quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O ALICATE DA MANICURE

PARTIDOS, PROJETOS E IDEOLOGIAS

É BOM A GENTE DISTINGUIR ALGUMAS COISAS.

Partidos são instrumentos que podem ampliar uma natural habilidade.
Os instrumentos nascem de projetos e permitem que tantos outros projetos se consolidem.
Mas tudo depende de uma CULTURA de cumprir compromissos.

As contendas ideológicas inviabilizam alguns projetos apenas por uma questão de território.
Ainda mais quando promovem um fanatismo.
O Socialismo poderia contribuir muito se expressasse em ações e entendimentos o que propaga. Mas ao que parece, o Socialismo sobrevive mais como uma religião de ateus.Uma total incoerência, visto que a religião é condenada pelos socialistas por ser o ópio do povo e é indiscutível o grau de entorpecimento e alienação em que eu vejo imersos tantos "revolucionários". Com discursos antiquados contra um imperialismo cujo único defeito é não ser implantado por eles.

Sou socialista e acredito que não será com chantagens sociais que a luta conquistará algo de bom.

Marx precisa ser lido e não pregado aos pedaços em citações de última hora, assim como outros autores.
Marx é um profundo pensador e um alicerce para muitos, mas é deprimente vê-lo distorcido pelos doutores da lei como foi o Evangelho...
Como dizia Lucaks em História e Lutas de Classes " Ser marxista é usar as ferramentas de Marx e não chegar às mesmas conclusões que Marx chegou".
O "aqui" e o "agora", pilares do pensamento dialético, são diferentes!
Óbvio? Eu sei ! Mas a única "revolução" possível é a Revolução do Óbvio.

O conforto em que nós estamos inseridos não permite mais que ecoemos aquelas velhas palavras de ordem. E o tempo livre que Marx previa, pelo avanço da maquinaria, está aí e não sabemos usufrui-lo, aliás, até nos adoece com uma sensação de inutilidade.

Quem está inserido no conforto é burguês? Claro que é ! e quem mais fala de Marx se não os burgueses ? Tá bom, o proletariado analfabeto, repete como papagaio um autor que nem quem sabe ler lê.

É triste, mas percebo que temos pouca vocação para o Socialismo.
As praças, quem as usa ?
As escolas, quem as defende da falta de eficiência ?
E os hospitais públicos ?
Pelo contrário, desprezamos tudo o que é público ao invés de consolidá-lo !

Quem tem condições patrocina o privado;
Quem tem disposição, pelo terceiro setor, quer provar a ineficiência do público;
Quem precisa, por não ter por onde correr, exclama " tá ruim, mas tá bom !"

Por falta de habilidade, a manicure machuca os dedos...os dedos da mão do povo.

A inocente e alienada manicure torna-se um monstro ao não saber manusear seu delicado alicate (notório e sofisticadíssimo instrumento de tortura).
Como poucos são ambidestros e por isso não autosuficientes, ficam os canhotos reféns dos destros e os destros reféns dos canhotos e, claro, é esssencial que o mercado preencha o vazio de onde não há solidariedade.
Capital é liberdade ! Usa-se o dinheiro para não se dever favores.
A propriedade privada, privacidade! Solução contra a promiscuidade.
A relação senhores e escravos não vem do Capitalismo e sim da babaquice humana.
Poucos sabem fazer algo em favor de alguém sem o interesse de aprisioná-lo.
Poucos se contentam em conhecer a intimidade do outro sem importuná-lo, sem querer gerenciá-lo.
Embora seja prescrita a higiene no salão, a manicure ainda não o faz;
Embora desenvolva-se produtos para auxiliá-la, a manicure ainda não os usa;
Embora haja as queixas dos clientes, a descomprometida manicure finge-se de surda.
É bom sabermos com quem deixaremos o alicate. A partir daí teremos excelência no salão e os melhores produtos à nossa disposição.
Partidos,Projetos e Ideologias se misturam promiscuamente, isto é, se confundem de maneira desastrosa.
Como se vê, tudo depende da manicure !
Denúncia, anúncio ou renúncia indicam o prenúncio de algum discernimento.
UTOPIA? ACREDITO QUE NEM TANTO !
Hy Ho !

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