quarta-feira, 14 de julho de 2010

O culto à rejeição

Fala-se muito mal dos políticos e o grande paradoxo é que os piores políticos são os grandes beneficiados com tal rejeição. Aos adeptos da teoria da conspiração, quem sabe se não são eles mesmos que promovem a má fama para,justamente, afastar os bem intencionados da Política. Quem sabe?


Mas rejeitamos os políticos por quê?

Talvez permitimos que sejam eleitos os piores para termos alguém para culparmos pelo nosso insucesso. Então o problema não é com eles, é conosco!

A pergunta é: o quanto de nós há nos maus políticos? Somente por meio do auto conhecimento poderemos saber.

De todas as incertezas eu me apoio em uma certeza, a de que temos medo.

Medo de perdermos o respeito de quem nos cerca. Basta anunciarmos o nosso interesse em sermos candidatos que todos torcem o nariz com repugnância como tivessem descoberto algo podre em nós. E o pior, que apenas se confirmou o que todo mundo já sabia a nosso respeito com frases do tipo: não falei, ninguém é gente boa à toa !

Dói, claro que dói! Difícil atravessar o umbral e ouvir agressões de pessoas queridas.

O lado bom é que, com o tempo, percebemos ser tudo fruto da ignorância e que não podemos nos desviar da função de sermos o sal da terra.

Com o senso comum afirmando que todo político é ladrão, ninguém quer pagar o preço por ser nosso amigo.

O mais interessante de tudo isso é que depois da vitória na urna todos lhe pedem um cargo ou outros favorzinhos.

Como violência gera violência, perpetua-se o ciclo vicioso da mágoa e ignorância e desce pelo ralo todo respeito que o povo (substantivo abstrato com problemas concretos) merece!

A eleição é uma corrida solitária!


Inté o nosso próximo dedinho de prosa !




Hy Ho !

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