pareceu mais uma gincana com a disputa entre as equipes vermelha e azul.

Tudo indicava que a diferença de votos seria pouca porque o debate não passou do "ó quem tá fora quer entrar e quem tá dentro não sai".

Todos querendo brincar de Tarzan!


Hy Ho!

De papo pro ar

A eleição traz um gostinho de mordacidade, mas a sua beleza é ser imprevisível!

Estava eu assistindo ao magazine de domingo interessado na biografia de Nasi do Ira e deparo-me comigo mesmo no folhetim!

Foi muito bom lembrar o quanto sou um vereador impactante! Foram empastelados professores e bodes como resumo da ópera!

Um fósforo não se risca mais de uma vez, nem precisa, ainda mais quando já iniciou o incêndio!


Hy Ho!

Izaias ou Aías?

Izaias ou Aías?

Candidato a prefeito ou a vereador?

PSDB ou PT?

Na dúvida! Votos nulos, brancos e abstenções.

Em cidades pequenas com famílias de grande prole isso acontece!


Hy Ho!

Não existe parlamentarismo sem parlamento

O PSDB é o partido que promove o parlamentarismo, porém seus militantes e dirigentes não sabem disso!

O Partido passará mais 4 anos sem representante de seu programa na Câmara Municipal.

A estratégia do PSDB foi, desde o início, tirar um concorrente da disputa para prefeito, por isso ofereceu um lugar de puxador de votos para Maurício Haka na chapa de vereadores. Maurício, por sua vez, fará uma oposição inteligente.

Quando o PSDB entender que o Parlamento é o poder mais importante não mais desperdiçará seus melhores quadros na corrida para o Executivo!


Hy Ho!

domingo, 14 de outubro de 2012

Todos chegaram

Se há alguma novidade nesta eleição, justiça feita ao mencionarmos que todas as coligações elegeram um representante.

Fortuna ou virtu? Como saber?

 A maioria não chegou por mérito próprio e sim porque tivemos um grande saldo de votos nulos, brancos e abstenção!

Se podemos considerar a rejeição dos eleitores pelos candidatos numa omissocracia como fator relevante nos resultados da eleição de 2012 também podemos dizer que os profissionais da política muito fizeram para merecer tal rejeição.


Hy Ho!

Omissocracia

Vivemos uma omissocracia, isto é, um sistema político em que os omissos fazem a diferença1

Na omissocracia temos uma quantia absurda de abstenção, de votos brancos e de votos nulos!

A omissocracia aparenta ser democracia pois permite que pusilânimes cheguem ao poder.


Hy Ho!

Graças ao voto nulo

Os que dizem entender alguma coisa sobre política sempre atribuem as mazelas do mundo ao chamado "sistema": tudo é culpa do sistema!

Na falta de um palavrão eu prefiro nada dizer!

Quem vota nulo abaixa a quantia de votos válidos, portanto ajuda  eleger "qualquer um" com menos votos!

Por mais que você diga e exponha a fórmula da eleição não adianta porque é notório que quem opta por humanas é porque nada sabe de matemática!

$%¨&*@! quem vota nulo abaixa o número de votos válidos!

O que significa isso? É eleger o Itamar por + ou -100 votos, entendeu?

Se não houvesse 6 mil votos nulos ele não se elegeria!

Quer dizer, se fosse apenas 5 mil e 800 votos nulos ele não se elegeria!

Nunca mais vote nulo, seu cretino... idiota!


Hy Ho!

Círculos dentro do círculo

Saiba que quem vota no PMDB que está votando no PMdo B!

È certo que a Maçonaria copula com a cúpula de todos os partidos, mas é necessário dizer que que a virgem vestal da vez é o PMDB.

Por isso PM do B, mais que trocadilho, a legenda de uma obsessão. M de maçonaria of course!

Isso não é meu. Eles têm destas coisas pseudo-enigmáticas! O vice-presidente da República e cabeça da sigla em São paulo (maior colégio eleitoral do país) também é maçom, portanto satisfaz a possível teoria da cons..."piração "que basta ser M de Michel Temer ou de Megalomania, que a todos da seita afeta.

Para quem, honoroficamente dotado de declaração de utilidade pública, brinca de RPG qualquer trocadilho é pouco!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Legendas

Nunca é demais esclarecer aos desavisados!

Quando se fala em PMDB, leia-se família Bonnano somada à Maçonaria e quando se fala em PT, leia-se conflito entre Hamilton e Marco Aurélio, dada a distância de Hamilton do grupo católico.

Hamilton teve mais sorte ao apadrinhar e eleger Hernani Barreto, já Marco Aurélio, nosso auspicioso Deputado Estadual, amarga pela 2° vez a derrota ao apadrinhar Zé Rubens (o do Procon !).

O número 13 13 0, que elegeu Marco Aurélio deputado, virou pé-frio na campanha de Zé Rubens! A eleição é mesmo surpreendente!

Se o PT quiser fazer frente ao projeto de poder do PMDB, precisará se unir e, como a mulher é a bola da vez, o saldo fica com Rose Gaspar.

Para a vereadora Rose, verdadeira estrela da sigla, não faltará tato e muito menos apoio de outras esferas do PT.



Hy Ho!

Faca no pescoço

Quem assistiu à última Sessão de Câmara pôde constatar o Itamar , em seus temas livres, se apropriar da vantagem de votos que elegeu Hamilton: "se a nossa coligação estivesse do lado do Izaias seria o Izaias eleito prefeito".

Hilário demais! Ele esqueceu que havia outras coligações que fariam a mesma diferença ou mais; o PMDB, por exemplo!

Mestre em defecções, em nada surpreenderá se o Itamar se envolver num novo projeto de poder capitaneado com a possível candidatura Ana Lino, tendo o PMDB na cabeça do processo.


Hy Ho!

Eleição é carnaval

Enquanto o eleitor passa o feriado com sensação de dever cumprido, os profissionais da política já estão de régua e compasso sobre a prancheta traçando os próximos capítulos da trama.

Igual ao carnaval, que descansa apenas com a ressaca da quarta-feira de cinzas, na política já começam as articulações para as eleições seguintes.

A primeira providência é apreciar os resultados das urnas e depois ajustá-los ao contexto pré-existente.

Com o Brasil governado por uma mulher fica fácil fortalecer o clima de que o ideal seria Jacareí conduzir à Prefeitura uma mulher também. A primeira prefeita da história! Além, é claro, a legitimidade de as mulheres serem prestigiadas com o cargo máximo do Município.

