sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A nossa maior carência: vocabulário

Todos falamos o mesmo idioma?

Percebo que não!

Há um mito sobre a nossa fantástica unidade linguística, mas não vejo assim!

De fato temos uma unidade política graças a nossa dispersão por falta de narrativas ou por heranças transmitidas por palavras turvas.

Somos de pouca leitura e portanto a nossa comunicação se limita ao utilitário imediato e por sermos muito cordiais temos relativo sucesso no comércio.

Na política é diferente. Precisamos estar atentos aos fatos e a nossa História é deficitária não por falta de acontecimentos, mas porque é mal contada.

Há sempre uma versão oficial confrontada por uma teoria da conspiração e como não temos o costume de ler, acabamos, no período escolar, tendo contato com os resumos de uma versão ou de outra. O tempo urge e é demasiado incoerente exigir de nós uma análise crítica porque ou trabalhamos ou cultivamos a nossa erudição.

Há, sobretudo, uma cisão ideológica nas narrativas e que, não sem razão, acarreta em suspeição. Portanto, se já não temos tempo, ainda precisamos duvidar daquilo tudo que lemos?

Isto é tão trágico porque mina o interesse de todos e fragiliza as nossas narrativas e sem esta importante memória não há como termos consciência dos erros e por isso a chance de evitá-los é muito menor.

Fora o tempo e recursos que se perde com expectativas vãs cresce a frustração diante tantos fracassos que póderiam ser evitados.

Os jovens querem mudar a Sociedade ou, pelo menos, é esta narrativa transmitida a eles. Outra coisa que decorre disto é os mais velhos atribuírem aos jovens esta responsabilidade acreditando que a mudança necessita de excessos e os jovens são o segmento mais indicado porque possuem energia para tais excessos.

Por quê?

Porque para mudar a Sociedade precisamos de uma Revolução e Revolução é confundida com insurreição, revolta ou qualquer coisa cinematográfica que o valha.

Importante lembrar que muitas revoltas só atrasaram o lado da Sociedade em questão e que verdadeiras revoluções aconteceram e acontecem sem nenhuma violência: a informática por exemplo.

Outra confusão angustiante é entre Ordem e Submissão. Podemos manter a Ordem e exigirmos Dignidade quando esta nos falta, mas para que tenhamos sucesso precisamos estar organizados e lermos os Contratos.

Não conseguiremos nada sozinhos e é essencial a Solidariedade ! Um contrato de Solidariedade é complexo e confundimos com Caridade.

Decepcionamos-nos muito fácil? É claro, esperamos que um abacateiro nos ofereça um pêssego!

E como somos frutos de nossas narrativas existe algo de profunda crueldade: sermos induzidos ao erro ao confundir-se imaginação com ficção! Sendo assim, o que esperarmos da imaginação no poder?

Podemos escrever palavras de ordem em todos os muros, mas enquanto nos faltar vocabulário teremos apenas um jorro de criatividade e rompantes poéticos.

Pra finalizar este manifesto vale ressaltar que existe outra pobreza advinda da falta de vocabulário: a de acreditar que só se faz poesias com palavras!

Hy Ho!

2011 - Aliteração - o ovo da pata - Temas Livres - Dario BURRO (DEM) - 2...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Poder Executivo

O Poder Executivo é o Poder por excelência!

Dentro do imaginário do Povo é isso!

Claro, sedimentado por uma cultura milenar do "quem pode mais chora menos" ou "manda quem pode e obedece quem tem juízo".

O Poder Legislativo ? Poucos o entendem porque ele não é propriamente um "Poder" e sim a diluição do Poder.

Contraditório? Percebo que não, mas é uma ideia bastante sofisticada.

Fatiando a melancia fica melhor a apreciação:

O Povo quer ser atendido e precisa de atendimento, mas desconfia da capacidade do Poder atendê-lo e pela falta de recursos o Poder não consegue atender a todos e começa daí a Cultura de privilégios. " Vou ser amigo do Rei porque assim eu consigo beliscar alguma coisa pra mim".

É quando tudo desanda! Nasce e cresce o Fisiologismo.

Quero expor a anatomia do Poder Executivo Municipal em Jacareí -SP.


1) Gestão de Atendimento


São os serviços oferecidos!

Sabe-se que por determinação constitucional 25% da Receita Própria do Município deve ser investido na Educação e 15% na Saúde.

Se é preciso dinheiro para fazer as coisas está mais do que claro que a função primordial do Município é zelar e executar programas de Educação e Saúde, dentre outras, em que o Planejamento Urbano é a própria razão de existir um Poder Municipal.

Na dimensão humanística e cultural (que visa a promoção da sociedade) temos:

1.a) Educação;

1.b) Fundação Cultural;

1.c) Segurança e Defesa do Cidadão.


Na dimensão técnica e administrativa (que visa reduzir fragilidades) temos:

1.d) Assistência Social;

1.e) Fundação Pró-Lar (habitação)

Na dimensão física e biológica ( que visa a preservação da sociedade) temos:

1.f) Saúde;

1.g) Saae - Serviço Autônomo de Água e Esgoto (saneamento básico)

1.h) Secretaria de Esportes e Recreação


2) Gestão Estrutural

São as pastas que caracterizam a própria Prefeitura, as que fazem o que só a Prefeitura tem o Poder de fazer.

Todos dependem delas!

Na dimensão humanística e cultural temos:

2.a) Meio Ambiente

Na dimensão técnica e administrativa temos:

2.b) Administração e Recursos Humanos;

2.c) Planejamento;

2.d) Desenvolvimento Econômico;

2.e) Assuntos Jurídicos

Na dimensão física e biológica temos:

2.f) Finanças

2.g) Infraestrutura


3) Gestão Política

Seria o próprio Prefeito, com o seu "Poder" discricionário.

Na dimensão humanística e cultural temos:

3.a) Secretaria de Governo

Na dimensão técnica e administrativa temos:

3.b) Gabinete do Prefeito;

Na dimensão físico e biológica temos:

3.c) Comunicação Social


O que mais acontece, por inaptidão do gestor ou por assédio das pessoas acomodadas e/ou viciadas, é que o Poder Executivo funciona mal porque o político não promove a estrutura administrativa, mas quer promover apenas a si próprio.

O Prefeito representa o Município e cuida ddas necessidades dos moradores: é o gerente da hora presente na cidade - executa serviços e busca excelência nesta execução.

Quem é capaz de realizar tal tarefa?

Quem for capaz de preencher as pastas com os melhores técnicos!

Onde se encontra estes técnicos?

Nos partidos mais organizados e comprometidos!


Hy Ho!

2011 - Desinências nominais - o ovo da pata - Temas Livres - Dario BURR...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Para não perder o esmalte

Os de fora...sempre limpinhos!


A Política precisa ser renovada...

Que verdade mais antiga! Eu digo, pelas tantas vezes que já ouvi isto!

Sempre acreditei que a Política precisasse de gente melhor! Eu também estava do lado de fora e fantasiava sobre os defeitos dos que estão aqui dentro!

Descobri que os de dentro não são uns bichos de sete cabeças nem tão piores dos que estão lá fora!

Eu estou na Câmara Municipal de Jacareí há 3 anos e afirmo que ninguém tem motivo para se sujar com a Política!

Fala-se muito de zonas de conforto, porém vejo que isso se aplica mais para quem critica!

"Não falei que eles não gostam de críticas!"...vozes tão comuns, né? Mas as críticas incomodam apenas quando apoiadas em motivações dissimuladas (a maioria, fazer o quê?).

Por que quem se agiganta em criticar dificilmente se arriscaria a ocupar o lugar de quem está aqui para não ser apredejado da mesma maneira com que apedrejou! Todos serão medidos com a mesma régua com que algum dia mediu alguém (palavras do Mestre)!

Ninguém quer perder o esmalte!

Portanto niguém se sujeita estragar as unhas lavando roupa ou aromatizando as mão com o alho ao cozinhar!

É fácil apontar o Político, mas apenas para exibir as unhas brilhantes é fútil demais!

O que eu quero dizer com isto? Sendo mais claro!

Esta brincadeirta, mais do que tola, se desdobra em impactos extremamente nocivos para o amadurecimento da atividade pública: a de criar uma mística de que os"puros", "bons", "virtuosos" e "limpinhos" jamais participariam da Política.

E o pior! É quando eles se sentem deprimidos e querem levantar artificialmente a baixa auto-estima apontando as mazelas dos Políticos.

Os Políticos são passageiros, caso haja seriedade e preparo dos eleitores, mas a hipocrisia, pelo que parece, é o esmalte preferido, talvez não pela qualidade, mas por ser adquirido por aqueles que adotam como moeda corrente a mesquinharia!

Desmistificando: não acredito que quem desdenha a Política seja melhor do que os políticos!



Hy Ho!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quem é apartidário?

Não reconheço este termo: apartidário.


Isto é uma grande expressão de analfabetismo!

Não só político, mas analfabetismo mesmo. De pessoas que não sabem ler e reproduzem como autômatos todos e quaisquer termos que exalam moralidade.

Ótimo que alguma mobilização seja contra a corrupção, ótimo que seja contra tudo que é considerado errado. A nossa sociedade precisa realmente ser depurada!

Também é importante lembrar que a qualidade dos resultados depende da qualidade dos procedimentos.

Ninguém é apartidário, todos apoiam algum interesse e num país analfabetizado tal apoio se dá pela omissão.

E se o Poder Legislativo não representa o Povo, no mínimo, representa a omissão do Povo e a desmoralização que se faz do Parlamento é o procedimento de quem pretende instalar um governo totalitário.

O Poder Legislativo é um instrumento muito sofisticado de expressão democrática que ainda não atingiu a sua plenitude por falta e educação.

E todo movimento que se precipita num projeto de poder totalitarista possui na Agenda uma Educação precária (soldados não faltam para isso, com uma legião de professores descompromissados e débeis esquerdizantes), desmoralização do Parlamento (apologia ao voto nulo) e claro, dizer que a moralidade se encontra em todos os lugares exceto no meio político.

Logo, logo queimarão livros, como já registrou a História em contextos semelhantes. Ou de modo mais sutil, mutila-se o tempo de máxima energia e das descobertas com leituras obrigatórias idiotizantes.

Infelizmente, somos um País sem cultivo da própria História, de Povo analfabetizado. Isto mesmo, o nosso analfabetismo não é uma deficiência e sim uma degeneração realizada por um exército de inocentes úteis, que são os professores. Engana-se quem atribui ao Governo as mazelas da Educação. São os professores frustrados, individualistas, endividados que com a amargura dos derrotados e desiludidos que não possuem a generosidade necessária para construir uma Nação porque isto corresponde com o sucesso das novas gerações.

Quem se intitula apartidário trabalha a favor de um partido desconhecido e covarde porque não se pronuncia.

