quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Para não perder o esmalte

Os de fora...sempre limpinhos!


A Política precisa ser renovada...

Que verdade mais antiga! Eu digo, pelas tantas vezes que já ouvi isto!

Sempre acreditei que a Política precisasse de gente melhor! Eu também estava do lado de fora e fantasiava sobre os defeitos dos que estão aqui dentro!

Descobri que os de dentro não são uns bichos de sete cabeças nem tão piores dos que estão lá fora!

Eu estou na Câmara Municipal de Jacareí há 3 anos e afirmo que ninguém tem motivo para se sujar com a Política!

Fala-se muito de zonas de conforto, porém vejo que isso se aplica mais para quem critica!

"Não falei que eles não gostam de críticas!"...vozes tão comuns, né? Mas as críticas incomodam apenas quando apoiadas em motivações dissimuladas (a maioria, fazer o quê?).

Por que quem se agiganta em criticar dificilmente se arriscaria a ocupar o lugar de quem está aqui para não ser apredejado da mesma maneira com que apedrejou! Todos serão medidos com a mesma régua com que algum dia mediu alguém (palavras do Mestre)!

Ninguém quer perder o esmalte!

Portanto niguém se sujeita estragar as unhas lavando roupa ou aromatizando as mão com o alho ao cozinhar!

É fácil apontar o Político, mas apenas para exibir as unhas brilhantes é fútil demais!

O que eu quero dizer com isto? Sendo mais claro!

Esta brincadeirta, mais do que tola, se desdobra em impactos extremamente nocivos para o amadurecimento da atividade pública: a de criar uma mística de que os"puros", "bons", "virtuosos" e "limpinhos" jamais participariam da Política.

E o pior! É quando eles se sentem deprimidos e querem levantar artificialmente a baixa auto-estima apontando as mazelas dos Políticos.

Os Políticos são passageiros, caso haja seriedade e preparo dos eleitores, mas a hipocrisia, pelo que parece, é o esmalte preferido, talvez não pela qualidade, mas por ser adquirido por aqueles que adotam como moeda corrente a mesquinharia!

Desmistificando: não acredito que quem desdenha a Política seja melhor do que os políticos!



Hy Ho!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quem é apartidário?

Não reconheço este termo: apartidário.


Isto é uma grande expressão de analfabetismo!

Não só político, mas analfabetismo mesmo. De pessoas que não sabem ler e reproduzem como autômatos todos e quaisquer termos que exalam moralidade.

Ótimo que alguma mobilização seja contra a corrupção, ótimo que seja contra tudo que é considerado errado. A nossa sociedade precisa realmente ser depurada!

Também é importante lembrar que a qualidade dos resultados depende da qualidade dos procedimentos.

Ninguém é apartidário, todos apoiam algum interesse e num país analfabetizado tal apoio se dá pela omissão.

E se o Poder Legislativo não representa o Povo, no mínimo, representa a omissão do Povo e a desmoralização que se faz do Parlamento é o procedimento de quem pretende instalar um governo totalitário.

O Poder Legislativo é um instrumento muito sofisticado de expressão democrática que ainda não atingiu a sua plenitude por falta e educação.

E todo movimento que se precipita num projeto de poder totalitarista possui na Agenda uma Educação precária (soldados não faltam para isso, com uma legião de professores descompromissados e débeis esquerdizantes), desmoralização do Parlamento (apologia ao voto nulo) e claro, dizer que a moralidade se encontra em todos os lugares exceto no meio político.

Logo, logo queimarão livros, como já registrou a História em contextos semelhantes. Ou de modo mais sutil, mutila-se o tempo de máxima energia e das descobertas com leituras obrigatórias idiotizantes.

Infelizmente, somos um País sem cultivo da própria História, de Povo analfabetizado. Isto mesmo, o nosso analfabetismo não é uma deficiência e sim uma degeneração realizada por um exército de inocentes úteis, que são os professores. Engana-se quem atribui ao Governo as mazelas da Educação. São os professores frustrados, individualistas, endividados que com a amargura dos derrotados e desiludidos que não possuem a generosidade necessária para construir uma Nação porque isto corresponde com o sucesso das novas gerações.

Quem se intitula apartidário trabalha a favor de um partido desconhecido e covarde porque não se pronuncia.

Quem se intitula apartidário é o maior corrupto de todos porque se omite e se esconde na falta de compromisso.

Quem se intitula apartidário é um analfabeto, sobretudo, político!

Porque somente dentro dos partidos poderemos limpar o Parlamento e todo Poder Público dos maus políticos. A eleição é apenas um concurso e como todo concurso não vence o melhor, apenas um dos inscritos.

Se você quiser realmente fazer a diferença, inscreva-se!


Hy Ho!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A areia da ampulheta

Política é puro engenho!

E a simples alternância de Poder é apenas a areia caindo de um lado para o outro dentro de uma ampulheta.

Estar por cima ou por por baixo não faz diferença: a areia é a mesma e tudo vai seguindo o fluxo.

Fazer um catadão de última hora pra dizer que todos estão unidos contra um, além de subestimar o povo é jogar para perder.

Se a eleição fica polarizada entre um grupo coeso que já administra a cidade há 3 mandatos e um grupo arregimentado na véspera, que mais parece uma farofa, é claro que o Povo vai escolher quem já está na Prefeitura.

Essa farofa exala um aroma de oportunismo e o Povo compreende que administrar uma cidade não é tarefa para aventureiros.

Quem realmente quer conquistar a Prefeitura deve fazer uma trabalho de alternativa de Poder e não apenas de simples alternância. Por que o que diferencia uma de outro é o modo de fazer as coisas e não a cor das bandeiras que incomodam os transeuntes durante a eleição.

Quando o eleitor vê no mesmo santinho a promessa de renovação, "o nome novo", ao lado de um dinossauro a resposta é imediata : pronto, é tudo farinha do mesmo saco!

O "nome novo" deve ser um nome sem mácula, mas isso é confundido com uma figura desconhecida, que no fim das contas leva a derrota, é mais do que claro!

Se o ditado "quem não te conhece que te compre" é infalível na outra ponta é fato que ninguém aposta no desconhecido por causa da oratória e do figurino Vulgo Boss.

Há uma percepção antiga e equivocada de que o Povo é trouxa, mas se engana que pensa assim!

O tempo passa e vemos o mesmo objeto uma hora de cabeça erguida e altivo e depois de pernas pro ar, plantando bananeiras!

O Povo ri para não chorar, mas as lágrimas do Povo ainda são pelas mesmas mazelas e motivos que logo rompe a clepsidra e lavará as cavalariças de Augias!

Hy Ho!