Esta pode ser a grande cartada do PMDB que elegeu Ana Lino como vereadora, uma vez que o PT deixou, desde o pleito de 2008, de prestigiar a vereadora Rose Gaspar, militante histórica do Partido dos Trabalhadores.

Hy Ho!

Massacre do prefeito

O prefeito governará com 2/3 da Câmara durante o mandato 2013-2016, isto é, 9 vereadores foram eleitos pela base governista.

Quórum suficiente para mudar a Lei Orgânica do Município.

Jacareí só não passará a se chamar Petelândia se o PMDB não quiser!

São 4 vereadores pelo PT, 3 pelo PMDB, 1 pelo PRB e o highlander Itamar pelo PDT.

Se o PMDB conseguir seduzir os outros dois partidos menores,o PT terá a sua hegemonia ameaçada. O que isto significa? Bem, a governabilidade de Hamilton ficará fragilizada com questões internas e o prefeito que venceu as eleições por uma quantia muito pequena de votos terá que rebolar para acomodar o bote do monstruoso fisiologismo se quiser estabilizar o comando.


Hy Ho!

A força do eleitor

Nestas eleições de 2012 o eleitor mostrou a força que tem!

Desnecessário porque, com o mínimo de sensatez, não há o que duvidar da força do eleitor.

O eleitor mostrou a força que tem com a esperança de que o prefeito fosse punido pela má administração destes 12 anos. Por pouco o prefeito foi trocado.

O eleitor ainda desconhece qual é o poder que o representa e como o poder se articula. Conhecer tal processo talvez seja o próximo passo. Uma coisa de cada vez!

Pouco se fala ao eleitor que  o Poder Legislativo possui como principal atribuição diluir o Poder Absoluto pretendido pelo Poder Executivo.

O eleitor, com toda força que tem, trocou vereadores, porém deu ao Poder Executivo 2/3 de apoio na Câmara, isto é, consolidou o Poder Absoluto que o prefeito tanto almejava.

Restou um fiado de oposição de cunho mais assistencialista que nunca, o que equivale dizer: os problemas precisam continuar para que os representantes do povo possam manter seus currais eleitorais.



Hy Ho!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ao riso outro riso

Hy Ho!

É muito bom receber 144 votos de confiança!

São eleitores que acompanharam o mandato e estiveram atentos ao que disse e fiz.

O meu empenho por Jacareí continuará o mesmo fora da Câmara como já o foi antes da Câmara. Fui contemplado para exercer a minha cidadania em plenitude no cargo de vereador e confesso que ser vereador me habilitou a ser um cidadão com mais consciência.

Ao riso respondo com outro riso porque meu objetivo desde o começo era o de fazer as pessoas felizes.

domingo, 26 de agosto de 2012

Aquarelas mal desenhadas ou O Pequeno Príncipe para Políticos XVIII

"É difícil voltar a desenhar na minha idade, principalmente quando não se fez outra tentativa além das jiboias fechadas e abertas, aos seis anos!"

O aviador-narrador recorre ao estojo de aquarelas para tentar descrever o Pequeno Príncipe.

Como descrever o fantástico e maravilhoso?

Falta-lhe palavras e o desenho é mais eficaz, ainda que sem a destreza ideal.

O culto às aparências é tão grande que nada fala mais rápido que as imagens.

Tinha me esquecido dos números! Mas, e daí os números? Não passam de aquarelas mal desenhadas.

Escrevemos e desenhamos para não esquecermos porque comunicar parece ser um efeito colateral da escrita. Seremos contemplados se algum voyeur bisbilhotar nossas páginas avulsas.

Comunicar é uma sintonia com as convenções. Por exemplo: o que é sério precisa ser velho, insosso e sem cor. Por mais radiante que seja a mensagem (como a descoberta de um novo planeta) as pessoas apenas prestarão atenção se o mensageiro estiver vestindo um terno.

Isso atrasa tudo e um fato pode, com isso, ser apreciado somente muitos anos depois.

Nenhuma descrição é precisa e todo esforço de comunicação será simplesmente algumas aquarelas mal desenhadas.

"Provavelmente esquecerei detalhes dos mais importantes. Peço que me perdoem."


Também:


"Não gosto que leiam meu livro superficialmente."


Políticos, não há muito o que explicar nem como descrever seus atos.

"Vou arriscando então, aqui e ali."


Hy Ho!

domingo, 5 de agosto de 2012

O essencial é prevenir ou O Pequeno Príncipe para Políticos XVII

Transitar entre jiboias costuma nos deixar apreensivos.

Elas são perigosas e ao engolirem - "sem mastigar" - um animal inteiro, "dormem os seis meses da digestão."

A maravilhosa história do Pequeno Príncipe começa com a citação de um livro sobre a Floresta Virgem, chamado Histórias Vividas.

A gravura impactante foi vista pelo aviador- narrador quando ele tinha 6 anos de idade.

As primeiras páginas do Pequeno Príncipe é um feixe de pistas que estabelece o onírico e o nebuloso da obra com polarizações sutis.

Qualquer livro, por mais fidedigno que seja, somente pode ser um livro de histórias narradas e já, no título, revela-se a pretensão de plena veracidade e objetividade dos assuntos tratados. Se diante do fato concreto existe a interferência do subjetivo de quem vê e "vivencia" o acontecimento, imagine as camadas de entulho ao adequar este fato à estrutura textual e posteriormente ser apreciado pela subjetividade do próprio leitor, no caso, uma criança de 6 anos.

Outro aspecto interessante é a distinção entre "ver" e "ler" confessada pelo aviador-narrador na primeira frase da obra. O registro no imaginário resultou de um olhar curioso e espontâneo sobre uma gravura, próprio do temperamento infantil. Espera-se de um livro que ele seja lido e não apenas visto. 

Importante também é a oposição entre gravura e escrita. Embora sejam manisfestações complementares é do conhecimento de todos que a gravura é uma forma primitiva de escrita. Portanto, é possível "ler" uma gravura, ainda que não seja uma habilidade reconhecida por muitas pessoas.

Muito bem, o que temos até agora!

a) Histórias Vividas x Histórias Narradas;

b) Ver x Ler;

c) Gravura x Escrita.

Ou seja, viver antecede ao narrar; ver antecede ao ler e a gravura antecede à escrita.

Tudo isso pode parecer arbitrário de minha parte ou uma feliz coincidência, mas a designação Floresta Virgem me convence do contrário.