Quem se intitula apartidário é o maior corrupto de todos porque se omite e se esconde na falta de compromisso.

Quem se intitula apartidário é um analfabeto, sobretudo, político!

Porque somente dentro dos partidos poderemos limpar o Parlamento e todo Poder Público dos maus políticos. A eleição é apenas um concurso e como todo concurso não vence o melhor, apenas um dos inscritos.

Se você quiser realmente fazer a diferença, inscreva-se!


Hy Ho!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A areia da ampulheta

Política é puro engenho!

E a simples alternância de Poder é apenas a areia caindo de um lado para o outro dentro de uma ampulheta.

Estar por cima ou por por baixo não faz diferença: a areia é a mesma e tudo vai seguindo o fluxo.

Fazer um catadão de última hora pra dizer que todos estão unidos contra um, além de subestimar o povo é jogar para perder.

Se a eleição fica polarizada entre um grupo coeso que já administra a cidade há 3 mandatos e um grupo arregimentado na véspera, que mais parece uma farofa, é claro que o Povo vai escolher quem já está na Prefeitura.

Essa farofa exala um aroma de oportunismo e o Povo compreende que administrar uma cidade não é tarefa para aventureiros.

Quem realmente quer conquistar a Prefeitura deve fazer uma trabalho de alternativa de Poder e não apenas de simples alternância. Por que o que diferencia uma de outro é o modo de fazer as coisas e não a cor das bandeiras que incomodam os transeuntes durante a eleição.

Quando o eleitor vê no mesmo santinho a promessa de renovação, "o nome novo", ao lado de um dinossauro a resposta é imediata : pronto, é tudo farinha do mesmo saco!

O "nome novo" deve ser um nome sem mácula, mas isso é confundido com uma figura desconhecida, que no fim das contas leva a derrota, é mais do que claro!

Se o ditado "quem não te conhece que te compre" é infalível na outra ponta é fato que ninguém aposta no desconhecido por causa da oratória e do figurino Vulgo Boss.

Há uma percepção antiga e equivocada de que o Povo é trouxa, mas se engana que pensa assim!

O tempo passa e vemos o mesmo objeto uma hora de cabeça erguida e altivo e depois de pernas pro ar, plantando bananeiras!

O Povo ri para não chorar, mas as lágrimas do Povo ainda são pelas mesmas mazelas e motivos que logo rompe a clepsidra e lavará as cavalariças de Augias!

Hy Ho!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Muito Além do Jardim

"A Economia é o motor da História"

Foi Marx que disse isso!

Quer dizer que a esquerda sempre soube o valor do dinheiro!

E o dinheiro faz campanha eleitoral...

e quem investe dinheiro quer retorno!

De onde vem o dinheiro?

Do empreendedor, ora pois!

Então? Quem gosta de dinheiro vai perder tempo cuidando de uma cidade se seus negócios podem prosperar em várias?

Lugar de empreededor não é no Poder Público, até porque se os negócios prosperarem o devotado cidadão no auge de seu dever cívico de administrar a cidade poderá ser suspeito de ilícitos!

Melhor deixar os burocratas para administrar a cidade e com alguns expedientes simples manter o monopólio ou oligopólio dos patrocinadores.

Para ser o melhor prefeito de todos os tempos precisa muito? Não, apenas algumas pracinhas e jargões do tipo "nunca antes na história desta cidade".

Vamos considerar os investimentos declarados no último pleito:

Um prefeiturável investiu R$ 719. 916;

Outro prefeiturável investiu R$ 701.236 e

Outro prefeiturável investiu R$ 314. 685 !

Tanto dinheiro por amor a Jacareí ?

Foco: Jacareí é uma cidade que possui uma receita própria de R$ 300 milhões por ano mais os repasses do governo estadual e federal chega aos seus R$ 640 milhões.


O candidato pouco tira do próprio bolso e, muitas vezes, nada!

Com isso podemos perceber uma vassalagem e dessa vassalagem resulta a capilaridade do Poder.

Com tantos interesses em jogo por que brigarmos uns com outros? Não faz sentido!

Melhor fazer assim: quer tiver maior capilaridade vai ter maior alcance e então vamos limpar o caminho.

A gente ganha dinheiro e você fecha a livre iniciativa e a livre concorrência...a gente ocupa candidaturas com um pacotão de alianças, cooptando legendas, para reduzir riscos!

Na boa, quem quer ser prefeito de uma cidade com 200 mil habitantes não precisa gastar tanto dinheiro!

Ou você possui um histórico que confirma a sua competência ou não possui!

Se ninguém conhece o indivíduo o que leva um partido sério a indicar tal nome?

Que raio de cidade é essa que não conhece os possíveis mandatários?


Será necessário tanto investimento para convencer algum eleitor?

Será que os nomes indicados para o rodeio possuem ressonância na população?

Estas reflexões estão muito além do jardim!

Se a Economia é o motor da História o que eu entendo é que de acordo com toda História já conhecida: quanto maior o Poder mais distante da linha de fogo e para ser anônimo e protegido num confortável bunker é necessário muito dinheiro e ganha-se muito dinheiro sabotando talentos e a Economia!





Hy Ho!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A união desfaz a força

Em política há apenas uma força: opções!

É constante a queixa de todos sobre a falta de correspondência dos politcos aos anseios da população.

A população é muito segmentada, eu sei! E é justamente por isso que a união que tanto se apregoa é inviável. Água e óleo, areia e farofa ou torresmo fritado em gordura de peixe!

A receita é ceder, mas ninguém está afim de ceder nada! Quando dois se acertam é porque retiram de um terceiro, às vezes desavisado, às vezes impotente, às vezes acomodado!

Às vezes eu fico pensando: quanto menos união melhor! Porque quando se unem segmentos tão díspares alguma coisa pode estar errada. O saldo comum não atende a todos e os líderes acabam desfrutando sozinhos. Daí, a distância entre representantes e representados.

Ao passo que se ninguém se unisse, e a livre concorrência fosse a tônica de uma eleição, todos deveriam mostrar o seu valor para convencerem os eleitores.

Do jeito que é atualmente, o que vejo são os líderes se acertando e antecipando resultados.

Com mais candidatos tanto ao Executivo quanto ao Legislativo teríamos mais opções de toda natureza. Atitudes, esclarecimentos e compromissos. A disposição destes elementos numa paleta faz toda diferença.

Como se diz: o que distingue o veneno do remédio é a dosagem!

Entendo que existe união demais! Isto é, no mínimo, desagradável.

A razão da diversidade em política é para permitir a alternativa de poder e não somente a alternância de poder.

Numa cidade em que tudo é prioridade não mais importa o que fazer. Tudo é "pra ontem"!

Num cenário desolador o modo de fazer pode ser um alento.

Como haverá mudanças se ninguém possui autonomia?

Como haverá mudanças se ninguém confia nas parcerias?

Como haverá mudanças se o que regula as relações é a sabotagem?

Como haverá mudanças se a fragmentação mina resultados?

Como haverá mudanças se a falta de resultados promove a sensação de impotência?

Como haverá mudanças se são rompidos os laços de solidariedade?

Um grupo pequeno e coeso vale muito mais do que um gigante sem destreza!

Se houvesse vários grupos pequenos e assertivos para escolhermos dentre eles o melhor ou o mais adequado com a Agenda do Município seria a solução, mas não é este o expediente de nossas lideranças políticas!


Dois mil e doze será dois mil e dose!



Hy Ho!

o ovo da pata - alfabetize seu filho em casa

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Estado Burocrático por Direito

Se só a antropofagia nos une podemos dizer que só a omissão nos pune!

Reclamamos , mas não participamos!

As decisões políticas não são as melhores? Depende: se o Direito é de quem reclama as Leis são de quem legisla!

Participar é o início, o fim e o meio em Política e a falta de participação promove distorções de qualquer natureza.

É muito comum, num ímpeto "anarquista", ser contra o Estado e considerarmos chique sentirmos ogeriza a qualquer coisa organizada, porque tudo que é organizado é opressor.

Esquecemos, ou mesmo nunca tivemos chance de saber, que o Estado é uma ferramenta de Poder e não o próprio Poder.

O Estado enquanto ferramenta não é bom nem ruim, neutralidade característica de toda ferramenta porque toda ferramenta é amoral e como tudo que é amoral se confunde com imoralidade de seus usuários. E é complicado dizer o que é imoral se não sabemos o que é moral.

Sem querer dar lições de moral (longe de mim esta pretensão) basta lembrar que moral é um conjunto de hábitos e costumes e, independente das prescrições, que muitas vezes não observamos, precisamos refletir sobre o modo que estamos acostumados a agir e se tais atitudes prejudicam ou não a sociedade!

Compreendendo que o Estado é apenas uma expressão de Poder e não o próprio Poder nos cabe questionar o que é o Poder, onde ele está e quem o exerce! Creio eu que esta é a maior investigação que alguém comprometido com a liberdade pode fazer!

A Burocracia também é apenas uma ferramenta administrativa que, por comodismo ou conveniência, é confundida com a própria administração.

A burocracia define responsabilidades e existe para mostrar quem responde por este ou aquele ato administrativo ou função. O desvio da ferramenta é o que nos lesa e aborrece!

E por sua vez, o Direito é uma ferramenta da Justiça e nunca a própria Justiça!

O Direito é a garantia de contestação. Diretrizes e procedimentos para se defender de prejuízos ou repará-los. As origens de tais prejuízos? Abusos e expedientes escusos que estabelecem a assimetria de Poder.

Pelo nosso distanciamento comumente nos equivocamos entre formas e conteúdos!

Estado, Burocracia, Direito, Administração, Justiça e Liberdade são apenas formas e o conteúdo delas somos nós mesmos.

Somos condenados pela nossa própria omissão!

Participar exige coragem porque os interesses acomodados farão pressão para afastar qualquer desconforto ou "transgressor"!

Como também não existe nenhuma contestação sem coragem ou Justiça sem desagradar as duas partes de um litígio!

Quem disse que as coisas são ruins como estão?

Você?

Bom, porém sem sua participação nada mudará!

Falta interesse ou coragem para participar?


Quer saber?


Azar seu!




Hy Ho!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Menos é mas!

A maior deficiência de nossa Democracia é a baixa participação nos partidos!

Parece que não aprendemos ou não queremos aprender!

Claro, não há interesse nenhum dos caciques dos partidos nessa participação.

Menos filiados significa menos cobrança de ações partidárias;

Menos ações partidárias faz do partido, mesmo que seja grande notoriedade, praticamente invisível;

Menos visibilidade faz do partido um balcão de assuntos sigilosos!

Com ninguém para cobrar coerência pode-se compor uma chapa de vereadores subserviente aos interesses dos financiadores de campanha!

