sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Juntando os cacos

8° Semana Método BURRO



2° Fase Amarela


Acima da metade e se aproximando do fim da campanha eleitoral é o momento de sentir a validade de nossas candidaturas.

Devido a vários aborrecimentos muitos não se lembram mais porque se candidataram e quem lembrar terá serenidade suficiente para suportar os próximos aborrecimentos.

Os ajustes de percurso são mais sutis e potencializados nesta altura da eleição porque estamos muito expostos para os eleitores e também para os adversários.

O candidato majoritário quererá colar a agenda dele com a nossa porque faz parte essencial da estratégia andar abraçado com os mais populares. E nós seremos convidados para falarmos em comícios e “intimados” a estarmos presentes nas inaugurações de comitês.

Andar com o majoritário pode ser bom ou ruim, depende do histórico dele. Mas de qualquer forma é uma ótima blindagem porque os nossos adversários mais ferozes são os nossos colegas de Partido, que podem perder a cadeira por um voto apenas.


Por não estarmos do lado de Fulano

A maior motivação do voto é a rejeição por este ou por aquele e nós ganharemos ou perderemos votos em função disto. Estou chovendo no molhado? Sei que sim, mas tem gente que se esquece deste detalhe.

É bom sabermos, se possível, o histórico de rejeição dos majoritários adversários. Bairros, segmentos sociais, religião (ponto que conta muito, apesar de o Poder Público ser laico), esporte entre outros.

Por estarmos do lado de Beltrano

Mesmo que o nosso majoritário seja, infelizmente, “Ficha Encardida”, além da própria mãe, há quem goste dele. Ninguém constrói uma carreira política sem popularidade e, por incrível que pareça, as pessoas esquecem disto também e perdem tempo tentando arruinar a imagem da grande persona. Não adianta, as pessoas gostam dele justamente por causa da cara de Zeca Pagodinho que ele tem e ficam felizes com a possibilidade de elegê-lo. E é por isso que a Democracia é fascinante e desafiadora.

Apesar de estarmos do lado de Cicrano


Há muitos motivos para perdermos votos, principalmente dos eleitores mais esclarecidos, porque eles calculam nossa soma de votos e deduzem que ao votarem em nós não nos elegeriam e que seríamos apenas uma escada para reconduzir um candidato com um péssimo histórico ao Legislativo.

Quem vota em nós, apesar de tudo, são os nossos eleitores fiéis. Por mais desanimados que fiquemos e com dificuldade de acreditar, existem sim pessoas que apostam no processo eleitoral como consolidação da Democracia e que sejam afinadas com as nossas idéias e comportamento, que colaborarão com o nosso mandato com boas sugestões e não exigirão favores como moeda de troca.

Novamente vale um ditado: Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!

O mais triste é que não teremos contato com a maioria delas ao longo dos quatro anos!






Inté o nosso próximo dedinho de prosa !
Hy Ho !

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