sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Próximo de Casa



Método BURRO

11° semana

2° fase Azul


Não sei se foi por acaso ou por alguma razão estratégica, aconteceu um comício no bairro onde moro, Jardim Jacinto. Apesar de ser habitual vários majoritários fazerem comícios lá, muitos optam por não fazê-lo.

O interessante também é que ninguém sabe da estratégia da campanha da qual participa, há o núcleo duro mistificado que faz coisas ora por caprichos, ora por conveniências particulares, ora somente por fazer. Com a pressão de elaborar uma agenda qualquer coisa é feita, sem critérios, porque alguma coisa precisa ser feita. Aliás, o show tem que continuar para justificar as doações de campanha.

Metade do esforço de nossa candidatura é eleger o prefeito de nossa coligação. Não é à toa que somos candidatos, se seremos eleitos pouco importa para a cúpula, muitos de nós tivemos o aval de participar da brincadeira na condição de cabos eleitorais de luxo para encher o quociente para vereador e para ganhar a Prefeitura: é uma empreitada assumindo riscos, com a vitória sobra uma boquinha, cabidão, teta ou qualquer nomenclatura mais honrosa que quiserem adotar.

Impera o fisiologismo infelizmente e as legendas, ocupadas mais por oportunistas do que por propostas programáticas, carecem de projetos de qualidade de vida e se afogam nos projetos de poder pelo poder (muitos medíocres - para não dizer vazios - e fadados a repetidas derrotas).

Isto vale dizer que todo candidato a vereador participa da eleição com dois bilhetes: podendo ganhar, perder ou ser contemplado com um deles.

Prestigiem todas as possibilidades e como dizia o maravilhoso Foucault: pense na possibilidade de pensar o impensável !

Muitos contatos foram feitos pelo trajeto e depois de uma eleição jamais seremos os mesmos. Seremos notados em todos os eventos e cada aceno terá o seu pedágio.

A urna sempre será um enigma, daí o encanto e beleza da Democracia, mas ninguém nos tirará o passo dado para o Infinito...

Sulcar o processo eleitoral com a nossa presença é consolidar a Cidadania e bater o tapete do Poder ao enriquecer a gôndola de ofertas.

Quanto ao Jardim Jacinto foi um bom comício e com grande audiência, em partes, porque eu fiz uma aposta (valendo um engradado de cerveja “bico molhado”) com a turma do bar de que mandaria, de cima do palanque, um beijo de língua no céu da boca do xarope do João Preto e... mandei. A galera vibrou, mas até hoje o João Preto, que detesta perder, não pagou a aposta.




Inté o nosso próximo dedinho de prosa !


Hy Ho!


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sem rabo preso


Método Burro

10° semana 1° Fase Azul


O extraordinário já aconteceu: vocês são candidatos, tem os nomes comentado por muitas pessoas, uns acreditam nas suas vitórias e outros não.

Na minha opinião, enriquecer o processo eleitoral é a nossa grande contribuição, mas sermos eleitos, isto sim, faz com que a sociedade nos respeite e preste atenção em todo nosso trabalho.

Muitos percebem a eleição como um fim quando melhor seria se ela fosse percebida como um início.

Chegar na reta final de uma campanha afirmando uma alternativa é um barato, ainda mais sem o famoso e nocivo financiamento de campanha. Que na verdade é um investimento e nunca uma doação. Quem paga quererá o retorno com muito lucro.

Esta é uma lógica que só pode ser erradicada com renúncia porque a denúncia por mais que aconteça parece, ao invés de impedir, fortalecer o que a população compreende como errado.

Dinheiro pra quê? Pra forrar as ruas de santinhos? Pra entupir as tubulações de uma cidade que sofre problemas de drenagem? Pra promover acidentes com as pessoas de idade avançada que tem dificuldade de equilíbrio e locomoção?

Pra impor uma fisionomia já carcomida por uma trajetória política duvidosa ou deplorável !

O alto número de abstenção, votos nulos e brancos parece aumentar com esta prática ineficaz e retrógrada.

A força de uma alegoria como a do BURRO nos permite, de modo simbólico, comunicar com o eleitorado muitos dos nossos valores.
Com uma corda fiz um rabo que balança solto e indicava o meu compromisso que não ser cooptado ou me sujeitar a qualquer truculência dos “donos da cidade”.

Com irreverência o rabo emitia o recado e promovia a interação com as pessoas. Quem soubesse o meu número ganhava uma rebolada para ver o rabo balançar. A brincadeira cresceu, virou atração...fixou o número – o elemento mais importante em uma eleição com urna eletrônica.

Um nome divertido, número fácil, alegoria simples, despojamento, e objetivos bem definidos com planejamento sem perder a espontaniedade resultam em menor consumo de energia.

Isto é, irritamos menos a população e aumenta a nossa chance de sermos eleitos.

Com baixo custo há um substancial aumento de credibilidade e quem tem crédito paga depois...ou seja, tem tranqüilidade para corresponder às expectativas dos eleitores durante os 4 anos de mandato.

Inté o nosso próximo dedinho de prosa !

Hy Ho !