sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Turbulências no PAF

Depois que o PIF conquistou algumas vitórias mesmo que irrisórias começaram pequenas turbulências no PAF.

A ala mais jovem, mais afoita, bradou que os motivos de sucesso do PIF seriam as liberdades anunciadas e ainda timidamente praticadas.

Os mais velhos, sempre cautelosos, estavam angustiados porque, embora não fosse a liberdade anunciada o grande trunfo do PIF, pelo contrário, também não podiam deixar de manter as aparências e nisto...nas aparências...o PIF deu indícios de superar o jurássico PAF.

Tanto tempo de domínio estava ameaçado e ainda era muito arriscado tentar alguma cooptação propondo uma aliança porque seria se expor demais.

Primeiro porque poderia ter uma estrondosa recusa do PIF que demonstraria uma superioridade moral e depois estremeceria a base do próprio PAF, que sempre emudeceu as contribuições internas e impediu a ascensão de seus próprios talentos.

Mesmo tentado a traçar o caminho mais fácil da ccoptação, com experiência e astúcia, a cúpula do PAF preferiu oferecer uma dosada liberalidade em seu próprio seio para aplacar a incipiente inquietação de sua juventude.

A letra "A" de PAF muito bem poderia ser de Atrevimento ao invés de Arbitrário.

Com ares de rebeldia, os velozes e furiosos filhotes de PAF, não mais acompanharam os papais nas efusivas rinhas de galo e começaram promover rachas nas grandes avenidas da cidade.



A novela continua !




Hy Ho!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PIF & PAF: polaridades políticas

Há os que falam sobre o pêndulo, outros sobre o eterno retorno, outros sobre o medo à liberdade e eu, simplesmente, sobre PIF & PAF.

Não...não é uma dupla de palhaços e muito menos uma dupla sertaneja, são as siglas dos dois impulsos que venho observando na novela política.

PIF: Partido dos Inconvenientes Fantasiosos e;

PAF: Partido Arbitrário Fisiológico.

No início era o PAF com o chefe da horda esbofeteando a todos e corria à boca miúda que a sigla era a própria onomatopéia do processo de decisão.

Para cada discordância ou hesitação era um estrondoso PAF na cara do atrevido e assim caminhava a humanidade com passo de formiga e sem vontade.

Diante de tantas decisões insensatas e nocivas aumentaram a frequência e intensidade dos atrevimentos até alcançarem o auge da inconveniência.

Ao descobrirem a fragilidade do PAF, grande monolito sem mobilidade e força para ter tudo ao seu controle, começou-se a organização e concentração do PIF.

A princípio subestimado e ridicularizado devido às estratégias elaboradas com mágoas, rancores e muitas fantasias. Por timidez dos eleitores e pelos desabafos prolixos, o PIF apenas conseguia resultados pífios nos pleitos. Momentos em que se desmoronavam os castelos de areia e fortalecia o desdém dos correligionários do PAF.

Analisando o êxito do PAF o PIF percebeu que um pouco de controle ajudaria, se não aglutinar pessoas, ao menos evitar a dispersão dos decepcionados.

Por um bom tempo o PIF não crescia, porém também não diminuía.

O PIF reconheceu (não publicamente) alguns méritos do PAF e incorporou mais práticas do gigante adversário. Os fundadores mais sinceros do PIF que perceberam o desvirtuamentos dos princípios do partido foram logo acusados de blasfêmia ou traição.

Banidos, muitos destes fundadores adoeceram e os que continuavam fortes o suficiente para serem incovenientes ainda foram alijados do processo político de maneiras mais dástricas e seguindo um velho ditado dos ditadores do PAF: "acidentes acontecem".

De tantas fantasias alimentadas pelo medo, os fantasiosos foram absorvidos pela burocracia partidária e sentiram os prazeres do fisiologismo. A partir daí, desenvolveram a corrente fisiológica e o "F" de PIF poderia muito bem representar o fisiologismo. Por que não?

Como há na natureza o fenômeno da simpatia o PAF percebeu os movimentos pretensiosos do PIF e também começou alterar a sua postura, pelo menos, na aparência !


A novela continua!



Hy Ho!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Estar preparado ou não, basta aceitar o convite!

"Acho que não estou preparado"!

É o que mais se ouve quando alguém é convidado a se candidatar!

Mas, quem está?

A rigor, respondo que... ninguém!

Estar preparado seria alguém versado em leis?

Bom, pelo o que eu vejo por aqui são os vereadores que possuem formação em Direito que mais apresentam projeto de leis inconstitucionais. E isso é ruim porque os outros colegas não iniciados "nas arcadas do Largo São Francisco" aprovam os projetos, que invariavelmente são vetados, e pra não ficar feio, acaba-se mobilizando a bancada ou bloco para derrubar o veto, que depois vira Ação Direta de Inconstitucionalidade...que, em última análise, nada mais é do que desperdício de tempo e de dinheiro.


Estar preparado seria alguém versado em contabilidade ou economia?

Também pelo o que vejo estas qualificações pouco são solicitadas por aqui porque quando a bancada de sustentação da Prefeitura é maioria na Casa nenhuma emenda que possa alterar o Orçamento pode ser aprovada porque quando há maioria da Prefeitura na Casa o Orçamento nem é discutido.

Contestar os motivos de uma suplementação de verba?
Nem respondo!



Estar preparado seria alguém versado em construção?

O que mais vemos por aqui são corretores de imóveis! Mas pessoas que não se preocupam com a qualidade de vida do próprio cliente seria confiável ao apreciar a qualidade de vida do não cliente?

Já tivemos professor de Física. De que nada valeu!

Engenheiros? Já tivemos um engenheiro químico que se sentia habilitado para opinar sobre obras porque, afinal, engenheiro é engenheiro!

Pelo que vimos, estar preparado não significa ter uma graduação.

E os que não tem graduação que virtudes possuem que os qualificam?

São pessoas populares por serem comerciantes e quase sempre participam das eleições porque não deixa de ser um bom negócio!

"Vote no Fulano da Farmácia" !

"Vote no Beltrano da Padaria"!

"Vote no Cicrano da Ótica"!

"Vote no Totó da Imobiliária Imperador"!



Você ainda não se sente preparado?

Você já pensou que ninguém o convidaria sem perceber algum potencial em você?

Não se menospreze!

E se você receia não estar preparado, creio ser um bom começo, porque a chance de estar preparado já é muito grande!

Porque o que mais carecemos na Política é de humildade (não confundir com submissão porque submissos já temos demais) e de algum tipo pudor!

Então, pense duas vezes antes de recusar um convite pra ser candidato!





Hy Ho!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sabotagem de Lideranças

A Política dos Dinossauros se concentra nisto: sabotar Lideranças !

É assim que eles se mantêm no PODER.

Vou citar um exemplo de 2007 em Jacareí.

Um Partido, uma Legenda consagrada nacionalmente que aqui estava deprimida foi ocupado por Dinossauros e tirou várias lideranças da corrida eleitoral.

Com a regra de exigir a filiação dos candidatos um ano antes da eleição, foi feita a seguinte jogada: é oferecida a candidatura, a Liderança se filia porque se sente valorizada porque o discurso é de que o "Partido precisa renascer" e "quem chega primeiro bebe água limpa", " é uma nova fase", "precisamos de gente nova na Política","chances iguais pra todo mundo" porque "estamos convidando pessoas com a mesma quantidade de votos" e depois na hora de homologar a chapa de vereadores, quando você não pode se filiar em outro Partido para disputar a eleição...

"Sabe como que é?"... "Tal fulano que a gente convidou não vai concorrer mais"... "a chapa ficou fraca"...
"pro Partido (leia-se Dinossauro)ter uma chance de ser representado na Câmara a gente é forçado a coligar" "você compreende, né?"

