quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Êta, cidade boa pra burro!

Estou sim, falando da nossa querida Jacareí !

Não digo: infelizmente. Porque já adotei o bichinho forte, dócil e ,às vezes, teimoso como minha clássica forma de expressão. Identificar a imagem que fazem de você pode, no mínimo, ajudá-lo a não adoecer.
O assunto do momento é a crise com a sua face mais cruel: desemprego e fome. Não seria algo tão deseperador se os que leram Karl Marx (se é que leram!) tivessem considerado a substituição do trabalho manual pela máquina. Segundo o economista, era inevitável a perda de postos de trabalho. O que surpreende (aliás, não surpreende mais) é o não planejamento, por parte dos que pregaram a Revolução, para a realidade futura. Primeiro quanto ao treinamento para novas necessidades produtivas e depois quanto às redes de solidariedade para atender as perdas bruscas. No que se refere à Jacareí, a fábrica Inox está, com o pretexto da crise ou realmente por causa dela, há 2 meses sem pagar os salários de seus funcionários. O lamentável disto tudo é condição constrangedora dos trabalhadores que clamam por cestas básicas até acertarem as suas situações. O pior é que não perderam apenas um emprego, dificilmente encontrarão outro. Seria os empresários os únicos responsáveis ? Ainda vamos ficar na lenga-lenga dos patrões contra os empregados?
Mas o que tem Jacareí com isto? A crise está em todo lugar! Dizem e continuarão dizendo os governistas. A culpa é dos Estados Unidos, da política neoliberal e ,agora, até do Obama!
Eu, por minha vez, digo que em Jacareí deveria ser diferente. Fomos governados por um Partido que se diz dos trabalhadores, que citava Karl Marx em todas as suas cartilhinhas, que se dizia socialista e que falava mal, mas muito mal do Maluf. Convenceram-nos que eram diferentes do Maluf e, hoje, não temos como negar. A diferença é que (longe de mim defender o figura!), pelo menos, o Maluf terminava as obras. O que temos em nossa cidade é um grupo que trocou o projeto de governo por um projeto perverso de permanência no poder, fazendo obras medíocres e abandonadas depois da eleição. O que eles deveriam fazer? Simples! Compreender o novo cenário e conduzir a cidade para novas vocações econômicas, assim, evitando o grande volume de desemprego.
Como burro que sou, não me desespero! Fome eu não vou passar! Em todo canto da cidade o que se vê é mato e a maioria das indicações dos vereadores pedem capina.

Outro tema que motiva a disputa entre os veradores: o ranking das indicações. Aí, podem ser oposição ou situação, para ficarem bem na fita acreditam que precisam ganhar esta corrida. Caso haja o atendimento todos querem ser o "pai da criança". Há algo de esportivo nisto...ou, como diz o pensador Marcuse, a nossa unidimensionalidade industrial. Precisamos produzir de modo fabril !
Novamente o meu entendimento das coisas. Embora o vereador possa fazer as indicações, bom seria se as fizesse a título de colaboração. O intenso contato com os cidadãos pode privilegiar o vereador com idéias inovadoras e necessidades não percebidas pelo Executivo. Porém se há um excesso de indicações, chego à conclusão de que o Executivo não trabalha. Porque se os Secretários e Diretores planejassem os seus trabalhos...
Outro mal que percebo é a exclusividade em atender os governistas ou priorizá-los. É evidente a chantagem! Deste modo, o Prefeito garante maioria na Câmara e, a partir daí, faz o que bem entender com o município. O vereador que se preza não é mendigo para ficar pedindo coisas para o prefeito. E nada do que o prefeito atenda são dádivas ou benesses, são, salvo engano, atribuições do administrador municipal.


Hy Ho

Um comentário:

Fred Latorre Baccaro disse...

O MELHOR QUE LI ATE HOJE, ESTE PEGOU NO FIGADO, CORAÇÃO, ETC..... .