quinta-feira, 27 de novembro de 2008

ORQUESTRA DE PAPEL "SÃO GABRIEL"

O Projeto Orquestra de Papel comemora um ano de existência!

Ao combinar consciência ambiental, ludicidade, incentivo à leitura e as concepções de paisagem sonora do compositor contemporâneo canadense, Murray Schaffer, a EMEI "São Gabriel" no Distrito de São Silvestre, Jacareí-SP, realiza um amplo projeto de musicalização com baixíssimo custo.

Iniciado em março de 2008, a Orquestra desenvolveu uma metodologia específica para ensinar música às crianças com 3 a 6 anos de idade, usando o papel como referência plástica e sonora. Tal experiência teve um alcance tão gratificante que permitiu, com naturalidade, criar condições para buscar uma estética própria.

Com o apoio da direção da escola, dos professores e dos funcionários, as crianças exerceram a soberania do processo educativo e criativo, estabelecendo um vínculo indistinto entre mestre e aprendiz, em que talentos se solidarizam e atingem um estágio de aprendizagem mútua.

A Orquestra de Papel foi idealizada por mim, Dario Bueno "BURRO", em dezembro de 2007 e seguiu o rito de ser sugerida à diretora da escola, Cristiane Varella, que, depois de um período de fermentação durante o recesso escolar, apresentou o projeto em fevereiro do ano seguinte às professoras,sendo a idéia recebida com grande entusiasmo. Com a colaboração das professoras definimos a proposta nas áreas "Música" e "Natureza e Sociedade".

Desde o início, a Orquestra trabalhou de forma aberta, procurando talentos na comunidade, e a professora Regina identificou entre os pais quem era envolvido com música. Com este comportamento o grupo foi enriquecido com a participação de Alan (violonista), Noeli (tecladista e cantora) e Issac (cantor).

Será o Presépio, no dia 9 de dezembro, o evento de encerramento das atividades da Orquestra de Papel em 2008 e o primeiro passo para concretizar um novo sonho: o de fazer no bairro São Gabriel a nossa "Cidade da Música".

Do jornal velho, que deixa de ser lixo para ser riqueza, despertam-se entusiasmados cidadãos ao vivenciarem o infinito criativo com o material mais disponível de nossa sociedade atual: o papel.

Neste ano o projeto esteve sob a batuta de Dario Bueno "BURRO" e do voluntário João Baptista Bueno Neto, apelidado pelas crianças como "João Pezão"!

Hy Ho!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

TRUCO NA CÂMARA

É lamentável, mas há quem exerça a vereança aos gritos.

Em Jacareí, na Sessão Ordinária da Câmara desta semana, o vereador Itamar Alves (PDT), de modo seguro e sereno, apresentando documentos da própria Prefeitura, fez uma inspirada explanação sobre o fato de a atual Administração Municipal não ter feito o Hospital Municipal (prometido nas duas eleições em que Marco Aurélio/PT foi eleito), pelo simples fato de não querer fazê-lo.

Porque, como bem demonstrou Itamar, somente com a arrecadação do pedágio, a obra seria possível. Com quase R$ 15 milhões arrecadados pela Nova Dutra em 8 anos, não fez realmente por um único motivo: não quis.

Nada surpreendente foi a resposta do vereador Marino Faria(PT), já com longa carreira no "Palácio da Liberdade", que lá chegou nos bons tempos em que era membro atuante e fervoroso do COMUS (Conselho Municipal de Saúde), dizer que nenhum vereador poderia julgar as contas do atual prefeito porque o Tribunal de Contas já as teria aprovado.

Primeiramente, Itamar não julgou as contas do Prefeito, apenas demonstrou que a não construção do tão sonhado Hospital (demagogia em todas eleições) não foi realizado porque a Prefeitura não teria dinheiro, como sempre afirma, mas porque nunca foi prioridade desta Administração.

Segundamente, é triste constatar o despreparo do vereador Marino. Cabe aos vereadores sim julgar as contas do Prefeito! O Tribunal de Contas aponta os equívocos e emite o seu parecer técnico, e fica a mercê dos vereadores aprovar a conta ou não, tanto é que, curiosamente, estive presente em dois momentos, a respeito de duas contas questionadas, em que o advogado de defesa do atual prefeito usava a Tribuna Livre da Câmara, pedindo, "pelo amor de Deus", para que os parlamentares absolvessem seu cliente devido ao parecer do Tribunal de Contas ser um "mero" parecer e que o poder de julgar era do Legislativo.

Vale lembrar que o debate democrático é algo muito diferente do divertido jogo de truco!

Hy Ho!