Floresta já se distancia de qualquer ideia domesticada e Virgem algo definitivamente intocado. Compreendo a força do composto como a intenção de retratar alguma coisa que ainda não desenvolveu a civilização ou, de modo mais trágico talvez, não foi alcançada pela civilização.

d) Floresta Virgem x Civilização

O mais assustador é que possuímos o instinto de reproduzir todas as histórias vividas, narradas, vistas, lidas, ilustradas, redigidas sobre coisas selvagens ou civilizadas numa velocidade tão grande e displicente ou por ingenuidade.

" Refleti muito sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. O meu desenho número 1."

Tanta ênfase foi dada ao capricho do gesto: "refleti muito" e "lápis de cor" (uma ferramenta talvez cara à época) ou o pomposo "desenho número 1 e 2" a exemplo das opus catalogadas de grandes artistas.

Também é notável a intenção do gesto de perguntar às pessoas se o desenho dava medo, isto é, provocar nas pessoas a mesma experiência vivida ao ver a gravura do livro.

"Por que é que um chapeu daria medo?"

Ora, uma jiboia digerindo um elefante é muito diferente de um chapeu! Pois é, assim como o primeiro desenho é impossível de ser uma obra-prima.

" Elas [as pessoas] têm sempre necessidade de explicações detalhadas. Meu desenho número 2 era assim:"

"Desenhei então o interior da jiboia, a fim de que as pessoas grandes pudessem entender melhor."

Grande ironia!


As pessoas mal têm tempo para decifrar enigmas quanto mais para ouvir explicações detalhadas!  

E daí, o que o político tem a ver com isso tudo?

A difícil arte de comunicar o que vê e o que ouve, de delegar tarefas para tanta gente distraída.

Prevenir é uma Floresta Virgem, é tentar mobilizar as pessoas enquanto a jiboia está dormindo em seus 6 meses de digestão!


Se mal as pessoas percebem o que veem, claro que é desesperador mostrar o que ainda não foi visto.


Prevenir é trabalhar com antecedência, portanto, é o mesmo que ser invisível!


"O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não esquecer.






Hy Ho!






domingo, 29 de julho de 2012

Todo investimento espera um retorno ou O Pequeno Príncipe para Políticos XVI

"---Sois belas, mas vazias --- continuou. --- Não se pode morrer por vós."

Tantas são as causas e bandeiras para se defender.

Há bandeiras e demandas impostas pelas circunstâncias porque abrigam pessoas mobilizadas e tomam conta da Agenda. E isso é bom!

Há bandeiras e compromissos que o eleito só conhece depois de eleito! Isso também e bom!

Muitas vezes nos esquecemos de que a Política é uma sobreposição de contratos e expectativas tecidas por vários segmentos.

Assim como afirma Pareto, 80 % dos seus esforços são destinados para causas distantes daquilo que o político propunha e os 20% de sua Agenda, quem sabe, poderá ser dedicado aos seus compromissos originais. Muito bom que seja assim! Afinal, o político trabalha para todos. Por isso mesmo ninguém sai plenamente satisfeito. Foge da percepção de muitos de que o adversário também paga impostos e também pode ser  mais organizado.

"--- Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei."

É claro, antes de você, outros políticos tinham as próprias rosas, outros segmentos tinham as próprias rosas. Quem chega agora, caso não utilize de força e respeite as regras ainda vigentes, vai ser o último da fila.

Cada bandeira é regada por seus Pequenos Príncipes e cabe ao aviador no meio do deserto parar de consertar seu avião para atender às solicitações desta linda figura fantástica, que surge aparentemente do nada.

A Política é o campo das concessões entres tantas exigências díspares ou excludentes. A solução é definir prioridades.

"--- Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas)."

Quem investe em uma campanha eleitoral quererá retorno destes investimentos,

Quem defendeu o seu nome diante de amigos quererá retorno desta exposição,

Quem dedicou suas orações a você quererá o retorno da preciosa energia emanada.


Isso é muito bom,

Isso é legítimo,

Isso deve ser cumprido para corresponder às pessoas que confiaram em você!

A diferença não está no que fazer, mas em como fazer!

O resultado pode ser o mesmo, mas é essencial que o produto seja diferente!


Hy Ho!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

domingo, 8 de julho de 2012

Ritual ou O Pequeno Príncipe para Políticos XV

"--- Que é um ritual?" --- perguntou o principezinho.

"--- É uma coisa muito esquecida também ---disse a raposa.

A raposa define ritual como algo que faz um dia diferente dos outros; horas diferentes, das outras horas.

Isto é, alguma coisa que valorize o momento,  que o faça ser lembrado com emoção.

Não temos energia para fazer de todo momento um momento único. Mais uma vez, coitado do político! Para a pessoa que vê o político pela primeira vez é um momento único e para o político pode não ser, existe um descompasso aí.

Na Agenda dos políticos inclui-se a concorrência de quem promove um ritual melhor do que o outro. Este ritual pode ser o atendimento, um telefonema, uma carta de felicitação pelo aniversário, a solenidade das sessões e a campanha eleitoral.

Sem dúvida a eleição é o ritual mais extenso de todos: 12 semanas de contato direto com a população mais a costura de alianças no período pré-eleitoral.

Tudo isso quase sempre é bastante estressante porque os rituais são rígidos e é possível considerar que são propositalmente elaborados para excluir pessoas. Quem está disposto a aprender maneirismos, gestos e trejeitos como se fossem senhas para interagir com alguém que possa patrocinar seus projetos?

Mais uma vez a lição da raposa: ritual para fazer um dia único? Que nada! Ritual para tornar tudo previsível!

"--- Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!"

Há algo que não podemos nos esquecer:  de quem é que aprendemos as coisas! Uma raposa nos ensinará a agir como raposas, pois é só isso o que ela tem pra ensinar. Não há nada de errado nisso! Nós que aprendemos é que precisamos identificar essa natureza!

Claro que é essencial cumprirmos os rituais já convencionados, porém cabe a nós preenchê-los de significados reais tanto para nós quanto para as pessoas, caso contrário, todo evento não passará de momentos tolos e estafantes.

A Sociedade muda, em saltos, de 4 em 4 anos e novas exigências são acrescentadas e muitos continuam oferecendo coisas antiquadas como se fossem verdades eternas. A Sociedade é mais hábil e ágil que as instituições e é saudável e prudente que seja assim , porém o fosso não deve ser tão grande e fundo e é ofício dos políticos construir várias pontes entre gestos e propósitos, entre planos e objetivos e entre memória e significado.

A transparência nos torna previsíveis e isso é importante para quem nos acompanha e com isso somos um alvo fácil, porém seguro antes de sermos atingidos. Tão vulnerabilidade é um gesto de coragem para quem não tem o que esconder.

Mas há muitos rituais obscuros, que só interessam às raposas!



Hy Ho!




domingo, 1 de julho de 2012

Laços ou O Pequeno Príncipe para Políticos XIV

"--- Por favor...cativa-me!"

As pessoas destestam ficar à deriva e procuram de alguma maneira pertencer a alguém ou a algum lugar.

Podemos discutir se criar laços é realmente necessário, mas não podemos ser indiferentes que este é o desejo da maioria das pessoas. Elas querem uma tribo, marcas, âncora, planos, segurança e comprometimento.

Porém, há o medo da decepção!

Há o medo de oferecer muito e receber pouco de volta.

Há o medo de fracassar às expectativas do outro!

Há o medo da medida!

De ser medido!

Ou de medir errado!

Triste político...as pessoas ao escolherem você não tinham nenhuma certeza se fizeram a melhor escolha. Viva com isso!

Elas passam todo o mandato esperando uma confirmação.

Quem o escolheu teme confimar a escolha errada.

Quem não o escolheu torce contra você para que prevaleça o palpite de que você não era a melhor escolha.

Eu me pergunto sobre a insensatez de uma raposa, símbolo da liberdade, implorar para ser cativada e a conclusão a que chego é de que a insensatez é apenas aparente. A astuta raposa nada oferece em troca da felicidade promovida pelo pequeno príncipe e, de modo sutil, lhe impõe o dever de fazê-la feliz. Basta considerar que o segredo com que ela o presenteia  não passa de uma maldição: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

Coitado do Pequeno Príncipe! Percorreu planetas procurando amigos e descobre que para ter êxito neste propósito precisa prender quem tem a necessidade de se manter preso.

É um preço muito alto a ser pago para que as pessoas lembrem de você ao verem os campos de trigo, a ingratidão da raposa é declarada, como alguém conformada com a decepção e que tenta a sorte com indiferença:

"--- Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é muito triste! Mas tu tens os cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. Eu amarei o barulho do vento no trigo..." 

Dar significado ao trigo e ao vento são tarefas que a raposa, com toda a sua habilidade, faria sem a colaboração de ninguém.


Hy Ho!









domingo, 24 de junho de 2012

Criadores de galinhas ou O Pequeno Príncipe para Políticos XIII

--- Os homens --- disse a raposa --- têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?


Caçar é um esporte e todo esporte é a transformação em lazer de uma atividade que era essencial para a sobreviência no passado.

Muitos dos nossos brinquedos são "saberes congelados" e o esporte é o mais sofisticado dos brinquedos. Arremessar um dardo ou um disco, por exemplo; o alvo era um agressor e o agressor era o diferente, isto é, alguma tribo com outros costumes, outras roupas, além de outro idioma. Era fácil reconhecer o agressor, era fácil reconhecer o diferente.

Raposas são diferentes de galinhas: raposas são matreiras e galinhas ingênuas; raposas são atentas e ágeis e galinhas são distraídas ao ponto de irem pra panela.

Os homens caçam raposas porque elas lhes roubam as galinhas.

As raposas são poucas e aparecerm ocasionalmente, as galinhas se multiplicam à esmo ainda que lhes tiremos os ovos. Adaptadas ao confinamento e por não haver espaço pra todas, justifica-se o abate.

É muito comum vermos galinhas abatidas!

As galinhas poderiam ser definidas pela frase; "meu pescoço por alguns grãos de milho", aliás, "de grão em grão  enche-se o papo". Claro que sim, existe o breviário das galinhas! Elas justificam a plenitude da vida entre migalhas com belas citações edificantes.

Homens são diferentes de crianças, de galinhas e de raposas. Num olhar precipitado, tudo aquilo que é diferente do homem se confunde entre si, por ser diferente e confuso, por certo, uma agressão; e como os homens não têm tempo para ficar com as crianças preferem deixá-las com as galinhas, por que, além da indisponibilidade das raposas, tal convívio seria muito perigoso. As raposas ensinariam às crianças a vida em liberdade.

As galinhas são dóceis quanto ao ensiono do bom comportamento!

Impedidas de continuarem crianças, elas serão no futuro qualquer coisa ao sabor da fortuna. A maioria será fadada a condição de galinhas, algumas serão sequestradas pelas raposas e uma seleta dinastia terá a instrução adequada para ser modelada em homens.

Aberrações serão as que continuarem crianças, as aluadas com a cabecinha em outros planetas.

É vantajoso para os homens criar galinhas;

É divertido para os homens caçar as raposas;

É arriscado para os homens competir com outros homens;

É um transtorno para os homens interromper os próprios afazeres para responder aos questionamentos das crianças.

O fato é que cada perfil cobrará o lhe parecer de direito: a galinha o milho, a raposa a galinha, o homem a caçada e a criança as respostas.

Coser este tecido aparentemente espontâneo é tarefa do político.


Hy Ho!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Nada é perfeito ou O Pequeno Príncipe para Políticos XII

--- Nada é perfeito - suspirou a raposa.

Nem só de raposas vive a Política mas também de suspiros!

O desalento da expresssão "nada é perfeito" em nada deve confirmar o comodismo, embora seja cômodo confirmá-lo.

A ideia aqui é de que nada satisfaz 100 % e também que, numa Democracia plena, viveremos com liberdade de expressão e, portanto, constantemente contrariados.

 A astúcia da raposa é resultado da experiência de quem caça e é caçado. Na Política não precisamos ser espertos para prejudicar alguém, porém é essencial não sermos ingênuos para nos defendermos, inclusive de nós mesmos. Taí, o valor de nossa toalete diária !

Por mais adrenalina que haja no jogo da caça chega um momento em que ele se torna monótono.

Muita vezes nos esquecemos da nossa Agenda original e os motivos que nos fizeram ingressar na Política. Recordando: foi por estarmos insatisfeitos com alguma coisa. Quem nos elegeu o fez por alguma insatisfação.

Como alterar o rumo dos acontecimentos, remover causas e atenuar prejuízos se revelam como trabalhos hercúleos, quando percebemos a nossa limitação diante dos fatos, corremos o risco do desalento e da indiferença.

--- Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.

E, cada vez mais dentro da cápsula, tentamos imaginar o que o povo pensa sobre os políticos:

--- Eu não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.

Como se não bastassem todas as circunstâncias que distanciam o político do povo e o povo do político, ao alargar o fosso, ambos começam a padecer de delirium persecutorum.

Sem oportunidades de diálogo não há como despertar colaboradores e os problemas continuam. Surgem, daí, os profissionais em prolongar os problemas, dilatando o fosso o máximo possível.

Deste tipo de caçada se cristaliza uma cultura letal: a de atribuir ao outro os defeitos que temos e queremos esconder e também o de achatarmos o outro para nos sentirmos maiores.

No mais:

---  Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. --- Não me cativaram ainda.




Hy Ho!



sábado, 26 de maio de 2012

Um jardim ou O Pequeno Príncipe para Políticos XI

E, deitado na relva, ele chorou.


No fazer político acabamos por perceber, quase sempre a contragosto, que a nossa rosa é apenas mais uma entre tantas rosas. E por serem rosas elas precisam das mesmas coisas: o mesmo tanto de umidade,  a mesma quantia de luminosidade, o mesmo espaço e os mesmos nutrientes de um determinado tipo de solo.

No entato, é facil constatar que não há o suficiente para todas.

Não há espaço para as mesmas habilidades e muito menos tarefas para os mesmos profissionais. A monocultura gera aridez e monotonia. Todas as ideias se tornam mais do mesmo continuamente e reprime qualquer diferença.

Outras flores reivindicam outro tipo de solo e outra quantia de umidade e luminosidade.

É sabido que demais vegetais geram mais sombras e outros menos e racionalizar a distribuição das espécies no espaço é a função do poder político. Árvores imensas que geram muita sombra precisam ter os galhos podados e áreas vazias precisam ser ocupadas com a espécie mais generosa possível, ou seja, a que menos solicita e que mais oferece.

Devido à nossa péssima formação chegamos ao Poder Público apenas com uma rosa nas mãos e não encontramos um cantinho pra ela, e que se encontrado um naco de terra no canteirinho das rosas, além de transitarmos entre espinhos, em pouco tempo fará dela tão somente mais uma rosa.

Eu que me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum.

Neste momento, podemos cometer o maior erro de todos na realização do projeto: abandonar a nossa rosa.

Se já não éramos ricos por ter apenas uma rosa, sem ela seremos miseráveis. A nossa maior tolice é desprezar o que temos e ficar vislumbrados com o que queremos ter.

A imaginação não deve ser usada para inventarmos coisas novas, devemos usá-la para percebermos o que já existe ou para suspeitarmos de que há algo atrás da cerca viva ou cipoal.

Do gestor é cobrado atenção a uma flor aqui e a outra lá e o trabalho se reveste de um caráter intermitente e conturbado, porém ao político é destinado outra tarefa: a de ver e despertar as pessoas para verem o jardim, o todo.

Enquanto o gestor, equivocadamente, parte do específico para o geral; cabe ao político estar vigilante e evitar que ações imediatistas e oportunistas afetem o equilíbrio do todo.

Em resumo: cabe ao político eliminar qualquer concentração de poder.

Porque da concentração de poder surgem a imperícia e a sabotagem de novos talentos.



Hy Ho!

sábado, 5 de maio de 2012

Falta imaginação ou O Pequeno Príncipe para Políticos X

O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha insignificante...

Como saber se o político está fazendo a coisa certa? 

Porém, é possível afirmar o quanto é inevitável sermos contagiados pela aridez !

Nenhuma florzinha de três pétalas pode ser considerada insignificante, ainda mais se estiver num deserto!

Toda vida num deserto é digna de nota, é extraordinária, porém o político é pressionado a buscar os homens, isto é, o aplauso, ou melhor, a aclamação (isso... ã hã... eufemismos para votos!).

É difícil dissimular se o objetivo é a permanência eterna no poder e manutenção do fisiologismo.Neste caso,  a reeleição passa a ser a profissão de fé dos políticos e, como isso é condenável aos olhos pudicos, gasta-se toda a energia disponível na futilidade de disfarçar intenções inconfessáveis.

Tal ciranda esgota qualquer um!

Por isso, é importante perceber e vibrar com o fiapo de vida entre as areias. Algo que nos desperte o sentimento de pertencimento à nossa cidade e à nossa gente.

O eleitor, por sua vez, perde-se em perguntas filosóficas do tipo "quem és tu?" ou manifesta a angústia "estou só" ou implora por aliados "sejam meus amigos".


O político, por outro lado, para ser produtivo, deve se afastar destas pessoas frageisinhas, que correm atrás do próprio rabo.


E não adianta, escalar uma montanha não fará com que as pessoas perceba o político e seus propósitos altruístas e magnânimos.


Muitos falarão bem do político para agradá-lo e muitos falarão mal do político para agradar outros políticos e os mais fisiológicos falarão o que melhor entenderem de acordo com as conveniências.


Quem quiser um retrato fiel de sua própria atuação precisará desenvolver a imaginação.




Hy Ho!





segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pés no chão ou O Pequeno Príncipe para Políticos IX

--- Entre os homens a gente também se sente só.

Bem-vindo ao mundo dos adultos!

Em termos de ideais tudo é um grande deserto. Muito pela dificuldade de comunicação, muito pelo comodismo e muito porque o desconhecido é assustador.

Um rei faz o que todos os outros fizeram, se vangloriando, se decepcionando, se debruçando em estatísticas, impondo regras e atualizando os mapas.

Cada pessoa é um rei, à sua própria maneira, e transitar entre todos os reinos é uma grande burocracia. Deixe- me ver o seu passaporte!

Concentrar as pessoas nas menores ilhas do Pacífico é apenas uma possibilidade matemática; os corpos caberiam, mas não teria espaço para as rosas de cada um.

O jogo político sempre distancia os políticos de suas ideias iniciais e o propósito original acena com seu brilho insistente.

O trabalho do político é uma viagem de retorno e recuperação da Agenda que o elegeu.

--- Teu planeta é belo, que vens fazer aqui?

Esta é a pergunta que transpassa a cabeça de todos. Perder a condição de rei de seu próprio planeta para chegar a um deserto?

Deixar a sua rosa só?

Para andar perguntando coisas que as pessoas não vão responder?

E quando encontra alguém bem disposto só lhe fala em enigmas?

 Sugando-lhe energias, ainda que você tenha compreensão suficiente para decifrá-los?

A Terra é encantadora vista de longe, porém padece pela aridez das pessoas.

Pois bem, ser político é estar a serviço de pessoas áridas.


O que deixa qualquer prestador de serviços com a sensação de ter uma serpente enrolada no tornozelo oferecendo prestimosas colaborações para lhe aplacar a saudade.



Hy Ho!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O efêmero ou O Pequeno Príncipe para Políticos VIII

--- Não sei te dizer.

O político, numa Democracia, comumente, é oprimido pela efemeridade do mandato.

Por dois fatores:

1°.  o tempo flui e as tarefas são muitas;

 2°. a ameaça de não ser reeleito.

A nossa sociedade adotou como padrão apenas registrar os nomes duradouros como as montanhas e valoriza o polítco irremovível, imóvel e duro como uma rocha e descarta o passageiro de apenas um mandato.

A História irá mencioná-lo a lápis e somente depois de provas de resistência merecerá a fixação de seu nome e proezas registrados em caneta; e, quem sabe, até mesmo honrado com um monumento em pedra. É muito bem ilustrado que o candidato à estátua deverá carregar nas próprias costas a pedra que o homenageará. Um preço razoável pela vaidade!

Muitos políticos, de acordo com as suas performances e influência, são comparados a rios, oceanos, mares, cidades e desertos; formando uma verdadeira geografia, que deve ser considerada pelos navegantes. Tudo dependendo das causas e bandeiras assumidas.

Tornam-se, por sua vez, referências sólidas ou obstáculos intransponíveis.Uma recompensa razoável pelo trabalho realizado!

--- Tenho também uma flor.

--- Nós não anotamos as flores - disse o geógrafo.



Ninguém poupará o político desta opressão a não ser ele mesmo.

1°. sendo sincero ao criar a Agenda Política;

2°. sendo desprendido do cargo, realmente fazendo um pacto com a Democracia e auto determinação dos eleitores.

O que resulta em:

1°. menos angústias;

2°. liberdade para contrariar quem quer que seja e

Só quem vive esta liberdade é um explorador de coisas novas;

Só quem vive esta liberdade é capaz de saltar de um asteroide pra outro.

Para que isso seja realizado com plenitude e beleza é inútil pretendermos durar mais que a efemeridade de uma rosa.


Hy Ho!


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Impessoalidade ou O Pequeno Príncipe para Políticos VII

--- É o regulamento.

--- Não compreendo.

--- Não é para compreender.

Que tragédia!

Diz o regulamento que o Poder Público deve ser impessoal e os colaboradores solicitam favores pessoais.

Portanto, a um agente político correto foi consagrada a atribuição de irritar as pessoas e, com isso, perder supostos eleitores e colher o desprezo do rei, do vaidoso, do beberrão e do empresário.

Difícil é explicar e, até mesmo, se auto convencer de que, como políticos, estamos a serviço de todos e não somente dos nossos.

--- Eu executo uma tarefa terrível.

Ouso apontar o engano de quem pensa que conceder privilégios seja mais vantajoso que negá-los. Ambos os casos são fontes de tormentas e, assim sendo, não se afligir diante dos assédios e cumprir o regulamento pode resultar em saldos mais benéficos posteriormente.

Dado ao comodismo da maioria, poucos serão inconvenientes - até para si próprios - em procurar alguma coisa em algum lugar quando convencidos de que já não irão encontrar.

Também é possível notar que educar é um gesto de coragem e renúncia. De não corresponder a muitas expectativas e de tolerar as ameaças de retaliações e revide. De disposição... para acender e apagar repetidamente o lampião!

Daí, a sensação e aparência de tolice.

É exaustivo ser fiel ao regulamento (ô se é !), porém é inútil ou desastroso fugir desta responsabilidade, principalmente, quando se é o único determinado a cumpri-lo.

Quando descansar?

Quando o mudar o regulamento ou a conduta das pessoas?



Hy Ho!

sábado, 14 de abril de 2012

Exatidão e Seriedade ou O Pequeno Príncipe para Políticos VI

"--- Basta isso?"

"--- Sem dúvida."


O político é subordinado aos números.

Enquanto candidato, seus passos são decididos pelas pesquisas de intenção de votos. Quanto maior é o índice maior será a chance de conseguir patrocinadores.

Quanto maior é o investimento maior será a chance de vitória. Já está plasmado isso!

Vitória no 1° turno ou no 2°?

Quem responde?

Ninguém pode responder, mas os números inspiram apostas!

O que você fez ou fará durante o mandato?

Um hospital? Todo feito se revela em números! Ao menos, o que precisa de olhos para ser percebido!

Para as promessas serem sedutoras exigem-se números.

Arrecadamos tanto, investimos tanto e fizemos tantas coisas. Números que dançam de um lado pro outro numa folha de papel timbrada ou que são recitados nos palanques.

"--- Milhões dessas coisinhas que se vêem ás vezes no céu"

"--- Moscas?"

"--- Não, não. Essas coisinhas que brilham."

"--- Vaga-lumes"

"--- Também não"

Os números nos fascinam tanto que pouco importa o que eles ilustram e a disputa ou desempenho se concentra em tabelas e gráficos.

Mais que afasia, a dificuldade de dizer que o que são contadas são as estrelas revela o automatismo das ações e o esvaziamento de conceitos e propósitos numa ciranda em que basta mostrar números para garantir aplausos.

"--- E que fazes com essas estrelas?"

"--- Nada. Eu as possuo."

Bem, todo detentor de cargo eletivo corre o risco de pensar que possui o cargo de contador de estrelas.

Nada é tão poético e fictício do que o orçamento anual de uma Prefeitura, cuja regra básica consiste em não se obrigar a execução dos projetos apresentados nas rubricas, pelo simples fato de a receita não ser precisa e sim estimada.

A única vantagem (e não é pequena) de um orçamento é impedir que o gestor realize o que não foi contemplado pelas rubricas (o que deveria evitar gastos em aventuras).

A partir disto, orçamentos, prestações de contas e pareceres do Tribunal de Contas são aprovados apenas do ponto de vista contábil, sem considerar resultados econômicos e sociais dos recursos aplicados.

"--- Eu ---disse ele ainda --- possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe! É útil para os meus vulcões, é útil para a minha flor que eu os possua. Mas tu não és útil às estrelas..."


Ter idéias diferentes sobre coisas sérias é a essência da política e quando as questões são levantadas nenhuma resposta existe até que se reflita sobre elas.