E depois de a chapa formada de acordo com os critérios e conveniências da cúpula nada mais o eleitor pode fazer a não ser escolher um dos que foram oferecidos.

A urna é tarde demais!

O que nos falta entender é que o partido, embora composto por pessoas, deve ser uma instituição impessoal! É um colegiado formado por pessoas afins e com programas e diretrizes que cumprem a função de cratas - convite!

Um colegiado que tem o dever de instruir o membro com as ferramentas políticas adequadas ao Regime Democrático de Direito. Deve ser o microcosmo do colegiado maior que são as Casas Legislativas.

A falta de prática e experiência em um ambiente colaborador diexa de fortalecer a autoconfiança e habilidade do membro do partido em diversos fórins de discussão tais como conselhos de escola, de várias pastas do Município, como o da Saúde, e de associações ou agremiações.

Disto decorrem todos os vícios da política que nos incomodam: a concentração de Poder, autoritarismo, a falta de transparência e decisões que prejudicam nossa qualidade de vida!

Menos participação nos partidos significa também menos candidatos ao Poder Executivo!

No que isto é nocivo?

No mínimo, a falta de opções para escolher o melhor e deste desdobramento a perda do Poder de decisão do eleitor!

Matematicamente é importante pulverizar o voto porque a pressão dos candidatos para nos convencer de sua "excelência" (já que o eleito ostentará este pronome de tratamento por 4 anos) é muito maior.

Ser o melhor entre 3 candidatos, se olharmos de perto, não é tão nobre assim! Porque sempre há o risco acordos de gaveta sobre a 3° via!

Mas imagine o zelo que terá pelo mandato um prefeito eleito entre 20 candidatos, que é o número de partidos registrados em nosso Município.

E isto sanearia o Poder Público dissolvendo o tumor do fisiologismo enraizado há mileanos na máquina administrativa!

Partidos vazios dá nisso:

Sempre menos opções!

Quer dizer, em Política menos é sempre menos, mas...



Hy Ho!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A eleição e seus rodeios

Brincadeirinha cruel esta de rodeios, não é?

Mas para muitas pessoas isso não é brincadeira: é esporte, lazer, cultura e economia!

É um grande negócio e um espetáculo, de horrores para uns e de muita diversão para outros!

Digamos com certa ingenuidade e singela apesar da testosterona e vaidade em jogo: um folguedo simples!

Precisamos de um touro (um vencido), um peão (vencedor) e para garantir a vitória do peão: um salva-vidas. Afinal, é só uma brincadeira e ninguém quer que alguém se machuque.

Isto mesmo, o palhaço de rodeio! Discreto, mas imprescindível neste conjunto.

Arquibancada cheia,

- olha o pão com linguiça - e o touro pula,

- cervejinha gelada...

- Bem, acho que este chapeu combina com aquela outra minha bota...

- 5 segundos já, será que ele é o novo campeão?

- eu naquela pick up...ninguém me segura!

Arena lotada, feira fervilhando, desfile da Rainha do Rodeio e comitiva bem coreografada congestionando a faixa de pedestre!

Santinho pra cá, bandeiras pra lá enroscando nos motocilistas!

- O quê? - não consigo ouvir -, qual o tamanho?

Para prefeito vote no Engomadinho...ele é preparado, cheirosinho e barba feita! Jacareí se transformará! Passa o carro de som com jingles ensurdecedores.

Já compartilhei algumas reflexões sobre a composição do Poder Legislativo, mas como a Câmara ainda não passa de um cartório que homologa os arbítrios da Prefeitura é muito bom darmos um espiadinha no Poder Executivo!

Em uma democracia, mesmo que imberbe, se temos mais de 20 partidos registrados na cidade, por que não vemos mais do 3 candidatos a Prefeito em todas as eleições?

Por que quanto mais candidatos, maior será o poder do Povo e volto a dizer da deficiência de nossos partidos. Enquanto estiverem vazios não mudaremos de cenário.

O candidato com eleitorado fidelizado, infelizmente, é a Abstenção na faixa de 20% de preferência. Sim, concordo, um grande diagnóstico de que nenhum dos candidatos oferecidos corresponde às expectativas do Povo ou lhe transmite confiança!

Vejamos o 1° prefeiturável.

Sucessor do atual prefeito, quando não o próprio tentando a reeleição.

Há um certo fatalismo de que, por pior que seja, ele será reconduzido. De perto vemos que tá tudo acomodado já. Além dos comissionados, as terceirizadas contratadas e o planejamento a médio e longo prazo das empresas. Existe uma corte que jamais quer largar o osso.

Mocinho do espetáculo, todos torcem pra ele: é o peão!



Vejamos o 2° prefeiturável.

Bufa daqui, esperneia dali, levanta a poeira e apresenta dossiês: é o touro!

Será vencido e de consolação cobrirá algumas vaquinhas de úberes fartos.



O 3° prefeiturável?

Só a cara e a roupa que são de palhaço!

O salva-vidas vale o quanto pesa!

Distrai o touro, diverte a plateia e termina por último com um sorriso largo e com tanta gente sem entender toda essa alegria!


O que se ganha?

Difícil dizer, mas é sabido que ninguém entra na brincadeira para perder!

De quatro em quatro anos divulgar a loja? Sem gastar com isso? Apenas dando tchauzinhos e, o mais importante, impedindo que outros com muita vontade de ganhar ocupem a candidatura!

Tudo continua na mesma e a oligarquia vigente permenece feliz!

Simples assim e sem rodeios!



Hy Ho!

domingo, 28 de agosto de 2011

Dona Geuda

Porta-estandarte
de um Bloco singelo
Espírito livre e altivo
Do Morro de Madureira

Pairou como águia
sobre a cidade-bebê do Planalto
Abraçou tanto a terra como o asfalto
E voltou com dois poemas

Em Jacareí os revisou
lhes acrescentando novas palavras
Apagou desaforos sem abusar da borracha
Se redimiu dos excessos de zelo
ao não permitir que birras de criança
se transformassem em mágoas

Última estrela da trupe alemã,
cantou com voz doce
os conselhos da mãe trapezista:
" Fiquem atentos aos pequenos gestos
porque não há neste mundo
um trapézio mais exigente do que a vida"

Num momento a luz se apaga
A plateia se esvazia
O circo pega a estrada
Mas nos deixa uma pequena relíquia

Um cartaz colorido
com o nome dos artistas:
Werther, Walter,
Ilka e

Geuda.



Hy Ho!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Harmonia e Movimento

Harmonia : relações simultâneas.










O que há por aí?






Qual o tanto de cada coisa?

Como as coisas se encaixam?






Temos o Povo e sua diversidade de opiniões, os Partidos Políticos com seus programas e diretrizes e as Legislaturas.







No que se refere à Câmara Municipal a primeira relação simultânea são os parlamentares de uma dada Legislatura que se agrupam em Bancadas que se caracteriam como sustentação ou oposição.






Claro que quando se fala em Harmonia precisamos lembrar dos momentos de Tensão e Repouso.






Além da composição interna a relação mais confusa para o Povo é entre os Poderes Legislativo e Executivo.






Em Jacareí, como já disseram os jovens na reunião da Juventude Democratas de Jacareí, a Câmara da cidade não passa de um cartório que homologa as decisões da Prefeitura!






Em uma cidade heterogênea como a nossa com 220 mil habitantes há a sobreposição de gerações e fico feliz com a percepção precoce de nossos jovens!






Seria de grande riqueza para Jacareí se a Câmara fosse altiva em vez de submissa!






Enquanto houver submissão do Legislativo é impossível qualquer contribuição relevante para o Município. Porque de nada adianta termos 13 cabeças se não houver um leque de opiniões!





A Câmara é a voz da população e aponta o Destino da Cidade. Composta por 13 vereadores para expressar a síntese com respeito à diversidade.





O Poder Legislativo colhe os anseios do Povo e os condensa. É o campo da abstração, a Imaginação no Poder!





O Poder Executivo, por sua vez, cuida do presente. Gerencia os serviços e zela pela qualidade dos atendimentos.













Movimento: relações sucessivas.









De onde estão vindo os tomates?





Que rumo tomará esta conversa toda?





O a priori e o a posteriori das coisas!









Muitos não querem pensar sobre isto e faz o estilo "fecha o olho e pé na tábua" ou "deixa como está pra ver no que é que dá"





Com um mínimo de observação, podemos interferir no rumo das coisas e entender as condições e circunstâncias que permitiram tudo ser como é.





Com interese pela História podemos evitar os eros do passado. Isto é muito bom, isto economiza esforços, isto é Tecnologia!




O novelo da História pode rolar pra trás e para frente, acreditando-se na lei no eterno retorno!




Basicamente, fatores semelhantes combinados resultam em resultados semelhantes, claro, considerando variáveis relevantes. Porque cada Tempo e Espaço alteram qualquer artifício, mas algumas podemos antecipar. As enchentes, por exemplo!







Voltando ao nosso tema político jacareiense!







1° movimento




Tivemos 205 candidatos a vereador divididos e concentrados em 3 vias, isto é, 3 candidatos majoritários a Prefeito.




As 13 cadeiras do Legislativo local foram preenchidas com 6 candidatos da sustentação do Prefeito eleito, portanto minoria e entre os demais 7 vereadores, 5 formavam a 2° via e 2 a 3° via.




Era uma Câmara com maioria de oposição, que elegeu como Presidente da Mesa Diretora um vereador da 3° via.




Felizes e coesos, em pouco tempo um vereador da 2° via se debanda para a sustentação e vira a mesa!




Quais os charmes e elegâncias do Executivo?




Lembra daquela Harmonia? Já não é a mesma!







2° movimento







Dos 13 vereadores eleitos temos:







2 com 5 mandatos.




1 com 4 mandatos




2 com 3 mandatos




4 com 2 mandatos




4 com 1 mandato







Destes no 1° mandato temos:







1 vereador que já foi Prefeito de Jacareí




1 que já foi suplente de vereador




2 que já foram candidatos 1 vez




1 que foi candidato pela 1° vez e eleito de prima (este sou eu, Dario BURRO)







O que podemos apreciar deste cenário é que os vereadores mais antigos possuem mais acordos para cumprir e quanto mais tempo de Casa maior o vínculo com os membros da Casa.




Quanto aos mais novos, nem tudo é novidade.




Um dos vereadores de 1° Legislatura efetiva é filho de um vereador que ocupou o Palácio da Liberdade por 6 mandatos, isto é, não deixa de ser uma espécie de Príncipe Herdeiro.

Então, muito do que parece NOVO não é novo!

Aliás, em Jacareí isto é muito comum: O NOVO já nasce encardido!





3° movimento


Os vereadores antigos são os que mais erram!

Talvez pela confiança que eles tem e do desgaste natural.

