quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Muito Além do Jardim

"A Economia é o motor da História"

Foi Marx que disse isso!

Quer dizer que a esquerda sempre soube o valor do dinheiro!

E o dinheiro faz campanha eleitoral...

e quem investe dinheiro quer retorno!

De onde vem o dinheiro?

Do empreendedor, ora pois!

Então? Quem gosta de dinheiro vai perder tempo cuidando de uma cidade se seus negócios podem prosperar em várias?

Lugar de empreededor não é no Poder Público, até porque se os negócios prosperarem o devotado cidadão no auge de seu dever cívico de administrar a cidade poderá ser suspeito de ilícitos!

Melhor deixar os burocratas para administrar a cidade e com alguns expedientes simples manter o monopólio ou oligopólio dos patrocinadores.

Para ser o melhor prefeito de todos os tempos precisa muito? Não, apenas algumas pracinhas e jargões do tipo "nunca antes na história desta cidade".

Vamos considerar os investimentos declarados no último pleito:

Um prefeiturável investiu R$ 719. 916;

Outro prefeiturável investiu R$ 701.236 e

Outro prefeiturável investiu R$ 314. 685 !

Tanto dinheiro por amor a Jacareí ?

Foco: Jacareí é uma cidade que possui uma receita própria de R$ 300 milhões por ano mais os repasses do governo estadual e federal chega aos seus R$ 640 milhões.


O candidato pouco tira do próprio bolso e, muitas vezes, nada!

Com isso podemos perceber uma vassalagem e dessa vassalagem resulta a capilaridade do Poder.

Com tantos interesses em jogo por que brigarmos uns com outros? Não faz sentido!

Melhor fazer assim: quer tiver maior capilaridade vai ter maior alcance e então vamos limpar o caminho.

A gente ganha dinheiro e você fecha a livre iniciativa e a livre concorrência...a gente ocupa candidaturas com um pacotão de alianças, cooptando legendas, para reduzir riscos!

Na boa, quem quer ser prefeito de uma cidade com 200 mil habitantes não precisa gastar tanto dinheiro!

Ou você possui um histórico que confirma a sua competência ou não possui!

Se ninguém conhece o indivíduo o que leva um partido sério a indicar tal nome?

Que raio de cidade é essa que não conhece os possíveis mandatários?


Será necessário tanto investimento para convencer algum eleitor?

Será que os nomes indicados para o rodeio possuem ressonância na população?

Estas reflexões estão muito além do jardim!

Se a Economia é o motor da História o que eu entendo é que de acordo com toda História já conhecida: quanto maior o Poder mais distante da linha de fogo e para ser anônimo e protegido num confortável bunker é necessário muito dinheiro e ganha-se muito dinheiro sabotando talentos e a Economia!





Hy Ho!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A união desfaz a força

Em política há apenas uma força: opções!

É constante a queixa de todos sobre a falta de correspondência dos politcos aos anseios da população.

A população é muito segmentada, eu sei! E é justamente por isso que a união que tanto se apregoa é inviável. Água e óleo, areia e farofa ou torresmo fritado em gordura de peixe!

A receita é ceder, mas ninguém está afim de ceder nada! Quando dois se acertam é porque retiram de um terceiro, às vezes desavisado, às vezes impotente, às vezes acomodado!

Às vezes eu fico pensando: quanto menos união melhor! Porque quando se unem segmentos tão díspares alguma coisa pode estar errada. O saldo comum não atende a todos e os líderes acabam desfrutando sozinhos. Daí, a distância entre representantes e representados.

Ao passo que se ninguém se unisse, e a livre concorrência fosse a tônica de uma eleição, todos deveriam mostrar o seu valor para convencerem os eleitores.

Do jeito que é atualmente, o que vejo são os líderes se acertando e antecipando resultados.

Com mais candidatos tanto ao Executivo quanto ao Legislativo teríamos mais opções de toda natureza. Atitudes, esclarecimentos e compromissos. A disposição destes elementos numa paleta faz toda diferença.

Como se diz: o que distingue o veneno do remédio é a dosagem!

Entendo que existe união demais! Isto é, no mínimo, desagradável.

A razão da diversidade em política é para permitir a alternativa de poder e não somente a alternância de poder.

Numa cidade em que tudo é prioridade não mais importa o que fazer. Tudo é "pra ontem"!

Num cenário desolador o modo de fazer pode ser um alento.

Como haverá mudanças se ninguém possui autonomia?

Como haverá mudanças se ninguém confia nas parcerias?

Como haverá mudanças se o que regula as relações é a sabotagem?

Como haverá mudanças se a fragmentação mina resultados?

Como haverá mudanças se a falta de resultados promove a sensação de impotência?