Difícil expor a utilidade das ações porque a utilidade carece de exatidão.

O lixo de um é o luxo de outro!

Nem lixo nem luxo são coisas sérias, e atrapalham o árduo trabalho de contar e recontar o que deve ser escrito num pedaço de papel para legitimar um bom administrador.

O pior e mais perverso é quando a essência de perfil executivo se transfere para o legislativo. Um legislador ser avaliado pela quantidade de leis (mesmo que inócuas) e ofícios (mesmo que sem destinatários) que apresenta.

Pelo assistencialismo a que é impelido para colecionar feitos e confeitos e pretender impressionar eleitores em vez de revolver o que está extinto dentro de vulcões.




Hy Ho!

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Torpor do rancor ou O Pequeno Príncipe para Políticos V

"--- Por que é que bebes? "

"--- Para esquecer."


O rancor entorpece!

E quem perde (ou pensa que perde) condena o político eternamente.

O motor destas relações não é nada produtivo e a embriaguez do vaidoso se torna numa ressaca daquelas. Perde-se muito tempo aparando arestas e o realizador pouco tem para mostrar depois.

Astúcia dos adversários ou condição da função política?

Já existe uma sarjeta pronta por onde passa a enxurrada e o destemido barquinho de papel segue uma rota, sugado, até a boca de lobo.

A intriga contabilizará as suas garrafas (os seus tranquilizantes) e apontará isso como uma fragilidade apenas para angustiá-lo ainda mais.

Para quem não tira proveito do mandato o político não vale nada e o verá como maltrapilho e repetirá isso até o político acreditar nesta hipnose.

A maior furada é o político tentar convencer as pessoas de que possui boas intenções. Daí ele se torna uma presa fácil!

"--- Esquecer o quê?"

"--- Esquecer que eu tenho vergonha"

De quê o político deve ter vergonha?

De se candidatar quando ninguém mais tem coragem para se candidatar?

"--- Vergonha de quê?"

"--- Vergonha de beber!"

Perda de tempo o político ter vergonha de si, de seus feitos ou de seus não-feitos! Com tantos obstáculos a serem superados se apegar ao propósito de defender alguma reputação é um desvio de Agenda irreparável.

Distanciar-se de si mesmo é bom!

Exercitar se ver com os olhos de outros é bom também!

Ser confiante e sincero consigo é muito melhor! Porque pessoas inseguras não merecem ser eleitas!

Basta investir o tempo no que é útil e deixar para ser julgado nas urnas!

Esta tranquilidade quem é que tem?

Mas é um bom conselho não abusar dos tranquilizantes!



Hy Ho!

quinta-feira, 22 de março de 2012

O vaidoso ou O Pequeno Príncipe para Políticos IV

"--- Não é verdade que tu me admiras muito?"


Vida de político é uma eterna competição!

Quando acaba a eleição geral, começam as eleições para líder da bancada, para a Mesa Diretora, comissões temáticas, diretórios partidários e novas eleições gerais.

Político vive da reputação construída e luta para a manutenção da imagem. Para isso a vaidade deveria ser pré-requisito? Será que o contrário da timidez precisaria ser a vaidade ou o exibicionismo?

Não sei, mas o vaidoso terá menos dificuldades em todo o processo.

Se um político vaidoso não é o ideal passa a sê-lo, a partir do momento em que não haja outro perfil disponível, porque a política é uma esteira de eleições.

Para ser eleito, o político precisa acumular mais elogios do que críticas.

"--- Bate tuas mãos uma na outra"

E mesmo que o agradecimento do vaidoso erguendo o chapeu seja divertido depois do aplauso, depois de cinco minutos a ludicidade se perde e o exercício fica monótono.

"--- Admira-me..."

Deprimente é essa dependência suplicante e, ainda por cima, alienada do significado de admiração.

"---Que quer dizer admirar?"

"--- Admirar significa reconhecer que eu sou o homem mais belo, mais bem vestido, mais rico e o mais inteligente de todo o planeta."

Isto é, simplesmente uma pessoa perfeita diante do senso comum. Portanto, o candidato que merece ser eleito.

Estar convencido de ser o melhor é o primeiro passo para convencer outras pessoas, mas será que cola?

De incertezas em incertezas, o núcleo inicial se constitui de admiradores profissionais.

"--- Mas de que te serve isso?"

Talvez para nada ou a badalação seja, de fato, o suficiente. Porém, é muito útil para os admiradores profissionais que apenas possuem a bajulação como mercadoria.

Neste mercado intangível perde lastro a gratidão, sempre vista com desconfiança.

Muitas vezes, a Agenda do político é consumida para driblar ou atender a expectativa dos fisiológicos, um grupo formados por tantos outros vaidosos.



Hy Ho!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Autoridade não é Poder ou O Pequeno Príncipe para Políticos III

"--- Majestade... sobre quem é que reinais?"

Cada um no seu próprio planeta...

e o primeiro planeta visitado foi o do Rei, sem acomodações para audiências e todo coberto pelo manto de arminho.

"--- Sobre tudo - respondeu o rei, com grande simplicidade."

Pois é, sentado num trono e majestosamente vestido, o político precisa lidar com a expectativa de quem não pode esperar que as "condições sejam favoráveis" e, aflitas com os problemas urgentes, se aborrecem ou bocejam com a razoabilidade das explicações.

Aliás, um general não vira gaivota porque o Rei ordena e para o Rei ser obedecido, antes de tudo, "é preciso exigir de cada um o que cada um pode dar".

Nem sempre o político tem parceiros para realizar os projetos acalentados porque a adesão resulta mais daquilo que o político pode oferecer do que exigir e a condição para ser obedecido é nomear alguém ministro, embaixador ou qualquer sinecura.

"---Não partas; eu te faço ministro da ... da justiça!"

Conclui-se deste encontro o quanto é inútil julgar os outros e que a sabedoria consiste em julgar-se a si mesmo.

Com a escassez de talentos, todos que erram precisam ser perdoados para que o projeto tenha êxito. Tal é a fragilidade do político, cercado por pessoas chantagistas, isto é, por ratos percebidos toda noite e isentas de correção porque só eles estão disponíveis.

Muitas coisas funcionariam se os funcionários obedecessem voluntariamente, mas sem esta contrapartida as autoridades apelam para a coação ou opressão.

Ninguém tem o poder de se fazer obedecido, exceto raros líderes dotados de imenso carisma, no mais, o que observamos comumente é o abuso de poder.