Conscientes do valor da imagem, vivem fazendo projetos de lei inconstituicionais para serem apelativos e serem notícias.

Conclusão: dificilmente ensinam algo produtivo para os mais novos.



4° movimento


As iniciativas políticas são restritas para atender os interesses dos financiadores da Campanha Eleitoral.

Uma coisa complicada de entender é que quem tem mais tempo de mandato faz a campanha mais cara!

Creio que seja fora de propósito porque quem tem maior visibilidade é mais conhecido e por isso não precisa sujar ta cidade com os santinhos.

É notável a participação das construtoras e atividades do ramo imobiliário nas doações de campanha eleitoral.


5° movimento


Cada vez mais os Partidos Políticos de vocação burocrática estão assumindo o Poder Executivo Municipal e deixam os empreendedores cuidando dos próprios negócios.

Cada vez mais sem diferenças ideológicas entre os Partidos Políticos decorre a distribuição de Poder com a oferta de "cabides" no setor público e contratações do setor privado para prestar serviços para o Poder Público. (Isto é, devolução dos investimentos de campanha eleitoral.



6° movimento

Todo esforço dos "cabeças" do "sistema" é de antecipar a composição do Poder Legislativo para manter a submissão ao Poder Executivo!

Tudo bem arrumadinho, até parece que existe apenas um Partido Político na cidade!

Cujos mandatários não estão dentro do Poder Público.

As Autoridades são quem menos decidem!



7° movimento


Se houver soluções dos problemas os Povo perceberá a movimentação política, identificará os agentes e reconhecerá as motivações.

Daí fica difícil levar tudo com a barriga!

Enquanto houver falta de atendimento na Saúde a população continua distraída com o que lhe é mais sagrado: a própria vida ou de entes queridos!



8° movimento

Os esforços de quem usufrui do Fisiologismo é deixar tudo ruim como está!

Engana-se quem diz que os políticos não trabalham. Eles trabalham, e muito, porém, é para manter os problemas!

Porque espontaneamente as coisas se resolvem e as soluções aparecem!


Hy Ho!

Discutindo a Relação

Ordem e Progresso!


Dístico do Positivismo desenvolvido por Auguste Comte e divisa de nosso pavilhão nacional.

Fui solene por pura solenidade e por uma leve intuição de que o tema merece.

A palavra Ordem está um tanto quanto desgastada. Foi justificativa do autoritarismo e agredida pelos exaltados pela Liberdade. Ficou turva ao sabor das conveniências.

A palavra Progresso também padeceu, talvez por estar ao lado da palavra Ordem, e como se diz: me diga com quem tu andas que eu te direi quem és!

O desgaste dos termos e dos conceitos é caso de grande aflição porque precisamos sempre renovar palavras para mantermos o significado de ótimas e velhas ideias.



Prefiro chamar Ordem de Harmonia e Progresso de Movimento.



Porque, de acordo com Comte, a Ordem é a relação das coisas simultâneas, isto é, como as coisas estão dispostas ao mesmo tempo, portanto, Harmonia e Progresso é a relação das coisas sucessivas, isto é, as coisas que acontecem em decorrência de outras, portanto,Movimento.





Hy Ho!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Legislatura e Alta Costura

Qual é a tendência do outono-inverno?

A cores cítricas predominarão novamente na primvera-verão?

A criatividade é sempre assim: entre as pressões da indústria e do apelo popular.

Cada geração imprime a sua marca e a Legislatura risca, corta e cose o tecido social.

A composição pode ser esteticamente harmoniosa ou não com a soma de cores, texturas e acessórios, mas a contingência de se usar o vestuário exige soluções imediatistas e os aspectos que ultrapassam a função do agasalho e do pudor torna-se privilégio de poucos.

Em Jacareí, interior de São Paulo-Brasil, a Câmara Municipal é composta por 13 parlamentares que representam 6 Partidos Políticos diferentes, sendo: 4 vereadores do PT (Partidos dos Trabalhadores), 3 do DEM (Democratas), 2 do PPS (Partido Popular Socialista), 2 do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), 1 do PR (Partido da República) e 1 do PDT (Partido Democrático Trabalhista) que se dividem em 7 vereadores na sustentação ao Prefeito e 6 na oposição.

Quando há maioria na sustentação vemos que, na prática, a Câmara Municipal funciona apenas como um cartório que chancela as decisões do Executivo e a oposição precisa ser perseverante no desenvolvimento de uma alternativa de Poder.

Se os satisfeitos estão acomodados dentro da PANELA cabe à oposição, trincheira dos insatisfeitos, manter o FOGO aceso e nesta fornalha dar ao calor funções produtivas de formação política e esclarecimento.

Conscientes da importância do Poder Legislativo é extremamente importante evitarmos cair na vala comum do conflito simplista da turminha da rua de cima contra a turminha da rua de baixo. Para isso, precisamos de maestria ao oferecer as cores e os tons adequados para atendermos as motivações utilitárias, estéticas e éticas.



A semelhança entre Legislatura e Alta Costura é inspirada no fato de que o valor destas duas coisas resulta da intimidade e por isso são desprezadas ou desdenhadas pela maioria das pessoas. Atarefadas com o redemoinho do cotidiano, elas consideram fúteis ou até mesmo inúteis tais instituições, porém não imaginam o impacto direto ou indireto das decisões de cúpula ou quando imaginam fantasiam sobre dados também fictícios; exatamente pela falta de intimidade.

Juízos de valores à parte, é bom entendermos que no processo do atelier às passarelas passamos pela Personalidade do Autor, da Caixa de Ferramentas que é a equipe, da Oficina que é a bancada e da Grand Maison que são as Comissões Temáticas.







Personalidade




Embora o candidato seja portador de um número que digitamos na Urna Eletrônica no momento da eleição não é apenas um número que queremos que ajude a decidir o destino de nossa cidade.



Ninguém é eleito só para fazer número e dentre tantos notáveis há um de nossa preferência porque possui atitude, esclarecimento e outras qualidades com as quais nos identificamos.



Talvez não seja exato dizer que os parlamentares eleitos sejam o retrato fiel da população, mas é impossível negar que eles sejam a síntese da nossa mentalidade.



A Personalidade é essencial em uma representação e o fator de maior importância na solidão das decisões. Provém daí a relação de confiança e de procuração, de decisões delegadas.



O indivíduo é o território da dimensão ética e nada mais apropriado para expressar tal ideia do que a frase de Ghandi quando diz que devemos ser a mudança que queremos ver no mundo.



Decepcionados na maioria das vezes, ainda esperamos dar a procuração para representantes mais esclarecidos que nós, mais corajosos, mais sensatos e de boa vontade.



O erro pode partir disto: o de idealizarmos demais e de esperarmos alguém melhor do que nós. Com tamanha auto desvalorização dificilmente saberemos o que seja melhor.



Por queremos demais alguém que nos inspire e seja de modelo dixamos de contribuir e nos acomodamos como clientes mal atendidos.



Seria muito saudável ao atribuirmos o posto de Autor para alguém que nãos abríssemos mão de sermos Co-autores.







Gabinete



É a equipe de cada parlamentar e quem filtra seus contatos e organiza a sua Agenda, isto é a grande Caixa de Ferramentas com talentos distintos com agulhas, linhas, moldes, crayon embora o assessor mais conhecido seja o que faz as vezes de tesoura.



É a equipe de gabinete que dá forma ao trabalho do parlamentar e quando bem selecionada ajuda a promover influência e inspirar a Sociedade com a presteza dos gestos, acuidade das falas e brilho das ideias.







Bancada



Um Partido organizado raramente elege apenas um parlamentar e quando temos dois vereadores do mesmo Partido temos uma bancada.



Sendo a soma de duas ou mais Personalidades o resultado será, como diz Aristóteles, maior do que a soma das partes. muitas vezes combinando alguém de segunda ou terceira Legislatura com alguém recém-chegado.



A boa mistura da serenidade dos mais experientes e a intrepidez da renovação eleva ânimos e movimenta os diálogos e discussões deixando ao mais antigo emocionante terefa de apagar os incêndios provocados pelos inexperientes.



A coesão do bloco resulta da solidariedade em defender ameaças e agressões comuns e, querendo ou não, o fruto do trabalho é coletivo mesmo que um faça mais do que o outro ou mesmo com entendimentos diversos.



Se há harmonia? Onde impera a vaidade a harmonia é uma dádiva caprichosa, mas acontece!



Porque a necessidade é a mãe da humildade!







Comissões Temáticas



O que dizer de uma tema como a Saúde?



Farto em legislação municipal, estadual e federal, além da complexidade técnica?



De algo tão abstrato como a Educação e de consequências extraordinariamente concretas e que consome 25% da receita própria do município por força de dispositivo constitucional.



Questões de ordenamento jurídico e constitucional.



O próprio Orçamento Municipal e o chassis da cidade: o Urbanismo.



Assuntos gigantes para uma só pessoa e por isso desastroso não compartilhar imensa tarefa com outras vozes. Apesar da incansável tentativa de concentração de Poder por alguns. E na ausência de Personalidades de muitos ficam os temas essenciais na mão de poucos e o pior porque pela grandeza dos assuntos sobrecarregar os afoitos - via de regra - ficam sem apreciações.



Daí vale a máxima do não fazer e não deixar ninguém fazer.



Vários projetos de lei precisam ser apreciados por mais de uma Comissão Temática e infelizmente acabam tendo somente a burocracia cumprida com pareceres pró-formas, porém sem contribuição ou cuidado dos parlamentares (para registrar um fenômeno local).



Uma pena porque é no momento em que o projeto passa pelas Comissões é que teríamos a contribuição serena e apurada das diversas vozes. Em suma o próprio fazer do Legislador e a sua razão de existir.



Os vereadores desprezam as Comissões por se acreditar, de modo equivocado, que seja o Plenário, a simples manisfestação do favorável ou contrário, o todo de suas responsabilidades quanto às leis juntamente com a apresentação de proposituras de datas comemorativas ou denominações de próprios públicos.



O desprezo pelas Comissões reflete o desprezo pela própria Democracia. Porque tal desprezo revela a exarcebação da existência de uma maioria.







Hy Ho!






sexta-feira, 15 de julho de 2011

Partidos são varandas

Pouco se sabe ou pouco se fala da importância dos Partidos Políticos.

À primeira vista, temos uma sensação desagradável de que os partidos não servem pra nada!

Muitos são, de fato, legendas de aluguel e preencidos por oportunistas. É comum vê-los parasitados por grupos de interesses mesquinhos.

E quando me refiro à legenda de aluguel não falo apenas de Partidos pequenos, também há grandes Partidos que se sujeitam a este papel pouco louvável.

