sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Diplomação e gravatas

A Diplomação é a primeira cerimônia do eleito.

Trata-se de um evento em que você é certificado publicamente pela Justiça Eleitoral pela sua vitória. É uma espécie de habite-se da sua cadeira de vereador.

Também é a primeira chance de se desfilar toda pompa e circunstância e foi o que todo mundo fez; com ternos, gravatas e um vistoso vestido.

Da minha parte, ultrajei à rigor, a velha botina, a calça jeans desbotada e a bela azzurra Democratas. Isto causou um certo furor, um rumor e, a até mesmo, um certo tumor.

Tolerou-se o meu atrevimento, mas ficou no ar uma ameaça para que não se repetisse a Arte na Posse, porque, caso contrário, eu passaria pelo constrangimento de não entrar na Sessão Solene. Bom, para um rebelde com causa - ou casual - ou até mesmo natural, a espada sobre a cabeça é algo constante. Ainda mais quando você foi eleito por puro atrevimento seu e dos munícipes.

Pequenos atrevimentos sucessivos resultam num grande transtorno. Bom, esta sempre foi a ideia, desde o início, para acabar com a asfixia dos nós-cegos das gravatas e o torpor da má circulação. Não percebo a necessidade de cultivarmos um ambiente tão sufocante.

Se a maioria dos estilistas reconhecem que estar bem vestido é estar confortável e sentir-se bem
consigo mesmo, afirmo que é isto que estou a fim de fazer, ser e promover.

Afirmo que para ventilar é preciso abrir as janelas, que para respirar desatar os nós-cegos e que para mexer os dedinhos dos pés tirar os sapatos.

Sou adepto da Revolução do Óbvio !


Hy Ho !

Nenhum comentário: