quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A areia da ampulheta

Política é puro engenho!

E a simples alternância de Poder é apenas a areia caindo de um lado para o outro dentro de uma ampulheta.

Estar por cima ou por por baixo não faz diferença: a areia é a mesma e tudo vai seguindo o fluxo.

Fazer um catadão de última hora pra dizer que todos estão unidos contra um, além de subestimar o povo é jogar para perder.

Se a eleição fica polarizada entre um grupo coeso que já administra a cidade há 3 mandatos e um grupo arregimentado na véspera, que mais parece uma farofa, é claro que o Povo vai escolher quem já está na Prefeitura.

Essa farofa exala um aroma de oportunismo e o Povo compreende que administrar uma cidade não é tarefa para aventureiros.

Quem realmente quer conquistar a Prefeitura deve fazer uma trabalho de alternativa de Poder e não apenas de simples alternância. Por que o que diferencia uma de outro é o modo de fazer as coisas e não a cor das bandeiras que incomodam os transeuntes durante a eleição.

Quando o eleitor vê no mesmo santinho a promessa de renovação, "o nome novo", ao lado de um dinossauro a resposta é imediata : pronto, é tudo farinha do mesmo saco!

O "nome novo" deve ser um nome sem mácula, mas isso é confundido com uma figura desconhecida, que no fim das contas leva a derrota, é mais do que claro!

Se o ditado "quem não te conhece que te compre" é infalível na outra ponta é fato que ninguém aposta no desconhecido por causa da oratória e do figurino Vulgo Boss.

Há uma percepção antiga e equivocada de que o Povo é trouxa, mas se engana que pensa assim!

O tempo passa e vemos o mesmo objeto uma hora de cabeça erguida e altivo e depois de pernas pro ar, plantando bananeiras!

O Povo ri para não chorar, mas as lágrimas do Povo ainda são pelas mesmas mazelas e motivos que logo rompe a clepsidra e lavará as cavalariças de Augias!

Hy Ho!

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