Bom, vejo que as agremiações são desqualificadas porque inevitavelmente estão nas mãos de quaisquer uns e, consequentemente, acontece de se fazer qualquer coisa de qualquer jeito para fingir que alguma coisa - não importa o quê - esteja acontecendo.

Transcendendo o que infelizmente constatamos desta fatalidade precisamos superar o tom fatalista e assumir a responsabilidade sobre os acontecimentos.

Antes de tudo, compreendo que as coisas são como são devido a nossa omissão e despreparo.

Os Partidos Políticos são ferramentas de representação e são peças fundamentais da regra do jogo. Está lá em nossa Constituição Federal a exigência de se estar filiado a algum Partido para concorrer a um cargo público eletivo.

Se considerarmos a Câmara e a Prefeitura como as Casas que gerenciam o Destino da cidade podemos atribuir aos Partido Políticos a figura de varandas, por serem o espaço entre as Casas e a Rua.

Faço uma distinção entre a função das duas Casas. Enquanto a Prefeitura cuida de tarefas diárias, ou seja, do tempo Presente, a Câmara por sua vez cuida do tempo Futuro, imaginando a cidade que queremos e dando condições para que a recebamos sem traumas ou trantornos.

Porém, é inadimissível cumprir tais tarefas sem ouvir e ser sensível às vozes da Rua.

Daí, cabe aos Partidos promoverem esta contiguidade como varanda, soleira, terraço, alpendre - conforme às suas molduras mais populares ou aristocráticas -com as respectivas Casas, que a rigor, são de toda população.

Os Partidos podem ser dividos em 4 partes: Ações Partidárias, Executiva e Diretórios, Diretrizes e Candidatos.


Ações Partidárias

São as partes porosas do Partido e cumprem a função de convidar talentos e despertar filiações.

Juventude, Mulheres - e recentemente na Ordem do Dia - Meio Ambiente são exemplos clássicos de ações partidárias. Dependendo do grau de organização podemos ver ações bastante pontuais e específicas. O que vale dizer é que as ações são infinitas e de acordo com a visão, interesse e disposição do Partido.

O que percebemos, e com tristeza, é a falta de compromisso da maioria dos partidos com os temas da Sociedade, por isso tantas legendas inexpressivas.


Executiva e Diretórios

São instâncias que revelam a organização e maturidade do Partido, sendo que, principalmente em Jacareí, dos 21 Partidos registrados apenas 4 possuem Diretórios, os demais vão empurrando com a barriga, isto é, Comissões Provisórias.

O Diretório é uma colégio amplo de filiados mais assíduos que participam das deliberações dentro do projeto partidário e político da cidade. Como é constituído por membros mais interessados e atuantes o Diretório apresenta pessoas marcantes e com o aço da espada temperado pelo calor de várias pelejas internas ou externas.

Com pessoas de convicções declaradas e bandeiras bem definidas, o Diretório é o celeiro de candidaturas tanto ao Poder Legislativo quanto ao Poder Executivo.

A Executiva de um Partido cuida da burocracia, porém é dado valor excessivo como expressão de poder a um órgão, que na verdade, dispensada a afetação, tem a imprescidível tarefa de prestar serviços como filiações, redação das atas de reuniões, convocações de reuniões, contabilidade e registros de candidaturas.

Uma vez que a Campanha Eleitoral nem sempre é incumbência da Executiva cabe ao Comitê Eleitoral elaborar e aplicar estratégias numa atividade que exige habilidades diversas e experiências específicas.


Diretrizes

São documentos que perfilam o Partido e lhe dão coesão e coerência, criando unidade nacional e local.

Além do Estatuto há o Código de Ética, Manisfesto, Ideário e Resoluções.

As Diretrizes são a alma do Partido, a tradição, e como diz Chesterton em sua obra Ortodoxia, a tradição é como se os mortos participassem de um conselho. E porque dispensar a sabedoria dos que vieram antes, sobretudo, a respeito de coisas básicas e convivência, ainda mais quando há colaborações que quem conhece as privações por defender um ideal?


Candidatos

São os filiados mais populares e/ou mais compromissados com o Partido, ou pelos menos deveria.

São a vitrine, os mais notáveis, ou pelo menos deveria.

O que eu quero dizer é que havendo uma seleção de candidatos com critérios e compromisso com a população há o aumento de credibilidade do Partido.

Aliás, candidato é uma palavra que vem de cândida, com sentido de pureza, e é exatemente isto o que ocorre no período eleitoral porque o candidato é a pessoa com a tarefa de defender as ideias e propostas diante dos eleitores e da provocação e ruídos de outros Partidos.

Manter a pureza das Diretrizes e propostas do Partido nos discursos e nas ações é a maior missão de um candidato e principalmente - é o que todos esperam - depois de eleito.




Hy Ho!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Povo é Sopa

Por favor, continue lendo para evitar mal entendidos!

Fazer uma sopa não é nada fácil e esta comparação possui a finalidade de valorizar o Povo mais do que qualquer outra coisa. Uso esta imagem porque gostei muito de um filme dos irmãos Coen: O Brother, where art thou?, no Brasil : E, aí, meu irmão, cadê você? No mais, ver o filme é uma ótima pedida!

Muito se fala do Povo e muito o Povo fala da Política.

E, quando se fala de Política, o Povo entende Poder Executivo porque o Poder Executivo é o prestador de serviços.

Porém é o Poder Legislativo o seu porta-voz (do Povo), mas como temos uma Educação deficiente e ineficaz, fica-se o Legislativo como o porta-voz de súplicas e de esmolas e não como anunciador dos destinos da cidade.

Feitas as considerações iniciais, caminhemos para a ideia principal.

Divido o Povo em 4 grupos distintos, que possuem o mesmo peso qualitativo:

1) Insatisfeitos

2) Satisfeitos

3) Sociedade Civil Organizada

4) Indiferentes


E como se prepara uma sopa?

Com fogo, panela, água, legumes e temperos.


Fogo
As pessoas são despertadas para a Política pela insatisfação, antes disto, permanecem indiferentes.

Quando insatisfeitas se excpressam com raiva e, tal como o fogo, espalha a língua violentamente contra tudo. É uma chama sem controle que aumenta ou diminui conforme o tamanho da ofensa ou desatendimento.

Há uma grande desinformação promovida, por uma lado pelo comodismo em esperar que o poder Público seja o provedor e por outro lado pelos candidatos que, na busca do voto, falam demagogicamente aquilo o que o Povo quer ouvir.

É uma equação que nunca fechará enquanto o Povo não for esclarecido o suficiente para ser senhor do próprio destino.

Esta parte inflamada (flama= chama - com sentido de fogo - em latim) do Povo, que se incendeia nos momentos de imensa irritabilidade, equilibra e intimida as autoridades com o seu ardor.

Este grupo, mesmo quando discreto, possui grande impacto porque as suas queixas correm como um rastilho de pólvora ou, com o seu fervor, aquece o ambiente com o fogo brando.


Panela
A panela é a turma satisfeita, na maioria das vezes, os que estão pendurados no cabide da Prefeitura e, com toda justiça, há os que acreditam no projeto eleito e estão contentes.

São, com todo mérito, os que desfrutam do gosto da Vitória!

Costumam fechar o cerco e, sem porosidade, delimitam quem entra e quem sai do rol de beneficiados.



Pudera, não há espaço para todos! Por isso a importância de uma boa seleção. Este é o maior problema da Política: o de sempre descambar para o Fisiologismo.





Legumes e temperos


É a parte do Povo com identidade definida: tem cor, cheiro, volume, textura e riqueza narrativa.


Muitas vezes organizada e também com personalidade jurídica.


Neste grupo despontam as pessoas notáveis com prática de liderança e realizações em vários segmentos.





Água


O grupo dos indiferentes é o que participa como o grande Juiz, por incrível que pareça!


Eleitoralmente falando, é o que vota em quer lhe der na telha ou mesmo anula o voto ou se abstém.


De fato, de acordo com o meu entendimento, o grupo com maior Poder porque torna qualquer resultado imprevisível e aí está a beleza de ser um eterno aprendiz.


O descompromisso, vamos assim dizer, deste grupo abre o vazio em que os demais disputarão para preencher.


Formado por céticos, ingênuos, resignados, irônicos e debochados o grupo dos indiferentes é água onde dilui todos os esforços sinceros de alguns ou não tão sinceros de outros e determina o realidade da vida: a de ser plena por ser um enigma.






Hy Ho!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Legis Lar

A maioria das pessoas pensa que a Casa de Leis precisa produzir Leis com o frenesi de uma fábrica.

Claro, reflexo da mentalidade unidimensional do homem industrial em que prevalece a produtividade focada na quantidade.

Daí, uma grande distorção é o ranking de quem faz mais Leis: o mais produtivo. Digo distorção porque seria o mesmo que incendiar a cidade todo dia para medir o valor do trabalho dos bombeiros.

Não é de estranhar que é basicamente isso que acontece: não resolver os problemas para continuarem oferecendo as soluções, isto é, prolongar a doença para vender remédios.

Além do fato de que todo esforço preventivo não gera visibilidade para ninguém. Volto a dizer, enquanto o bombeiro evita o incêndio niguém lembra deles, mas se há fogo e pânico há notícias e burburinho por todo lado e um monte de ociosos querendo ver a tragédia; atrapalhando os bombeiros de executarem o trabalho.

No afã de produzir mais e ser o 1° do ranking há os que insistem em apresentar leis inconstitucionais. Sem peso na consciência, consomem o tempo precioso da tramitação de um projeto de lei, depois do departamento jurídico do Executivo e do nosso tão congestionado Judiciário. Tempo e dinheiro público perdido em leis suspensas por não respeitar a Constituição, seja Estadual ou Federal.

Triste, mas simples assim! O expediente do autor : "Produzo mais (mesmo sem qualidade!), saio mais vezes no jornal (no melhor estilo falem bem ou falem mal, mas falem de mim!).

A má formação? Primeiro vem de berço, depois passa pela péssima Educação oferecida e culmina com a nula convivência partidária - a última quando há.

Dentro da Casa de Leis? Os vícios dos Dinossauros.

Falta substância aos conceitos mais caros: leis, casa ou lar, conotando o Município!


Observando tais ocorrências percebi uma metodologia que poderia contribuir na elaboração de leis com mais qualidade e considerando a valorização do diálogo!


Uma boa lei resulta de um filtro e por isso exige pouco mais de tempo.


Há 4 etapas integradas, a saber:

1) Povo
Início, meio e fim de uma boa lei.

2) Partidos Políticos
Grupo que instrumentaliza algum tema e o representa apontando alternativas de Poder.

3) Legislatura
Tempo dedicado à representatividade e composição do parlamento.

4) Confecção da lei
Redação e apreciação dos projetos de lei.

Povo

1) Insatisfeitos
Pessoas não atendidas ou mal atendidas pelo Poder Público.

2) Satisfeitos
Pessoas atendidas.

3) Indiferentes
Pessoas que nada esperam do Poder Público.

4) Sociedade Civil Organizada
Coletivos formais e com Agendas definidas.


Partidos Políticos

1) Ações Partidárias
Ativismo e campanhas de filiação e adesão.

2) Executiva e Diretório
Organização e deliberações coletivas do Partido.

3) Diretrizes
Documentos que preservam a coerência das ações individuais e coletivas dos membros.

4) Candidatos
Grupo de notáveis.

Legislatura

1) Personalidade
Características do ocupante do cargo representativo e fórum íntimo.

2) Gabinete
Equipe de assessoria e confiança do legislador.

3) Bancada
Expressão coletiva do Partido dentro Parlamento.

4) Comissões Temáticas Permanentes
Contribuição proporcional da diversidade nos assuntos apresentados.

Confecção das Leis

1) Propositura
Apresentação do projeto de lei.

2) Ordenamento Jurídico
Considerações às leis maiores ou anteriores que regem a conduta dos trabalhos.

3) Plenário
Apreciação ampla e irrestrita de todos os parlamentares.

4) Leis
Determinação que diminui os conflitos da Sociedade.


Havendo o zelo por este processo de filtração das questões levantadas com o diálogo institucional de todos os interessados, não há motivos para confusão.

É imprescindível zelar pelos procedimentos porque eles interferem diretamente nos resultados.

Solicita um pouco mais de tempo e compreensão, por isso, talves, poucos adeptos!


Oportunismos e modismos não podem esperar!



Hy Ho!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Diluindo o Poder Absoluto

Um grande erro é imaginarmos que todos sabem a importância do Poder Legislativo.

Vejo semelhança entre este tema com tantos outros do cotidiano em que todos deixam de perguntar por vergonha de assumir o que ainda desconhece.

Permanece os equívocos de quem repete coisas vagas com maior convicção.

A origem e fim do Poder Legislativo é diluir o Poder Absoluto e ao consultar um Colegiado a esperança de que menos pessoas sejam orpimidas por decisões unilaterais que refletem o capricho de um grupo dominante.

O Legislativo nesce para dar corpo à Democracia e percebo que a aversão ao Poder Legislativo é pura expressão da ignorância.

É notório o medo que as pessoas tem da Liberdade, que seja, na melhor das hipóteses, por falta de prática; mas a fragilidade de todos estes conceitos é resultado do Poder Absoluto que se contorce para não ser diluído.

A concentração de poder sabota a Liberdade, a Expressão e mutila a Representatividade ao preservar a Ignorância.


O Poder Legislativo é constituído por pessoas e as pessoas erram e a eleição é o mecanismo para preservá-lo destes erros. Se a oxigenação da Casa do Povo não corresponde às expectativas da população é devido ao afastamento da própria população.

Quem afasta a população? Ora, quem deveria aproximá-la, os Partidos Políticos.

E como é feita a aproximação? Pela informação!

Agora entendemos porque os Partidos não cumprem a função de informar.; porque, invarivelmente, as legendas são parasitadas por pequenos grupos que concentram poder e para isso quanto menos invasores melhor.

O Povo é considerado invasor pela farramenta que deveria representá-lo e daí a enxurrada de incoerências.

Permanece a desinformação para afastar ainda mais as pessoas de suas ferramentas de transformação.


Sobre a Desinformação


Nada melhor para manter a desinformação do que a Escola, seja pública ou privada!

Com seu currículo dasatualizado e excesso de conteúdo inútil, fora a esquizofrenia dos professores.

Depois, o Sindicato dos Professores.

Cujos agravantes são:

1° ) por ser Sindicato, associação preconceituosa em que a ignorância é inerente;

2°) por ser exclusivo aos professores, profissionais, na maioria dos casos, descartados pelo mercado de trabalho e que despejam as suas frustrações nos adolescentes confinados em uma sala super lotada.


E a Mídia,


Que nada tem de independente, porque protege os interesses dos anunciantes que, na maioria dos casos, são os financiadores de campanhas eleitorais e que sobrevivem de tudo confuso como ainda está, ou seja,


os Patrocinadores do Poder Absoluto.


E quero finalizar sem alimentar teorias conspiratórias.

O que acontece, acontece apenas pela ausência da população nos Partidos Políticos.

É a regra do jogo: se o Poder Legislativo é a Casa do Povo, os Partidos são as varandas e o Povo fica na rua por pura desinformação ou timidez.

Invadir os Partidos Políticos e participar da seleção de futuros candidatos é a única maneira de diluir os Poder Absoluto.


Hy Ho!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Partidos Políticos em Jacareí - Presidentes das Legendas

21 Partidos registrados

Apenas 4 Diretórios constituídos: PT, PPS, PSDB e PSTU

Todos os outros são Comissões Provisórias

Os Presidentes atuais das Comissões Provisórias são:

PCB - desde 01-10-2003 - : João Ramos Silva (falecido)

PTB - desde 06-07-2007 - : Pedro de Alcântara Mota

PRB - desde 17-09-2007 - : Arthur Faleiro de Lima

PR - desde 24-09-2007 - : Osvaldo da Silva Arouca

DEM - desde 01-10-2007 - : Carlos Tokuiti Amagai

PRTB - desde 03-10-207 - : Ismael Antônio dos Santos (fim da vigência em 01-01-2009)

PSOL - desde 21-05-2008 - : João Rosa da Silva

PRP - desde 10-06-2008 - : Geronimo Abdon Abrahão (fim da vigência em 01-03-2011)

PTN - desde 25-06-2008 - : José Roberto Cruz (fim da vigência em 11-01-2010)

PV - desde 23-05-2009 - : Paulo César Delfim (fim da vigência será em 01-11-2011)

PP - desde 19-10-2009 - : Maurício Aparecido Haka (Comissão Interventora)

PC do B - desde 26-01-2011 - : Claudinei da Silva

PSC - desde 17-03-2011 - : Fernando Cesar Ramos

PMDB - desde 07-04-2011 - : Cristina Helena Quina de Siqueira

PDT - desde 11-04-2011 - : Itamar Alves de Oliveira

PHS - desde 25-05-2011 - : Pedro de Oliveira Leite

PSB - desde 07-06-2011 - : Jose Maria Pereira de Andrade


Fonte: http://www.tse.gov.br/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Reforma Política, Eleitoral ou Restritiva?

Acompanhando quase toda discussão sobre a tão badalada Reforma Política, que não passa de uma Reforma Eleitoral comecei a considerar os motivos de tanta empolgação dos Congressistas.

Poder Discricionário e Falta de Senso de Prioridade

Na política (difícil não duvidar da boa intenção), tudo está amarrado e, não podemos deixar de apontar, que a Ordem do Dia também é Moeda de Troca na composição da Mesa Diretora tanto do Senado como da Câmara dos Deputados.

Bom, quem monta a Ordem do Dia é a Mesa Diretora; e tanto a do como da Câmara está nas mão da Presidência.

Deste Poder Discricionário, como tantas vezes ocorreu, algo inconfessável pode determinar as Agendas das Casas e aos demais Parlamentares resta a angústia de ficarem reféns de tal expediente, como se não bastasse a enxurrada de medidas provisórias enviada pelo Executivo.

Resta saber o real interesse de nossos congressistas numa Reforma Política e se ela, ao contrário da preocupação da Sociedade com novas consequências, não é apenas para entupir a pauta para que não sejam votadas matérias mais importantes e urgentes, como é o caso da Reforma Tributária.

Sei que tendências totalitárias e de moral pueril veem nesta calorosa discussão a oportunidade de se perpetuarem.

A Reforma Eleitoral, quer dizer, Política não passaria de distração, ou seja, uma gigante violência institucional.

Além do mais, tudo que está sendo proposto não tem nada de avanço e tudo é ofensivamente restritivo.


Voto Distrital é a formalização de currais eleitorais

No Brasil, um de dimensões continentais, os estados são grandes e raríssimos são os candidatos com fôlego para circular toda estensão do território estadual e cada candidato será, caso eleito, referendado pela sua região.

Então a proximidade do eleitor e representante é espontaneamente garantida e, o sistema atual ainda permite que o eleitor encontre candidatos com afinidades temáticas em outras regiões.

Com a expansão da internet isto é cada vez mais possível.

Portanto a Voto Distrital não passa de uma restrição ou formalização de guetos e feudos eleitorais. Para quem tem horror aos currais eleitorais...

Financiamento Público de Campanha é permanência das figurinhas carimbadas

Nada há de garantia de igualdade entre os concorrentes em um financiamento público de campanha porque quem já é famoso não precisa de campanha e muiot menos de dinheiro.

Há uma igenuidade (ou falácia) em dizer que um candidato desconhecido terá chances iguais ao Maluf numa eleição devido os dois candidatos investirem os mesmos R$7,50 por eleitor.

Claro que, os que se incomodam com a eleição do Tiririca, ficarão a ver navios com esta proposta. Os partidos para capitalizarem a mesma fatia do bolo que terão entre os demais partidos, terão mais argumentos para lançarem os velhos e conhecidos políticos ou as caricaturas que já tiveram a fixação de imagem pela mídia.

Tiririca com R$ 7,50 vale muito mais que um anônimo com R$ 70 mil.

É uma distorção que não se resolve, mesmo porque vence um dos inscritos e o povo para se proteger precisa participar do processo de seleção dos candidatos dentro dos partidos.

Também não passa de uma proposta restritiva ou a perpétua desproporção na exposição das imagens. Para quem tem horror aos mesmos de sempre...


Lista Fechada é a inviabilidade de renovação


Esta é a proposta mais esdrúxula de todas!

Porque restringe toda e qualquer renovação na política e garante a composição antecipada do Legislativo sem surpresas.

Caso haja um partido exemplar na sua conduta de democracia interna será raro. E uma reflexão que precisa ser feita: como alguém selecionado num processo democrático se comportará num covil de raposas autoritárias que foram apontadas como primeiras na Lista por meios escusos?

Não haverá debate dentro do próprio Legislativo, seja ele de qualquer esfera!

Das propostas lançadas esta é a mais restritiva de todas por não permite que o júri popular (dentre os eleitores, membros do próprio diretório) pulverize a coesão (rolo compressor) da cúpula partidária.

Para quem tem horror aos caciques e coroneis...


Alternância de Gênero é menos mulheres

Das propostas, além de restritiva, é apelativa.

Ninguém impede a participação da mulher na Política e quem o faz são os que tem declaradamente compromisso com a derrota.

Se as mulheres correspondem a mais da metade do eleitorado só os imbecis não darão espaço para elas nos partidos. Pelo contrário elas já possuem 30% das candidaturas garantido. São os partidos que sofrem para preencherem estas vagas.

A pergunta que faço é: que mérito tem quem que seja que concorre a uma eleição somente quando há chances de se eleito ou eleita?

A alternância de gêneros é uma restrição principalmente para as mulheres, que pelo sistema atual podem ocupar, caso queiram, até 70% das candidaturas em cada partido.

Como vimos: apenas restrições!



Hy Ho!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O tédio do assédio

Ninguém será político sem ser incomodado, portanto o tédio do assédio será inevitável!

Temos que admitir que é uma grande fadiga e o que angustia é a falta de compreeensão de uma Agenda!

Mas e daí, qual político ofereceu uma Agenda?

Raramente mente alguém ofereceu e dos que ofereceram muitos perderam a disposição de cumpri-la porque o município é dinâmico e absorve todos em seu próprio turbilhão.

O mundo não pára para atender nossos caprichos e ainda bem!

O mundo é tanto de tudo acontecendo ao mesmo tempo e por isso exposto a miríade de conflitos qu despontam na Ordem do Dia e, justamente por isso, é bem sucedido quem consegue antecipar algumas coisas.

Grande mérito para quem planeja porque ,creio eu, que evitar o problema faz parte da solução, mas não há nada de heroico nisto e a nossa mazela é que pouca atenção se dá a medidas preventivas e saneadoras.

Todos os políticos são atropelados por pessoas desesperadas pelas enchentes, terremotos, ataques terroristas e epidemias por um lado e por outro por políticos querendo uma grande jogada de marketing eleitoral.

Porque, depois de constatada a sua impotência e sem ações de impacto para manter o prestígio fica o político atentado com uma Agenda simplesmente eleitoral.

Sufocado pela burocracia e na busca de mais um fiapo de Poder fica o político consumido pelas negociações do "vota no meu que eu voto no seu" (um verdadeiro troca-troca na aquisição de cargos na super estrutura fisiológica), eleição da mesa diretora de 2 em 2 anos (surpreendentemente algumas Câmaras em 1 em 1 ano), espaço para candidaturas e formação de chapas para o Legislativos.

Resultado: assédio pelos eleitores, que mal sabem da importância de uma Agenda e condenados a receber as migalhas dos assistencialistas e o assédio improdutivo de outros políticos comprometidos apenas com o próprio umbigo.

Para evitar tal fadiga ajuda muito dispensar o celular!

Porque nunca vi nada tão inútil quanto um celular. É uma ligação para marcar a reunião e vinte pra desmarcar e remarcar, criando um transtorno imenso e jogando as pessoas como peteca o dia todo.

-- Me dê o número do seu celular

-- Não tenho

-- Como não?

-- Não tenho!

-- Mentira?!

-- Já disse, não tenho

-- Tá bom, você não quer passar o número !?

-- Não...(suspense)...(e, como um bom político, vem o remendo) ...é bem isso! Você sabia que o uso de celular afeta e desorienta as abelhas e que a consequência disso é a falta de polinização...que reduz drasticamente a produção agrícola...

A partir deste ponto a pessoa já deixa você falando sozinho

-- compromete a receita e a fome é endêmica...

Depois disso a própria pessoas já fica agradecida por você não ter dado o celular pra ela.


Hy Ho!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Uma andorinha faz verão

Concorrer numa eleição por quê?

O que muda?

Depende do ponto de vista!

Você pode constatar, com os seus 50 votos, que os seus conhecidos não confiam muito em você.

É um bom motivo para não arriscar, não é mesmo?

Depois, no trabalho, e principalmente na própria família (sempre tem um priminho), as pessoas tirando sarro da nossa cara por causa dos poucos votos.

Melhor evitar, afinal, pra quê se expor se nada mudará ? Porque os políticos são políticos...


Mas eu tenho alguma coisa a dizer a respeito e precisamos ultrapassar o senso comum.


As pessoas não estão atentas à beleza de uma eleição, do processo democrático.

Por que sempre são eleitos os mesmos candidatos?

A resposta fatídica não poderia ser diferente: não há outros candidatos, apenas por isso!

Voltemos à beleza de uma eleição:

Os seus 50 votos fazem diferença porque reorganiza o equilíbrio do sistema. Um dos candidatos seria eleito se não faltassem 50 votos. Outros 2 candidatos se não faltassem 25 votos e outros tantos seriam eleitos se não faltassem 10, 5, ou até mesmo faltando 1 voto!

Então, os seus 50 votos não são poucos. Agora, imagine o impacto de 100, 200, 500 votos!

Se você não for eleito, a sua participação jamais será em vão porque a Democracia teve voz, ouvido, pernas e braços e o melhor: rosto e nome!

A sua participação por si só já evitou a candidatura de um oportunista, portanto já é uma participação saneadora e depois de verificar o seu desempenho você poderá influenciar novos critérios na seleção de candidatos numa eleição futura.

Sabendo da sua aceitação, os presidentes de outros partidos não hesitarão em lançar candidatos com o seu perfil. Novamente, a sua participação fazendo diferença e dando força à Democracia pelo o ensaio de possibilidades inéditas.

A sua candidatura faz diferença e ser eleito é apenas um dos aspectos, certamente o mais glorioso, mas apenas um dos aspectos, porém interferir na História com o que se há de mais sagrado - o seu nome - não é pouca coisa!



Hy Ho!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Lista Fechada: Golpe à vista!

Cheira muito mal esta história de Lista Fechada nas eleições proporcionais para o Legislativo.

É uma manobra do Cartel para escolher, de antemão e sem surpresas, os membros das Câmaras Municipais, Assembléias Estaduais e Congresso.

A Lista Fechada impede as renovações e mina a energia dos candidatos, que para serem pré-selecionados pelo "Dono do Partido", viverão mais imersos na burocracia partidária do que cuidando dos assuntos públicos e de interesse da população.

A Reforma Política é nada mais nada menos do que uma distração e a pauta pouco ajudará moralizar o comportamento dos políticos.

Querem desviar a nossa atenção dos que realmente prejudicam a solução dos conflitos da sociedade: os incógnitos (por isso mais nocivos agentes do jogo político) donos de partidos, que tramam entre si com a oferta de "chapas podres" a composição do Legislativo.

"Chapa Podre" é aquela construída para eleger os "queridinhos do dono do partido", porém sujeita a surpresas, dado ao faro e astúcia do eleitor, que ainda pode escolher uma zebra. Em muitos casos vale a parasitagem! Foi o que o Kassab fez ao eleger os Deputados Federais pelo Democratas de São Paulo.

Os candidatos eram filiados ao projeto pessoal do dono do partido e não do programa e ideias partidários. Após a eleição vieram o rosário de chantagens e a fantasia de cordeiro do oportunista!

O eleitor de hoje está mais atento sobre quem é quem e qual é o mal, com tanta informação disponível, de votar nas pessoas?

Agora que o próprio eleitor corre por notícias sobre Política?

Deixaremos tudo à mercê dos donos de Partidos?

Dirigentes sem compromisso com os programas partidários?

Se houvesse algum interesse de fortalecer as insituiçõees partidárias os partidos seriam consolidados com promtores da Cidadania e nenhum seria "legenda de aluguel".

A Lista Fechada cheira mal, principalmente, porque é uma ideia defendida pelo PT, legenda de ares totalitários, com intenção de instituir um Congresso Unicameral, isto é, sem o Senado e que não esconde de ninguém o propósito efetivar um Politburô.

Com o Legislativo antecipamente escolhido começarão as mais desejadas reformas para se efetivar um regime totalitário.

O povo é o sapo sendo cozido lentamente que quando perceber a fervura da água não terá força de pular fora da panela.

Passo a passo eles avançam com a tal "moralização política" e redução de custo de campanha. Gente sem moral pode querer moralizar alguma coisa? Pode-se baratear as campanhas,mas jamais baratearão os mandatos enquanto a "governabilidade" se estabelecer com mensalões. Papo furado!

Um Partido forte se faz com pessoas fortes e não com Burocracia.



Hy Ho!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Alienação: uma faca de dois legumes

A linda juventude do PAF se esbaldava em delírios!

Apesar de ser um pouco custoso, viram os pais do PAF que isso era bom!

Aos pais do PIF restava conter os anseios de suas proles.

A prole também queria o que o principado consumia.

No começo era divertido, o PAF via entusiasmado o PIF constrangido por não poder oferecer o que era solicitado com apelo e até mesmo fúria da ávida prole.

O PIF estava marcado pela impotência, incompetência, inépcia e imperícia...era o fracasso.

PIF, o partido de tantos "is" somado ao fracasso!

Não tardou a revolta, gestos de violência, saques e toda sorte de agressões.

Também não tardou a óbvia resposta do PAF com massacres e justificativa para extirpar a prole com suas máquinas de horror.

Motivado em superar a sátira política e humilhações de guerra; com o exercício da negação como raciocínio chegou-se à conclusão: tudo que eu não tenho e gostaria de ter seria alienação.

"Pai, quero isto" e como resposta "isto é alienação". "Pai, também quero aquilo"; cansados de imputar inveja aos filhos que queriam o que os filhos de outros pais tinham, nova resposta "querer alguma coisa somente porque outra pessoa tem é alienação"...

"A vingança, filho, também não passa de alienação!" Desta vez, ecoava a recomendação das mães angustiadas por gerá-los para um fim de extrema futilidade!

Isto conteria o saque e a violência resultante de desejos desenfreados, porque havia um grande desequilíbrio. Precisava-se de muitos braços pra realizar e pouco alimento ou ítens de conforto para recompensar tanta força de trabalho.

O PIF disseminou a ideia da virtude em nada ter e condenava os que tinham de roubo e depravação. Percebendo a permanente compulsão dos jovens de desejar apenas por desejar, os sábios desenvolveram algo além para querer: um não-lugar, onde todos não só usufruiriam do trabalho realizado como viveriam o sonho detudo funcionar com presteza e alegria.

Começaram pelas estrelas, depois aproximaram para uma ilha, depois fantasiaram sobre as profundezas do oceano, vislubraram outros planetas e por fim, num extremo de ousadia, disseram que tal lugar estaria dentro de cada ser humano. Em um movimento cíclico e espontâneo cada não-lugar deste convenceu uma ou outra geração.

O PIF ao solucionar tamanho conflito poupou o PAF de conflitos maiores e o PAF viu que o PIF era bom. Despertou-se a consciência do comum e da necessária solidariedade.

O PAF edificou amplos lugares-reais para o culto desprendimento da prole e para acolher parte do principado nauseado pelos excessos.

Era uma vez um simulacro de não-lugar onde, uns juntando os cacos de outros como atividade penitente, promovia-se um simulacro de paz!


A novela continua!



Hy Ho!

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Turma do Boquinha

Parasitagem

O DEM tem sido um partido de transporte usado pelos lobbys corporativistas para se apoderarem do Poder Público e de seus Recursos para decisões convenientes.