O único poder verdadeiro é obedecer e por isso resignar-se é uma atitude libertadora e corajosa, porém muitos confundem resignação com submissão.

Reconhecer as "condições favoráveis" e encontrá-las serenamente é saborear cada pôr-do-sol, fenômeno previsível e totalmente fora do nosso controle.

E como veremos mais adiante: reinar é diferente de possuir!



Hy Ho!

quarta-feira, 14 de março de 2012

O Pequeno Príncipe para Políticos II

"--- Por favor ... desenha-me um carneiro!

--- O quê?

--- Desenha-me um carneiro"


A vida de um político começa e termina com um pedido!

O político vive imerso num ininterrupto assédio de pedidos, uns bastante banais e outros tão inusitados.

Todo problema é fonte de inúmeros pedidos, mas é extraordinário quando um político se depara com alguém que conhece a solução para os próprios problemas e lhe solicita apenas a ação para resolvê-los.

Com um imperativo hesitante e gentil, tais pessoas falam com uma autoridade pueril sem permitir escusas ou demostrações de impotência.

E pelas palavras do narrador "quando o mistério é impressionante demais, a gente não ousa desobedecer. Por mais absurdo...

" Também, pudera! Todo político está sob pilhas de prioridades inconclusas, no deserto e com o avião quebrado.

Mesmo assoberbado numa Agenda de intermitências, ninguém é insensível ao ponto de não atender pessoas tão resolutas, mesmo que seja com a inteção de dissuadi-las.

--- "eu não sei desenhar"

--- "Não tem importância. Desenha-me um carneiro."

O mais encantador disto tudo é o Pequeno Príncipe apreciar a pouca habilidade do narrador e não ver nisto um fator limitador.

Tirando uma folha de papel e uma caneta do bolso (basicamente as ferramentas necessárias para expor uma ideia), o narrador se põe a desenhar contrangido e inseguro.

Vários desenhos foram rejeitados com os comentários de parecer um carneiro doente, de parecer mais um bode ou de ser um carneiro muito velho e o desfecho vem com a especificação do pedido: "--- Quero um carneiro que viva muito tempo."

Aqui eu penso no maravilhoso senso de humor do autor porque a resposta para tal especificidade foi um desenho totalmente impreciso: uma caixa com furos em que o carneiro desejado só estaria representado na imaginação do intransigente menino que aceitou o jogo ainda apontando problemas derivados da angustiada solução.

A dinâmica política, por depender de um infinito de variáveis, não permite um planejamento exato e muitos menos a ação adequada ou considerações definitivas. Um elemento novo trepida o tabuleiro, turva a vidraça ou faz novas demandas serem percebidas.

Claro, diante destes fatores, as soluções serão precipitadas ou precárias, mas ansiamos por soluções dotadas de longevidade e talvez a solução não esteja nas formas já desenhadas e sim na maneira como olhamos para o problema.

Essa é a contribuição mais valiosa de um político: incluir ou excluir elementos para dimensionar o problema e quanto mais arguto for o político melhorres serão os resultados alcançados.

Melhor é a comunicação, mais envolvido e colaborador será a própria pessoa que pediu as ferramentas para a solução.




Hy Ho!

segunda-feira, 12 de março de 2012

O Pequeno Príncipe para Políticos

Quero compartilhar com vocês as minhas impressões sobre a obra O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry e a sua aplicação para reflexões políticas.

Apresentarei trechos de maneira não-linear e a primeira coisa que quero mostrar são os


Baobás


Todo político é um pequeno planeta ou asteroide (como queiram) e sobre seu solo dormem sementes de ervas boas e ervas más e o baobá é uma destas ervas más para um pequeno asteroide.

Veja que o mal aqui é uma questão de inadequação: o baobá é grande demais e se eles não forem tirados "a partir do momento em que seus brotos se diferenciam dos brotos de rosas o pequeno asteroide racha". E racha mesmo!

Projetos pretensiosos ou de grande envergadura, exacerbação da autoimagem e, principalmente, as intrigas podem ser considerados baobás.

Pessoas vivem aspergindo estas "sementes terríveis" nos políticos e se cada político não fizer "a toalete"... adeus projetos. Tudo vai para as cucuias!

"É uma questão de disciplina" --- alerta o Pequeno Príncipe --- porque "as sementes são invisíveis" e " quando despertam, se espreguiçam e lançam timidamente um inofensivo galhinho" e o "solo está infestado".

Resignado ainda ensina: "é um trabalho sem graça, mas de fácil execução."

Talvez aí resida a falha de todos! A maioria das pessoas desprezam trabalhos comuns e se dedicam a elocubrações ou projetos mirabolantes.

Com isso perde-se tempo e vai-se a Agenda e mais uma vez soluções vão sendo adiadas.


O Pequeno Príncipe, muito generoso, solicita para que o narrador desenhe a "catástrofe" que seria um asteroide tomado por baobás "para que as crianças adquiram consciência desse perigo" pois "ás vezes não há incoveniente em protelar um trabalho. Mas quando se trata de baobás..."

"Tomado pela iminência do perigo", o narrador atendeu prontamente porque sabia " que transmitiria uma mensagem de suma importância"

Voilá,

"Crianças! Cuidado com os baobás!"

Comecei a série com este episódio por considerá-lo primordial!

Aos amigos políticos,

boas reflexões!




Hy Ho!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Poemas do Adolescer

Tentativa de Rock


Me deixe aqui sozinho
já não me importo em estar só
quero ficar olhando o rio
e não quero que me veja chorar

os fantasmas são a extensão do medo

destruir todas ampulhetas
não quer dizer deter o tempo
nada mudará o fato
que é preciso morrer uma
pra que nasçam outras estrelas

os fantasmas são a extensão do medo



Tentativa de Blues


Me machuquei em tentar
abraçar a lua mergulhando em poças d´água

ritos da lua
olhar lupino
da prole lunar
nômade sou por instinto

vagar pela rua
sem ter destino
qualquer lugar
é bom de se estar
desde que haja
uma garrafa de vinho



Tentativa de Balada

Eu quero parar e te dizer
coisas
que eu não tive tempo ou
tive medo

Ainda vou parar e tentar
esquecer
por onde venho me
escondendo

Te quero muito bem
e quero que saiba
muito bem disto

nada me vale saber
de muitos caminhos
se não sei
com quem caminho
se não sei
com quem caminho




Hy Ho!