Bom, nesta coligação só tem espaço pra 3 ou 4, isto é, os Dinossauros (mais famosos e com eleitores" fidelizados"), claro, permanecem e as novas Lideranças ficam de fora chupando o dedo.

Algumas esperam ter a chance na próxima eleição, mas a maioria desiste, as lideranças frustradas criam desgosto com a Política, ficam ressentidas e, invariavelmente - humilhadas - abandonam as atividades da comunidade.

Os Dinossauros são extremamente organizados e muito solidários entre si porque o Partido que fez isso não só ajudou o seu próprio Dinossauro como também protegeu os Dinossauros dos outros Partidos porque tirou a possibilidade das Lideranças conocorrem em outras legendas.

Simples assim! E por isso fica difícil termos grandes renovações porque quando isso acontece é quando dá zebra !

A eleição é um jogo de cartas marcadas que só poderá ser diferente quando a População começar a participar dos Partidos, montando Diretórios e constituir Executivas pelo processo de eleição interna para acabar com as Comissões Provisórias.



Hy Ho!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Não fazer e não deixar ninguém fazer

Este é o lema dos Dinossauros !

E um grande dilema também !


Centralizar o Poder é uma prática jurássica que mantém o status do chefe da horda.

Sem Poder de fazer alguma coisa é comum que se exerça o Poder de não deixar fazer, porque quem cria dificuldades pode vender facilidades.

Tem gente que vai levando assim e se alguma coisa acontece sem o consentimento do fulano não é mérito de quem realizou e sim de quem não criou dificuldades o suficiente.

Desanima? Ô, se desanima !

É igual as velhas historinhas da infância do dono da bola. Se ele está perdendo ninguém mais brinca. Detesta ser contrariado !

A mentalidade das nossas autoridades são autoritárias e não de autores.

Com a direção partidária é quase sempre assim: um presidente (dono da bola) e capachos (muitos empregados - e por isso sem direito a voz - sob pena de ser demetido), uns poucos inocentes úteis e um grupinho de gaivotas contentes com as migalhas jogadas pelos pescadores.

Falo das direções partidárias porque, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não são as autoridades que têm autoridade e sim os "poderosos" donos de Comissões Provisórias que se rejubilam (sem ninguém entender) em perder eleições.

Pequenos Partidos que não querem crescer e médios Partidos meia-boca que não realizam AÇÕES PARTIDÁRIAS ! Apesar das várias frentes já consagradas com a Juventude, Mulheres, Formação Política e Lideranças Comunitárias.

A sabotagem de Lideranças parece ser o expediente, principalmente, dos que já ocupam cargos porque estes sempre veem os relizadores como ameaças.

Então, uma aliança se consolida com os contemplados com os cargos e os que não querem que nada aconteça, isto é, mude!

A solidariedade entre covardes e medrosos dá nisso: a violência institucional de um lado e a violência difusa de outro!



Hy Ho!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Chacoalhar os Partidos

Fiquei feliz quando assisti ao programa do PSDB e o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, disse que é necessário chacoalhar os Partidos, começando pelo próprio PSDB.

Concordo em número, gênero e grau com FHC.

A cidadania passa, no meu entendimento, principalmente pela atuação partidária, porque quando a população é convidada para decidir já é muito tarde. Está tudo decidido!

Cabe aos Partidos a revelação de talentos e é justamente isto o que os Partidos evitam fazer, justamente, para não prejudicar os interesses de um pequeno grupo que domina a direção partidária das várias legendas disponíveis.

Existe uma sabotagem deliberada de Lideranças e desta maneira esvaziam-se os quadros, deixando a população sem boas opções.

É impossível aceitar que em uma cidade com 200 mil habitantes não haja 20 pessoas aptas, qualificadas e comprometidas em solucionar os problemas do Município.

Há com certeza há, mas não estão disponíveis ou interessadas em terem a imagem associada a um grupo de índole questionável.

A conclusão é de que não dá para esperar os dirigentes partidários convidarem as pessoas notáveis; são as pessoas notáveis que precisam despertar e ocupar os Partidos. Só assim poderemos ter bons nomes para assumirem o Poder Público.

O processo é muito simples, líquido e certo ! Se os Partidos apresentarem bons nomes, um deles ocupará a cadeira do Legislativo ou do Executivo.

Para acabar com os lobbys é de extrema importância a participação popular nos Partidos.

Descubra a sua vocação para a Política, exerça a sua Cidadania, seja um Agente Transformador!



Hy Ho !

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Portas Fechadas

Ser vereador é algo que mexe com a fantasia de muitas pessoas!

E só quando exercemos o cargo percebemos o quanto a as asas são coladas com cera.

A primeira coisa que cai é o seu ritmo. Porque a sua Agenda muda e inevitavelmente se burocratiza.

O maior impacto é de que você se afasta do seu bairro por que é necessário cuidar de toda a Cidade nos seus mais variados temas e não demora surgir o boato de que você não mora mais onde morava e até de que você se mudou da cidade. É impressionante as pessoas preferirem acreditar nisto mesmo vendo você passar todo dia pelo seu habitual itinerário.

Os seus parceiros se afastam e se você realizava algo com o apoio de alguém, tudo agora fica mais difícil ou inviável, porque as pessoas pensam que a ajuda não é mais necessária, afinal, você é um vereador e tem PODER para tudo.

Além de pensarem que a sua remuneração seja uma fortuna, elas se consideram acionistas dos seus rendimentos porque, segundo o imaginário popular, o vereador não trabalha, portanto, não merece ganhar o que ganha e depois supõe-se que exista algum ilícito e não custa nada dividir o saque.

Percebo que haja um sentimento de indenização ou um retorno calculado pelo investimento feito no vereador...porque você não seria eleito sem os votos preciosos.

A população também fica espantada quando ouve como resposta: "o voto é de vocês; elejam quem vocês quiserem !"

Estes exemplos mostram que as primeiras portas que se fecham são as mentes das pessoas, porque se você contempla um, com certeza, desagrada todos os demais.

Muitos não acreditam que haja um projeto para a Cidade a ser concretizado e esperam ser atendidos em suas urgências pessoais.

Existe a acusação de que o Político deixa de cuidar do interesse coletivo para tratar de assuntos do próprio interesse, porém ele nada mais é do que o reflexo de sua própria Sociedade.

Antes de qualquer porta se abrir, as mentes precisam ser abertas.


Hy Ho!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Anedotas e Paranóias

Eleger a Mesa Diretora pode parecer importante e é!

Embora a população não se atente a isso, mas todo o funcionamento Político e Administrativo-Estratégico depende do Trio Parada Dura. É a Mesa que conduz os trabalhos em Plenário!

E é o Presidente da Câmara a autoridade de maior prestígio numa Democracia e portanto, se relaciona de forma imediata com o Executivo.

Por isso, ser Presidente da Casa ou membro da Mesa se parece com a corrida do ouro e é!

Posiciona melhor os Partidos, ganha-se mais espaço na mídia e numa Casa com Sessões televisionadas como a nossa adentra-se, com destaque, nos Lares de nossos Munícipes.

São ou não são uns belos e bons motivos?

Pois é, por conta disso, a parte mais engraçada é quando os dirigentes partidários nos "recomendam" (as aspas são devidas às "sugestões" que, de acordo com a nossa cultura autoritária, não devem ser desprezadas) que passemos a noite em hotéis distantes com o objetivo de ficarmos incomunicáveis...para que não soframos o assédio de blocos adversários ou de quem quer que seja que queira incomodar o que já foi acomodado.

De minha parte a anedota se revela no Revellion! Passarmos a Confraternização Universal isolados de nossos amigos e familiares, pessoas queridas, porque nós, políticos, não confiamos um no outro?

Risos trágicos ao absurdo absoluto!

Se abusar nem no banheiro você consegue ir sozinho!

Passei o Revellion com amigos e familiares, afinal, era a primeira vez que eles celebravam o ano Novo com um vereador.



Hy Ho!