O DEM nasceu fragilizado ideologicamente por ser parasitado por grupos cujas identidades são maiores do que o Partido.


Hy Ho!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Turbulências no PAF

Depois que o PIF conquistou algumas vitórias mesmo que irrisórias começaram pequenas turbulências no PAF.

A ala mais jovem, mais afoita, bradou que os motivos de sucesso do PIF seriam as liberdades anunciadas e ainda timidamente praticadas.

Os mais velhos, sempre cautelosos, estavam angustiados porque, embora não fosse a liberdade anunciada o grande trunfo do PIF, pelo contrário, também não podiam deixar de manter as aparências e nisto...nas aparências...o PIF deu indícios de superar o jurássico PAF.

Tanto tempo de domínio estava ameaçado e ainda era muito arriscado tentar alguma cooptação propondo uma aliança porque seria se expor demais.

Primeiro porque poderia ter uma estrondosa recusa do PIF que demonstraria uma superioridade moral e depois estremeceria a base do próprio PAF, que sempre emudeceu as contribuições internas e impediu a ascensão de seus próprios talentos.

Mesmo tentado a traçar o caminho mais fácil da ccoptação, com experiência e astúcia, a cúpula do PAF preferiu oferecer uma dosada liberalidade em seu próprio seio para aplacar a incipiente inquietação de sua juventude.

A letra "A" de PAF muito bem poderia ser de Atrevimento ao invés de Arbitrário.

Com ares de rebeldia, os velozes e furiosos filhotes de PAF, não mais acompanharam os papais nas efusivas rinhas de galo e começaram promover rachas nas grandes avenidas da cidade.



A novela continua !




Hy Ho!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PIF & PAF: polaridades políticas

Há os que falam sobre o pêndulo, outros sobre o eterno retorno, outros sobre o medo à liberdade e eu, simplesmente, sobre PIF & PAF.

Não...não é uma dupla de palhaços e muito menos uma dupla sertaneja, são as siglas dos dois impulsos que venho observando na novela política.

PIF: Partido dos Inconvenientes Fantasiosos e;

PAF: Partido Arbitrário Fisiológico.

No início era o PAF com o chefe da horda esbofeteando a todos e corria à boca miúda que a sigla era a própria onomatopéia do processo de decisão.

Para cada discordância ou hesitação era um estrondoso PAF na cara do atrevido e assim caminhava a humanidade com passo de formiga e sem vontade.

Diante de tantas decisões insensatas e nocivas aumentaram a frequência e intensidade dos atrevimentos até alcançarem o auge da inconveniência.

Ao descobrirem a fragilidade do PAF, grande monolito sem mobilidade e força para ter tudo ao seu controle, começou-se a organização e concentração do PIF.

A princípio subestimado e ridicularizado devido às estratégias elaboradas com mágoas, rancores e muitas fantasias. Por timidez dos eleitores e pelos desabafos prolixos, o PIF apenas conseguia resultados pífios nos pleitos. Momentos em que se desmoronavam os castelos de areia e fortalecia o desdém dos correligionários do PAF.

Analisando o êxito do PAF o PIF percebeu que um pouco de controle ajudaria, se não aglutinar pessoas, ao menos evitar a dispersão dos decepcionados.

Por um bom tempo o PIF não crescia, porém também não diminuía.

O PIF reconheceu (não publicamente) alguns méritos do PAF e incorporou mais práticas do gigante adversário. Os fundadores mais sinceros do PIF que perceberam o desvirtuamentos dos princípios do partido foram logo acusados de blasfêmia ou traição.

Banidos, muitos destes fundadores adoeceram e os que continuavam fortes o suficiente para serem incovenientes ainda foram alijados do processo político de maneiras mais dástricas e seguindo um velho ditado dos ditadores do PAF: "acidentes acontecem".

De tantas fantasias alimentadas pelo medo, os fantasiosos foram absorvidos pela burocracia partidária e sentiram os prazeres do fisiologismo. A partir daí, desenvolveram a corrente fisiológica e o "F" de PIF poderia muito bem representar o fisiologismo. Por que não?

Como há na natureza o fenômeno da simpatia o PAF percebeu os movimentos pretensiosos do PIF e também começou alterar a sua postura, pelo menos, na aparência !


A novela continua!



Hy Ho!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Estar preparado ou não, basta aceitar o convite!

"Acho que não estou preparado"!

É o que mais se ouve quando alguém é convidado a se candidatar!

Mas, quem está?

A rigor, respondo que... ninguém!

Estar preparado seria alguém versado em leis?

Bom, pelo o que eu vejo por aqui são os vereadores que possuem formação em Direito que mais apresentam projeto de leis inconstitucionais. E isso é ruim porque os outros colegas não iniciados "nas arcadas do Largo São Francisco" aprovam os projetos, que invariavelmente são vetados, e pra não ficar feio, acaba-se mobilizando a bancada ou bloco para derrubar o veto, que depois vira Ação Direta de Inconstitucionalidade...que, em última análise, nada mais é do que desperdício de tempo e de dinheiro.


Estar preparado seria alguém versado em contabilidade ou economia?

Também pelo o que vejo estas qualificações pouco são solicitadas por aqui porque quando a bancada de sustentação da Prefeitura é maioria na Casa nenhuma emenda que possa alterar o Orçamento pode ser aprovada porque quando há maioria da Prefeitura na Casa o Orçamento nem é discutido.

Contestar os motivos de uma suplementação de verba?
Nem respondo!



Estar preparado seria alguém versado em construção?

O que mais vemos por aqui são corretores de imóveis! Mas pessoas que não se preocupam com a qualidade de vida do próprio cliente seria confiável ao apreciar a qualidade de vida do não cliente?

Já tivemos professor de Física. De que nada valeu!

Engenheiros? Já tivemos um engenheiro químico que se sentia habilitado para opinar sobre obras porque, afinal, engenheiro é engenheiro!

Pelo que vimos, estar preparado não significa ter uma graduação.

E os que não tem graduação que virtudes possuem que os qualificam?

São pessoas populares por serem comerciantes e quase sempre participam das eleições porque não deixa de ser um bom negócio!

"Vote no Fulano da Farmácia" !

"Vote no Beltrano da Padaria"!

"Vote no Cicrano da Ótica"!

"Vote no Totó da Imobiliária Imperador"!



Você ainda não se sente preparado?

Você já pensou que ninguém o convidaria sem perceber algum potencial em você?

Não se menospreze!

E se você receia não estar preparado, creio ser um bom começo, porque a chance de estar preparado já é muito grande!

Porque o que mais carecemos na Política é de humildade (não confundir com submissão porque submissos já temos demais) e de algum tipo pudor!

Então, pense duas vezes antes de recusar um convite pra ser candidato!





Hy Ho!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sabotagem de Lideranças

A Política dos Dinossauros se concentra nisto: sabotar Lideranças !

É assim que eles se mantêm no PODER.

Vou citar um exemplo de 2007 em Jacareí.

Um Partido, uma Legenda consagrada nacionalmente que aqui estava deprimida foi ocupado por Dinossauros e tirou várias lideranças da corrida eleitoral.

Com a regra de exigir a filiação dos candidatos um ano antes da eleição, foi feita a seguinte jogada: é oferecida a candidatura, a Liderança se filia porque se sente valorizada porque o discurso é de que o "Partido precisa renascer" e "quem chega primeiro bebe água limpa", " é uma nova fase", "precisamos de gente nova na Política","chances iguais pra todo mundo" porque "estamos convidando pessoas com a mesma quantidade de votos" e depois na hora de homologar a chapa de vereadores, quando você não pode se filiar em outro Partido para disputar a eleição...

"Sabe como que é?"... "Tal fulano que a gente convidou não vai concorrer mais"... "a chapa ficou fraca"...
"pro Partido (leia-se Dinossauro)ter uma chance de ser representado na Câmara a gente é forçado a coligar" "você compreende, né?"

Bom, nesta coligação só tem espaço pra 3 ou 4, isto é, os Dinossauros (mais famosos e com eleitores" fidelizados"), claro, permanecem e as novas Lideranças ficam de fora chupando o dedo.

Algumas esperam ter a chance na próxima eleição, mas a maioria desiste, as lideranças frustradas criam desgosto com a Política, ficam ressentidas e, invariavelmente - humilhadas - abandonam as atividades da comunidade.

Os Dinossauros são extremamente organizados e muito solidários entre si porque o Partido que fez isso não só ajudou o seu próprio Dinossauro como também protegeu os Dinossauros dos outros Partidos porque tirou a possibilidade das Lideranças conocorrem em outras legendas.

Simples assim! E por isso fica difícil termos grandes renovações porque quando isso acontece é quando dá zebra !

A eleição é um jogo de cartas marcadas que só poderá ser diferente quando a População começar a participar dos Partidos, montando Diretórios e constituir Executivas pelo processo de eleição interna para acabar com as Comissões Provisórias.



Hy Ho!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Não fazer e não deixar ninguém fazer

Este é o lema dos Dinossauros !

E um grande dilema também !


Centralizar o Poder é uma prática jurássica que mantém o status do chefe da horda.

Sem Poder de fazer alguma coisa é comum que se exerça o Poder de não deixar fazer, porque quem cria dificuldades pode vender facilidades.

Tem gente que vai levando assim e se alguma coisa acontece sem o consentimento do fulano não é mérito de quem realizou e sim de quem não criou dificuldades o suficiente.

Desanima? Ô, se desanima !

É igual as velhas historinhas da infância do dono da bola. Se ele está perdendo ninguém mais brinca. Detesta ser contrariado !

A mentalidade das nossas autoridades são autoritárias e não de autores.

Com a direção partidária é quase sempre assim: um presidente (dono da bola) e capachos (muitos empregados - e por isso sem direito a voz - sob pena de ser demetido), uns poucos inocentes úteis e um grupinho de gaivotas contentes com as migalhas jogadas pelos pescadores.

Falo das direções partidárias porque, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não são as autoridades que têm autoridade e sim os "poderosos" donos de Comissões Provisórias que se rejubilam (sem ninguém entender) em perder eleições.

Pequenos Partidos que não querem crescer e médios Partidos meia-boca que não realizam AÇÕES PARTIDÁRIAS ! Apesar das várias frentes já consagradas com a Juventude, Mulheres, Formação Política e Lideranças Comunitárias.

A sabotagem de Lideranças parece ser o expediente, principalmente, dos que já ocupam cargos porque estes sempre veem os relizadores como ameaças.

Então, uma aliança se consolida com os contemplados com os cargos e os que não querem que nada aconteça, isto é, mude!

A solidariedade entre covardes e medrosos dá nisso: a violência institucional de um lado e a violência difusa de outro!



Hy Ho!