quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A união desfaz a força

Em política há apenas uma força: opções!

É constante a queixa de todos sobre a falta de correspondência dos politcos aos anseios da população.

A população é muito segmentada, eu sei! E é justamente por isso que a união que tanto se apregoa é inviável. Água e óleo, areia e farofa ou torresmo fritado em gordura de peixe!

A receita é ceder, mas ninguém está afim de ceder nada! Quando dois se acertam é porque retiram de um terceiro, às vezes desavisado, às vezes impotente, às vezes acomodado!

Às vezes eu fico pensando: quanto menos união melhor! Porque quando se unem segmentos tão díspares alguma coisa pode estar errada. O saldo comum não atende a todos e os líderes acabam desfrutando sozinhos. Daí, a distância entre representantes e representados.

Ao passo que se ninguém se unisse, e a livre concorrência fosse a tônica de uma eleição, todos deveriam mostrar o seu valor para convencerem os eleitores.

Do jeito que é atualmente, o que vejo são os líderes se acertando e antecipando resultados.

Com mais candidatos tanto ao Executivo quanto ao Legislativo teríamos mais opções de toda natureza. Atitudes, esclarecimentos e compromissos. A disposição destes elementos numa paleta faz toda diferença.

Como se diz: o que distingue o veneno do remédio é a dosagem!

Entendo que existe união demais! Isto é, no mínimo, desagradável.

A razão da diversidade em política é para permitir a alternativa de poder e não somente a alternância de poder.

Numa cidade em que tudo é prioridade não mais importa o que fazer. Tudo é "pra ontem"!

Num cenário desolador o modo de fazer pode ser um alento.

Como haverá mudanças se ninguém possui autonomia?

Como haverá mudanças se ninguém confia nas parcerias?

Como haverá mudanças se o que regula as relações é a sabotagem?

Como haverá mudanças se a fragmentação mina resultados?

Como haverá mudanças se a falta de resultados promove a sensação de impotência?

Como haverá mudanças se são rompidos os laços de solidariedade?

Um grupo pequeno e coeso vale muito mais do que um gigante sem destreza!

Se houvesse vários grupos pequenos e assertivos para escolhermos dentre eles o melhor ou o mais adequado com a Agenda do Município seria a solução, mas não é este o expediente de nossas lideranças políticas!


Dois mil e doze será dois mil e dose!



Hy Ho!

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