Como haverá mudanças se são rompidos os laços de solidariedade?

Um grupo pequeno e coeso vale muito mais do que um gigante sem destreza!

Se houvesse vários grupos pequenos e assertivos para escolhermos dentre eles o melhor ou o mais adequado com a Agenda do Município seria a solução, mas não é este o expediente de nossas lideranças políticas!


Dois mil e doze será dois mil e dose!



Hy Ho!

o ovo da pata - alfabetize seu filho em casa

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Estado Burocrático por Direito

Se só a antropofagia nos une podemos dizer que só a omissão nos pune!

Reclamamos , mas não participamos!

As decisões políticas não são as melhores? Depende: se o Direito é de quem reclama as Leis são de quem legisla!

Participar é o início, o fim e o meio em Política e a falta de participação promove distorções de qualquer natureza.

É muito comum, num ímpeto "anarquista", ser contra o Estado e considerarmos chique sentirmos ogeriza a qualquer coisa organizada, porque tudo que é organizado é opressor.

Esquecemos, ou mesmo nunca tivemos chance de saber, que o Estado é uma ferramenta de Poder e não o próprio Poder.

O Estado enquanto ferramenta não é bom nem ruim, neutralidade característica de toda ferramenta porque toda ferramenta é amoral e como tudo que é amoral se confunde com imoralidade de seus usuários. E é complicado dizer o que é imoral se não sabemos o que é moral.

Sem querer dar lições de moral (longe de mim esta pretensão) basta lembrar que moral é um conjunto de hábitos e costumes e, independente das prescrições, que muitas vezes não observamos, precisamos refletir sobre o modo que estamos acostumados a agir e se tais atitudes prejudicam ou não a sociedade!

Compreendendo que o Estado é apenas uma expressão de Poder e não o próprio Poder nos cabe questionar o que é o Poder, onde ele está e quem o exerce! Creio eu que esta é a maior investigação que alguém comprometido com a liberdade pode fazer!

A Burocracia também é apenas uma ferramenta administrativa que, por comodismo ou conveniência, é confundida com a própria administração.

A burocracia define responsabilidades e existe para mostrar quem responde por este ou aquele ato administrativo ou função. O desvio da ferramenta é o que nos lesa e aborrece!

E por sua vez, o Direito é uma ferramenta da Justiça e nunca a própria Justiça!

O Direito é a garantia de contestação. Diretrizes e procedimentos para se defender de prejuízos ou repará-los. As origens de tais prejuízos? Abusos e expedientes escusos que estabelecem a assimetria de Poder.

Pelo nosso distanciamento comumente nos equivocamos entre formas e conteúdos!

Estado, Burocracia, Direito, Administração, Justiça e Liberdade são apenas formas e o conteúdo delas somos nós mesmos.

Somos condenados pela nossa própria omissão!

Participar exige coragem porque os interesses acomodados farão pressão para afastar qualquer desconforto ou "transgressor"!

Como também não existe nenhuma contestação sem coragem ou Justiça sem desagradar as duas partes de um litígio!

Quem disse que as coisas são ruins como estão?

Você?

Bom, porém sem sua participação nada mudará!

Falta interesse ou coragem para participar?


Quer saber?


Azar seu!




Hy Ho!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Menos é mas!

A maior deficiência de nossa Democracia é a baixa participação nos partidos!

Parece que não aprendemos ou não queremos aprender!

Claro, não há interesse nenhum dos caciques dos partidos nessa participação.

Menos filiados significa menos cobrança de ações partidárias;

Menos ações partidárias faz do partido, mesmo que seja grande notoriedade, praticamente invisível;

Menos visibilidade faz do partido um balcão de assuntos sigilosos!

Com ninguém para cobrar coerência pode-se compor uma chapa de vereadores subserviente aos interesses dos financiadores de campanha!

E depois de a chapa formada de acordo com os critérios e conveniências da cúpula nada mais o eleitor pode fazer a não ser escolher um dos que foram oferecidos.

A urna é tarde demais!

O que nos falta entender é que o partido, embora composto por pessoas, deve ser uma instituição impessoal! É um colegiado formado por pessoas afins e com programas e diretrizes que cumprem a função de cratas - convite!

Um colegiado que tem o dever de instruir o membro com as ferramentas políticas adequadas ao Regime Democrático de Direito. Deve ser o microcosmo do colegiado maior que são as Casas Legislativas.

A falta de prática e experiência em um ambiente colaborador diexa de fortalecer a autoconfiança e habilidade do membro do partido em diversos fórins de discussão tais como conselhos de escola, de várias pastas do Município, como o da Saúde, e de associações ou agremiações.

Disto decorrem todos os vícios da política que nos incomodam: a concentração de Poder, autoritarismo, a falta de transparência e decisões que prejudicam nossa qualidade de vida!

Menos participação nos partidos significa também menos candidatos ao Poder Executivo!

No que isto é nocivo?

No mínimo, a falta de opções para escolher o melhor e deste desdobramento a perda do Poder de decisão do eleitor!

Matematicamente é importante pulverizar o voto porque a pressão dos candidatos para nos convencer de sua "excelência" (já que o eleito ostentará este pronome de tratamento por 4 anos) é muito maior.

Ser o melhor entre 3 candidatos, se olharmos de perto, não é tão nobre assim! Porque sempre há o risco acordos de gaveta sobre a 3° via!

Mas imagine o zelo que terá pelo mandato um prefeito eleito entre 20 candidatos, que é o número de partidos registrados em nosso Município.

E isto sanearia o Poder Público dissolvendo o tumor do fisiologismo enraizado há mileanos na máquina administrativa!

Partidos vazios dá nisso:

Sempre menos opções!

Quer dizer, em Política menos é sempre menos, mas...



Hy Ho!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A eleição e seus rodeios

Brincadeirinha cruel esta de rodeios, não é?

Mas para muitas pessoas isso não é brincadeira: é esporte, lazer, cultura e economia!

É um grande negócio e um espetáculo, de horrores para uns e de muita diversão para outros!

Digamos com certa ingenuidade e singela apesar da testosterona e vaidade em jogo: um folguedo simples!

Precisamos de um touro (um vencido), um peão (vencedor) e para garantir a vitória do peão: um salva-vidas. Afinal, é só uma brincadeira e ninguém quer que alguém se machuque.

Isto mesmo, o palhaço de rodeio! Discreto, mas imprescindível neste conjunto.

Arquibancada cheia,

- olha o pão com linguiça - e o touro pula,

- cervejinha gelada...

- Bem, acho que este chapeu combina com aquela outra minha bota...

- 5 segundos já, será que ele é o novo campeão?

- eu naquela pick up...ninguém me segura!

Arena lotada, feira fervilhando, desfile da Rainha do Rodeio e comitiva bem coreografada congestionando a faixa de pedestre!

Santinho pra cá, bandeiras pra lá enroscando nos motocilistas!

- O quê? - não consigo ouvir -, qual o tamanho?

Para prefeito vote no Engomadinho...ele é preparado, cheirosinho e barba feita! Jacareí se transformará! Passa o carro de som com jingles ensurdecedores.

Já compartilhei algumas reflexões sobre a composição do Poder Legislativo, mas como a Câmara ainda não passa de um cartório que homologa os arbítrios da Prefeitura é muito bom darmos um espiadinha no Poder Executivo!

Em uma democracia, mesmo que imberbe, se temos mais de 20 partidos registrados na cidade, por que não vemos mais do 3 candidatos a Prefeito em todas as eleições?

Por que quanto mais candidatos, maior será o poder do Povo e volto a dizer da deficiência de nossos partidos. Enquanto estiverem vazios não mudaremos de cenário.

O candidato com eleitorado fidelizado, infelizmente, é a Abstenção na faixa de 20% de preferência. Sim, concordo, um grande diagnóstico de que nenhum dos candidatos oferecidos corresponde às expectativas do Povo ou lhe transmite confiança!

Vejamos o 1° prefeiturável.

Sucessor do atual prefeito, quando não o próprio tentando a reeleição.

Há um certo fatalismo de que, por pior que seja, ele será reconduzido. De perto vemos que tá tudo acomodado já. Além dos comissionados, as terceirizadas contratadas e o planejamento a médio e longo prazo das empresas. Existe uma corte que jamais quer largar o osso.

Mocinho do espetáculo, todos torcem pra ele: é o peão!



Vejamos o 2° prefeiturável.

Bufa daqui, esperneia dali, levanta a poeira e apresenta dossiês: é o touro!

Será vencido e de consolação cobrirá algumas vaquinhas de úberes fartos.



O 3° prefeiturável?

Só a cara e a roupa que são de palhaço!

O salva-vidas vale o quanto pesa!

Distrai o touro, diverte a plateia e termina por último com um sorriso largo e com tanta gente sem entender toda essa alegria!


O que se ganha?

Difícil dizer, mas é sabido que ninguém entra na brincadeira para perder!

De quatro em quatro anos divulgar a loja? Sem gastar com isso? Apenas dando tchauzinhos e, o mais importante, impedindo que outros com muita vontade de ganhar ocupem a candidatura!

Tudo continua na mesma e a oligarquia vigente permenece feliz!

Simples assim e sem rodeios!



Hy Ho!